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Essa análise foi publicada em inglês em 21/07/2020 e traduzida no mesmo dia.
Os investidores institucionais que estão devassando o globo em busca de rentabilidade encontraram um novo queridinho no mercado. Os títulos do governo da Austrália, chamados Aussies, oferecem alguns pontos-base (pb) a mais de rentabilidade, além da segurança de um mercado desenvolvido com um triplo A de classificação de risco.
Instituições japonesas deixaram de lado sua resistência tradicional a esse mercado relativamente pequeno em busca de rendimentos, mesmo com o governo australiano aumentando seu endividamento para combater a pandemia de Covid-19 e dar mais liquidez ao mercado.
Melhores taxas, maior spread e carry trade
Os fundos japoneses adquiriram US$ 6,6 bilhões em títulos australianos em maio, o maior volume mensal desde 2005. Na semana passada, a Austrália vendeu A$ 17 bilhões, o equivalente a quase US$ 12 bilhões, com mais de A$ 50 bilhões em ofertas.
Mas os investidores japoneses não são os únicos compradores estrangeiros dos títulos australianos. Cerca de 45% da venda realizada no início deste mês foi feita para investidores externos, em sua maioria do Reino Unido e da Ásia, excluindo o Japão.
O Escritório Australiano de Gestão Financeira agendou uma oferta de títulos com vencimento em 2051 para a próxima semana, e a expectativa dos analistas é que o governo venda algo entre A$ 4 bilhões e A$ 8 bilhões, com os investidores da América do Norte e Reino Unido demonstrando interesse.
O rendimento dos títulos de 10 anos da Austrália gira em torno de 0,90%, em comparação com os papéis do governo dos EUA, os chamados Treasuries, com a mesma maturidade, cuja rentabilidade tem flutuado entre 0,60 e 0,65%. A vantagem relativa se torna ainda maior com o 0,5% em custos de hedging cambial geralmente praticado pelas instituições japonesas, o que faz com que os títulos australianos tenham um rendimento líquido 40 pb acima dos 10 ou 15 pb dos Treasuries.
Além da estabilidade política e econômica, a Austrália tem tido relativo sucesso na contenção da Covid-19, apesar de ter fechado as fronteiras do estado de Victoria no início deste mês por conta de novos surtos e lockdowns em Melbourne.
Além da rentabilidade em si, os títulos do país oferecem uma das curvas a termo mais pronunciadas entre os países desenvolvidos, na medida em que seu banco central, chamado Reserve Bank, mantém controle sobre os juros nos títulos de 3 anos, intervindo conforme necessário para manter seu rendimento em 0,25%.
Esse foco no curto prazo cria um spread de pelo menos 60 pb ante os papéis de 10 anos. Os títulos americanos apresentam spread de 50 pb, e os japoneses, 20 pb.
Embora os investidores geralmente prefiram uma curva a termo mais inclinada por conta da tendência de aumento nos rendimentos de longo prazo, para realizar uma estratégia chamada “carry-and-roll”. Uma operação do tipo “carry trade” consiste em tomar um empréstimo a juros baixos para comprar papéis de longo prazo com alta rentabilidade, lucrando, assim, com a diferença entre os rendimentos. No caso dos Aussies, também há o benefício da valorização de capital, à medida que o papel vai caindo na curva a termo.
O interesse dos investidores estrangeiros nos títulos australianos ajuda a manter um teto nos rendimentos de prazo mais longo. Por outro lado, a moderada atividade do Reserve Bank, que interrompeu as compras nos últimos dois meses, desestimula os preços e impulsiona a rentabilidade.
A maioria dos outros bancos centrais continua comprando títulos a todo vapor. As compras de ativos pelo Federal Reserve contribuíram para o recente declínio no rendimento dos Treasuries de 10 anos.
A expectativa é que o Reserve Bank retorne ao mercado, com os investidores testando o teto de rendimento de 0,25% para fazê-lo ir além de 0,28%.
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