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As crises bancárias têm algo em comum. Problemas que se acumulam e repentinamente explodem. Isso porque, desde o advento da intermediação financeira, aprendemos que bancos que intermediam de forma acelerada têm problemas. A cultura de intermediação (crédito e captação) demanda tempo, e um banco que cresce rápido tende a pular etapas importantes na construção de uma cultura de crédito. Embora a intermediação financeira aumente a eficiência econômica, ela também pode levar ao risco sistêmico, devido ao maior volume de negócios, portanto há paradoxo que precisa ser resolvido, o paradoxo da intermediação.
O paradoxo da intermediação também se aplica à intermediação comercial, pois os varejistas também são intermediários entre fornecedores de produtos e os consumidores. Eles compram produtos dos fornecedores e os vendem aos consumidores, facilitando a transação entre esses dois grupos. Eles geralmente cobram uma margem de lucro sobre o preço dos produtos e descasam prazos. Portanto, os varejistas são intermediários comerciais enquanto os bancos são intermediários financeiros.
Sobre a intermediação, é preciso entender que sem descasamento de prazos (mismatch) não há intermediação. Isso vale para os varejistas e principalmente para os bancos. Imagine que você deseje deixar seu dinheiro em um banco por dois dias, outros por dois meses e outros por dois anos. Não é realista imaginar que um banco consiga "casar" os prazos nas operações de crédito. Eis aí novamente o paradoxo da intermediação. Da mesma maneira, os prazos entre o pagamento dos fornecedores e o recebimento dos clientes finais expõem os varejistas a descasamento de prazos.
Um outro ponto importante da intermediação é a ordem da intermediação, ou seja, o que causa o quê. Em geral, os bancos emprestam e depois vão buscar recursos para repor sua liquidez. Isso significa que os bancos são transformadores de maturidade, o que os torna suscetíveis a corridas bancárias em cenários de desconfiança. Tudo indica que os varejistas também são suscetíveis a esse tipo de corrida e o pior é que a desconfiança contagia.
Falta ainda um aspecto a ser explorado: o poder da comunicação em setores frágeis, como financeiro e varejista, submetidos ao paradoxo da intermediação. A literatura destaca que a divulgação voluntária de informações deveria ter um efeito positivo na liquidez do mercado, sugerindo que os investidores valorizam a transparência e a divulgação de informações adicionais.
Artigos como "Shaping Liquidity: On the Causal Effects of Voluntary Disclosure" (Hail, Leuz, & Wysocki, 2010) examinam o efeito causal da divulgação voluntária de informações sobre a liquidez dos ativos de uma empresa. Já o artigo "The Effect of Economic Policy Uncertainty on Investor Information Asymmetry and Management Disclosures" (Du, Li, & Liao, 2021) examina o impacto da incerteza na política econômica na assimetria de informações dos investidores e na divulgação de informações pela administração das empresas. Os autores descobriram que a incerteza na política econômica está positivamente relacionada com a assimetria de informações dos investidores e negativamente relacionada com a divulgação de informações pela administração das empresas.
Em conjunto, os artigos mostram que a divulgação de informações financeiras pelas empresas é fundamental para a transparência e eficiência do mercado financeiro. Portanto, com base na literatura, era de esperar que a comunicação produziria sempre ganhos para o mercado e para os acionistas minoritários.
No entanto, os gráficos das ações do Credit Suisse (SIX:CSGN) e da Lojas Americanas (BVMF:AMER3) mostram uma queda brutal após os comunicados de problemas nas duas empresas, gerando crises de confiança, corridas e contágio. A conclusão é que o assunto da comunicação corporativa voluntária precisa ser mais estudado no Brasil e no mundo. Ou seja, como comunicar problemas em setores suscetíveis a crises, corridas e contágio, como financeiro e varejista, pois “a emenda pode ficar pior que o soneto”.
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