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Afinal, que diabos é o Metaverso?!

Por Luís Antônio DibCriptomoedas04.11.2022 10:29
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Afinal, que diabos é o Metaverso?!
Por Luís Antônio Dib   |  04.11.2022 10:29
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Vamos começar pelo mais básico: qual a definição de metaverso? Eu penso que se trata de uma evolução da internet como conhecemos até hoje.

Sim, existem acaloradas discussões sobre o que pode vir a ser e, sim, diferentes pessoas parece discordar bastante de seus limites ou suas possibilidades. Se existem consensos, são na linha de que se tratará de um ambiente mais imersivo do que a internet atual onde, em tempo real, será possível convergir diversas plataformas físicas e virtuais. Isto se dará através de uma economia com moedas virtuais (incluindo criptomoedas) e ativos virtuais (como os NFTs). E seus “habitantes” também terão identidades virtuais.

Você, eu, não sei, mas o pessoal do Marketing parece ávido para usar o metaverso como uma nova maneira de alcançar os consumidores. Já vimos esse filme antes? Tenho certeza de que sim. Mas, talvez, aqui existam algumas novidades interessantes. Vou tentar explicar melhor.

Como eu gosto de saber a origem das coisas, antes de mais nada vale contar que o termo “metaverso” foi cunhado pelo autor de ficção científica Neal Stephenson, em seu romance Snow Crash, de 1992, como uma junção de “meta” e “universo”. Ou seja, o que estaria “além” de nosso universo normal. Anos depois, o RPG online Second Life apresentou às pessoas a noção de “viver” em um mundo virtual sempre ativo. Após seu lançamento em 2003, foi um fenômeno, atraindo milhões de usuários regulares e persuadindo várias empresas da Fortune 500 a construir presenças virtuais. E, depois disso, não deu em muita coisa, desaparecendo de nossa consciência coletiva. Até que, recentemente, o metaverso ressurgiu.

Em 2021, as pesquisas pelo termo “metaverso” na Internet aumentaram mais de 7.000%. O Facebook se renomeou como Meta (NASDAQ:META) (BVMF:M1TA34), e o CEO Mark Zuckerberg declarou sua ambição de “ajudar a dar vida ao metaverso”. A Microsoft (NASDAQ:MSFT) (BVMF:MSFT34) disse que sua proposta de aquisição da empresa de jogos Activision Blizzard (NASDAQ:ATVI) (BVMF:ATVI34) forneceu “blocos de construção para o metaverso”.

Ainda em 2021, as empresas ligadas ao metaverso levantaram mais de US$ 10 bilhões em aportes de capital, mais que o dobro do que fizeram no ano anterior. Por exemplo, a Epic Games, fabricante do jogo Fortnite, levantou US$ 3 bilhões para financiar sua visão de longo prazo para o metaverso. E ainda anunciou parceria com a LEGO para construir um metaverso para crianças. A consultoria McKinsey previu que a oportunidade de criação de valor global do metaverso poderia estar na casa dos trilhões. Foram apontadas seis razões para esta tendência ser irreversível:

  1. Avanços tecnológicos em poder computacional, tecnologia de nuvem ou redes 5G permitirão superar as limitações atuais;

  2. Grandes investimentos na infraestrutura do metaverso, como os feitos pela Meta e outras empresas de tecnologia;

  3. Novos casos de sucesso além do mundo dos jogos, como treinamento virtual para funcionários corporativos, entre outros, continuam aparecendo;

  4. Comércio online se tornando mais relevante do que o físico;

  5. A nova geração, mais familiarizada com o mundo virtual, tendo cada vez mais poder de consumo; e

  6. As marcas se tornando mais direcionadas aos consumidores individuais, algo que será facilitado no metaverso.

Exemplos de utilizações do metaverso começaram a pipocar em vários setores. Em matéria de junho de 2022, a revista Vogue Business discute o que marcas voltadas para a moda adolescente, como Pacsun, Forever21 ou Boohoo estão fazendo para utilizar o metaverso no engajamento de seus consumidores. Por exemplo, a Forever21 não vende gorros em suas lojas ou site, mas sim no Roblox (NYSE:RBLX) (BVMF:R2BL34). Em questão de meses, os gorros pretos digitais com a palavra “Forever” se tornaram um grande sucesso na plataforma do mundo virtual, vendendo cerca de 2.000 unidades por dia a 50 centavos de dólar cada, e a caminho de vender 1,5 milhão de unidades até o final deste ano. O custo para criá-los? Menos de US$ 500 no total.

(Você não interrompeu a leitura para pesquisar no Google (NASDAQ:GOOGL) o que é Roblox? É uma plataforma de jogos que permite a seus usuários criarem seus próprios mundos virtuais e interagir com outros usuários. Ah, e agora comprar gorros virtuais da Forever21 para “equipar” seus personagens naquele ambiente. E o mais interessante para mim é que a empresa descobriu com essa experiência que existe um mercado para seus gorros. E vai começar a fabricar as versões físicas dos mesmos, gastando zero dólares em pesquisa de mercado!)

Já o Financial Times reportou o dilema de uma empresa sul-coreana que agenciava uma das bandas mais badaladas do K-pop. Com a pandemia global, as apresentações ao vivo tiveram que ser interrompidas. A empresa de entretenimento perdeu 98% de suas receitas em 2020, quando as turnês foram canceladas, mas rapidamente mudou para shows de realidade virtual. Com performances digitais custando muito menos do que shows ao vivo para produzir, seu lucro operacional aumentou mais de 33%.

Os exemplos são inúmeros e vou encerrar por aqui. Claro, muitos ainda tratam de públicos mais jovens e mais afeitos ao mundo virtual. Mas cada vez mais todos os públicos vão ficando mais confortáveis no mundo virtual. As empresas começaram a definir metas para o metaverso (sem trocadilho). O aprendizado passa por identificar as plataformas que melhor se encaixam com o perfil de cada marca e apresentam melhor oportunidade de projetar experiências que tenham apelo para o público-alvo. Claro, também é preciso começar a experimentar modelos que gerem receita, a partir das possibilidades únicas do metaverso.

Existem riscos? Como qualquer decisão estratégica é claro que existem. É preciso que as empresas avaliem, entre outras coisas, como evoluirão o contrato social e a estrutura legal para o novo ambiente. Como será garantida a segurança do usuário, especialmente os mais jovens? Como os dados serão armazenados, gerenciados e protegidos?

Existe ainda muito ceticismo sobre o metaverso e isso é uma coisa boa. Como tudo na vida, as perspectivas e as promessas chegam antes da realidade e dos resultados. Os últimos, inclusive, podem nem chegar. Eu recomendaria às empresas e aos investidores uma boa dose de cautela.

Por outro lado, parece um daqueles momentos de ruptura, quando as pessoas irão redefinir seu modo de utilizar a internet. Não só os profissionais de marketing, mas também os de finanças (e, pensando bem, todos os demais) deveriam começar a explorar o que o metaverso pode oferecer.

Para a McKinsey, agora é o momento certo para adotar uma mentalidade de testar e aprender, estar aberto a experimentos e superar eventuais fracassos iniciais para atingir (e capitalizar) o sucesso. Veremos no que vai dar. Você eu não sei, mas eu estou bastante curioso.

Afinal, que diabos é o Metaverso?!
 

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Comentários (4)
Ezequiel Meneguele
Ezequiel Meneguele 06.11.2022 8:49
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Confesso que li a reli a reportagem do Luiz Antônio Dib, mas pra mim o metaverso ainda é coisa de ficção científica ou metafísica. Não consigo visualizar uma aplicação lógica além dos jogos virtuais e avatares.
Eduardo Sanches
Eduardo Sanches 06.11.2022 8:33
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Metaverso vai bombar, só vai demorar alguns séculos.
Joao Soares de Mello
Joao Soares de Mello 05.11.2022 12:49
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Não passa de uma modinha inútil. Coisa de marketeiro inútil
Gabriel Papi
Gabriel Papi 05.11.2022 12:08
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"Metaverso" = second life das corporações
 
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