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Este artigo foi escrito exclusivamente para o Investing.com
Uma onda de liquidez proveniente do banco central americano começou no início de 2020, quando o Fed cortou a taxa de juros de curto prazo para zero e começou a comprar títulos de dívida ao ritmo de US$120 bilhões por mês.
Desde agosto de 2020, a política monetária não mudou. O estímulo governamental trilionário se tornou um tsunami nos últimos quinze meses. O atual orçamento americano e novas iniciativas estimulativas, como os programas de reconstrução de infraestrutura, terão continuidade, mesmo que o Fed restrinja o crédito por causa do aumento das pressões inflacionárias.
O fato é que as sementes inflacionárias dos estímulos fiscais e monetários floresceram no último ano. As commodities são extremamente sensíveis às condições econômicas, já que a inflação deteriora o poder aquisitivo do dinheiro, fazendo com que os custos e preços das matérias-primas subam.
O ouro, um dos principais termômetros da inflação, atingiu a máxima recorde de US$2063 em agosto de 2020. Embora o ouro tenha corrigido, passou o bastão de alta para outras commodities. No início deste ano, os preços dos grãos atingiram as máximas de oito anos, com a disparada do milho, soja e trigo.
Em maio, a madeira, o cobre e o paládio registraram novos preços recordes. Os preços de energia subiram até as máximas plurianuais nos últimos meses.
Em julho, as commodities agrícolas começaram a subir, quando o bastão de alta foi passado para o setor de commodities de luxo. Café, açúcar, algodão e até mesmo o suco de laranja congelado e concentrado já atingiram novas máximas plurianuais no mercado futuro. O cacau, principal ingrediente em produtos de confeitaria de chocolate, pode ser a próxima commodity agrícola a disparar. O fundo iPath® Bloomberg Cocoa Subindex Total Return (SM) (NYSE:NIB) se movimenta de acordo com os preços do cacau no mercado futuro da ICE.
Em abril de 2019, o contrato futuro do café na ICE registrou seu nível mais baixo desde 2005 quando atingiu 86,35 centavos de dólar por libra-peso. O primeiro sinal de que algo estava ocorrendo no mercado do café surgiu quando o produto registrou mínima mais alta em 92,70 centavos em junho de 2020, no auge da pandemia global.
As estrelas de alta se alinharam para o mercado futuro do café em 2021, quando a alta das pressões inflacionárias e a geada no Brasil fizeram os preços atingirem seus níveis mais altos em anos.
Fonte: CQG
O gráfico mostra que o café futuro superou o primeiro nível técnico de resistência em novembro de 2016 a US$1,76 por libra-peso. Os preços continuaram explodindo em julho, alcançando US$2,1520, nível mais alto desde outubro de 2014, quando o café futuro atingiu US$2,2550.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de três commodities agrícolas: café, laranjas e açúcar.
O suco de laranja congelado e concentrado é a commodity agrícola menos líquida a ser negociada no mercado futuro da Intercontinental Exchange (ICE). A geada, as pressões inflacionárias e questões logísticas criadas pela Covid-19 fizeram com que os preços da laranja atingissem seu nível mais alto em quase três anos.
Fonte: CQG
Nesta semana, o suco de laranja atingiu US$1,4650 por libra, valor mais alto desde outubro de 2018. A tendência continua sendo de alta, com alvo em US$1,7245.
O açúcar é usado como alimento e combustível no Brasil, já que é o principal ingrediente para produção de etanol.
Fonte: CQG
Agosto foi um excelente mês para o açúcar, já que o clima no Brasil, as pressões inflacionárias e problemas logísticos fizeram os preços futuros do produto atingirem 20,37 centavos por libra-peso, nível mais alto desde fevereiro de 2017. O alvo de alta está na máxima de outubro de 2016 a 23,90 centavos.
Fonte: CQG
Enquanto isso, o preço do algodão futuro na ICE tocou sua máxima mais recente a 97,33 centavos por libra-peso em agosto, nível mais alto desde março de 2014, quando o pico estava apenas dois ticks acima a 97,35 centavos.
Quatro das cinco commodities agrícolas atingiram máximas plurianuais em julho e agosto. A quinta está mostrando sinais de alta.
Embora três das cinco commodities agrícolas dependam da oferta do Brasil, a maior parte das sementes de cacau vem da África Ocidental. A Costa do Marfim e Gana são a “Opep” do cacau, respondendo por mais de 60% da produção anual do principal ingrediente de produtos de confeitaria de chocolate.
Fonte: CQG
O gráfico semanal mostra que, após atingir a mínima de US$2232 por tonelada em meados de julho, quando o setor de commodities agrícolas via o café explodir, o cacau futuro subiu nas últimas semanas, alcançando US$2.672 por tonelada durante a semana de 16 de agosto. A máxima de 2021 foi de US$2754. Em 2020, foi de US$3054 por tonelada.
Fonte: CQG
O gráfico mensal mostra que, se o cacau seguir as outras quatro commodities agrícolas até as máximas plurianuais, os alvos de alta são a máxima de 2020 e o pico de 2015 a US$3422. Em 2011, o cacau futuro tocou a máxima histórica de US$3826 por tonelada, fazendo com que este nível seja o último alvo de alta.
A alta da inflação está dando suporte aos preços das commodities em todos os setores. O cacau pode ser a próxima commodity a pegar bastão de alta na corrida até as máximas plurianuais ou históricas. A rota mais direta para uma posição de risco no mercado de cacau é via contratos futuros e opções negociados na ICE. O fundo NIB fornece uma alternativa aos participantes do mercado que querem se posicionar no cacau sem se aventurar na volátil arena do mercado futuro.
O NIB possui US$17.852 milhões de patrimônio sob gestão, negocia em média 52.175 cotas por dia e cobra uma taxa de administração de 0,70%.
O cacau futuro subiu de US$2232 em meados de julho para US$2672 na semana passada, ou 19,70%.
Fonte: Barchart
O gráfico ilustra que o NIB subiu de US$26,68 para US$31,71 por cota, ou 18,9%, no mesmo período, já que rastreia de forma excepcional o preço do produto.
Se o cacau seguir o desempenho das outras quatro commodities agrícolas nas últimas semanas, podemos ver o bastão de alta sendo passado para o principal ingrediente do chocolate nos próximos dias e semanas.
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