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Após a queda de 13 de junho, o recuo dos mercados globais desde as máximas do mês passado é a seguinte (ver gráficos abaixo):
Tecnicamente estamos em um “bear market” (mercado de baixa).
A primeira coisa que vem à cabeça dos investidores nessa situação é que estamos diante de outro ano de 2008, quando, se não me falha a memória, o índice S&P 500 despencou 58% (mais de duas vezes a queda atual).
No entanto, do ponto de vista macroeconômico, a situação era completamente diferente, na medida em que todo o sistema financeiro apresentava um grave risco de colapso. Agora, apesar de muitos ventos contrários, os riscos estão mais inclinados para uma recessão global.
Vamos dar uma olhada no gráfico abaixo, a fim de analisar a atual situação em profundidade. Ele mostra os últimos dois “bear markets” prolongados – 2001 (linha laranja) e 2008 (linha azul), bem como as três fases que os caracterizaram, a saber:
(Note que a linha de 2022 no gráfico acima foi atualizada pela última vez em abril e está agora em torno da metade da fase 1).
Fonte: Lance Roberts
Como podemos ver nos dois períodos destacados, ainda que a dinâmica seja mais ou menos parecida, há várias diferenças tanto em termos de magnitude do declínio quanto de duração do “bear market” em si.
Nos três gráficos acima, vemos como os três períodos (incluindo nosso “bear market” atual) guardam muitas similaridades, mas suas trajetórias não são idênticas.
Algo que precisamos notar no atual período é que até mesmo os títulos de renda fixa – historicamente mais defensivos nessas situações ou, em todo caso, com declínios mais limitados – estão enfrentando um recuo maior do que o usual. Portanto, a proteção que costuma ajudar a limitar as perdas não está presente nos portfólios.
Mesmo assim, em cada um desses “bear markets”, notamos a importância de deter títulos abaixo de 6-7 anos, haja vista que, quanto maior o vencimento dos papéis, mais acentuada é a queda.
Fonte: Charlie Bilello
Não estou falando nenhuma novidade aqui. Contudo, alguns pontos podem ajudar os investidores de longo prazo a se sair muito melhor nessas situações (lembre-se, não estou falando de traders de curto prazo):
Esses são e sempre serão os únicos elementos capazes de montar uma carteira resiliente em diferentes situações que vamos enfrentar.
No meu caso, depois de reservar 20% do caixa gerado pela corrida de alta do ano passado, a ideia é realizar entradas graduais a cada declínio de 6-7% nas ações. Isso porque, atualmente, tenho alocado 50% em ações e pretendo aumentar esse percentual no longo prazo, aproveitando os declínios.
Caso o S&P 500 caia cerca de 40% (o que implicaria uma queda de pelo menos 50% no Nasdaq Composite), chegaria ao final do movimento com todo o meu dinheiro investido.
Mas, e se o mercado continuar caindo a partir daí?
Nesse cenário, eu rebalancearia meu portfólio e seguiria em frente com meus planos de acumulação, mudando meu horizonte por mais 8 anos, fazendo um rebalanceamento periódico.
Não existe uma fórmula perfeita. No entanto, é preciso ter uma estratégia na qual você acredite e se comprometa a segui-la, sobretudo quando os recuos podem abalar a confiança do investidor.
Encerro minha análise com uma indagação: o que você fez nos últimos dias?
Diga sua resposta nos comentários.
“Este artigo foi escrito apenas com fins informativos e não constitui qualquer solicitação, oferta, conselho ou recomendação de investimento, não tendo por objetivo incentivar a compra de ativos de nenhuma forma. Cabe lembrar que qualquer tipo de ativo é avaliado a partir de diversos pontos de vista e possui riscos; por isso, a decisão de investir e o risco associado são de sua inteira responsabilidade”.
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