
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Bom dia a todos. Mais uma tônica. Espero que todos estejam bem e protegidos desse vírus maldito que nos prende em casa (essa é a parte boa) e nos impede de viajar (parte que detesto), rever amigos e usar essa bendita máscara (parte horrorosa). Casos aqui na Flórida não param de subir. Inclusive, é trending topic da CNBC de hoje – link.
Aqui eu diria que, de um forma geral, não houve tanto respeito às medidas de isolamento. Pessoas na praia sem grande distanciamento, lojas cheias, restaurantes e bares bem cheios…bingo! Casos voltam a assustar.
Nesse aspecto, o que me preocupa não são medidas de isolamento do governo ou oficiais, mas sim das pessoas! Que as pessoas, assustadas com uma segunda, terceira, ou quarta onda, passem a sair menos, consumir menos e por aí vai. Não tenho resposta a isso. Enfim, é um receio que tenho.
Parte disso que comentei acima já começa a ser visto em alguns indicadores da economia, em especial aqueles que apontam para onde estamos indo. Veja que as reservas em restaurantes nos EUA já pararam de se recuperar.
Assim como a taxa de ocupação nos hotéis, que vinha se recuperando naturalmente, mas nas últimas semanas a curva já inclinou e a recuperação se tornou bem mais lenta. A ocupação permanece reduzida em aproximadamente 45% da capacidade. A ocupação dos EUA em julho de 2019 foi de 73,8%.
E, no segmento de aviação, a recuperação parece que vai ser bem lenta. O número de passageiros que viajam nos EUA ainda fica 70% abaixo dos níveis de 2019!
Esses são 3 indicadores que buscam antecipar tendências, tal qual o último indicador de confiança do consumidor aqui nos EUA, que também mostrou queda.Mas, fora isso, os demais números da economia têm mostrado uma evolução positiva. Não por acaso o índice de surpresa econômica calculado pelo Citi está lá nas máximas.
Destaque para recuperação “V” das vendas no varejo, em especial as vendas de roupas – gráfico mais abaixo! Será que isso serviria como uma referência para o Brasil?
Aliás, em termos de economia do Brasil, o último dado de atividade que tivemos foi horroroso, ficando bem abaixo do esperado e evidenciando a dificuldade do momento.
A foto não condiz com o discurso do Paulo Guedes da “democracia vibrante” que está saindo da crise. Veja bem, não estou criticando a quem sou fã absoluto e dou todo apoio, mas me parece um fato... tipo a foto que a Cris postou no Insta:
Dando aquela passada de olho sobre o “painel de controle” da economia, o que vi foi o seguinte…
VIX voltou para patamares bastante baixos, ainda longe dos níveis pré-Covid, mas com uma redução significativa para os últimos três meses. O que isso quer dizer? Menos aversão a risco. Investidores mais propensos a correr risco e investir em bolsa, moedas e juros de risco.
Além disso, os Juros de 10 Anos nos EUA precificam que “não vamos ter juros” tão cedo! Rs. E, se os juros vão ficar baixos assim, o que fazer com o dinheiro? Ir para o risco é a resposta! Mas também podemos inferir algo mais: a curva ficou estável de abril para cá, ou seja, ao não cair ou subir também indica que mercado não aposta numa deterioração mais acentuada, nem numa recuperação tão forte assim da economia – minha interpretação.
Isso não é uma análise gráfica. O retângulo abaixo é só para mostrar que, nesse ambiente “mais calmo” dos mercados, até o Petróleo, que é extremamente volátil, tem ficado de lado. E isso mesmo se considerarmos que os cortes de produção da Opep começam a serem reduzidos!
Price to perfection? Juros de 10 anos do Brasil já voltaram para os patamares pré-Covid. Parece que o mercado ignorou a deterioração corrente nas contas públicas? Talvez, mas também houve uma reprecificação a um patamar de juros ainda mais baixo que na pré-Covid. O nível 6.4% nominal é historicamente baixo pra realidade Brasil, mas ainda alto no contexto global. All in all, parece que ajustou.
Outro que ajustou foi o câmbio… O Dólar parece que achou seu lugar? Não sei, mas tem mostrado certa estabilidade nesses R$ 5.3! Um mês nesse “patamá”. Nada mais nada menos do que 30% acima dos níveis pré-Covid.
Conforme já comentei aqui e a despeito do que eu acho ou deixo de achar, as bolsas têm seguido sua dinâmica própria muito mais atrelada à injeção de liquidez global (comentei aqui), do que à falta de alternativa de investimento (comentei aqui) e à entrada de mais e mais investidores (comentei aqui). Quando escrevo isso, estou considerando tanto no Brasil quanto no exterior.
Bolsas nos EUA já zeraram perdas (S&P linha preta) ou já geram ganhos (Nasdaq). Emergentes (linha vermelha) em geral já fizeram um certo catch up – destaque para bolsa da China que ajudou a puxar a média para cima. No Brasil (linha verde) ainda estamos ~11% da abertura do ano nos 115k. Será que vamos buscar?
Pra essa semana tem três eventos super importantes que podem chacoalhar essa aparente estabilidade do mercado. Não estou dizendo que vão gerar quedas, nada disso…até o contrário. Eles me parecem carregar em si o potencial de segurar mercado - também não sei se é viés meu mesmo, rs.
Gosto de escrever essa tônica e pontuar meu erros porque aprendo! Pra não parecer em cima do muro, há mais de um mês eu já havia comentado que andava receoso/cauteloso com o mercado. Estávamos em 88 mil pontos! (link para tônica). De lá para cá, tenho sido surpreendido semana após semana. Até então não havia feito nada, mas na semana que passou comecei a fazer um pouco de caixa, conforme comento no meu post de carteira. E como disse lá: eu sempre posso estar errado.
Era isso.
Aquele Abs.
Em meio às erráticas manobras de tarifação do Trump 2.0, misturam-se motivações econômicas, políticas e ideológicas. Logo, o crivo racional de tentar intuir as vítimas potenciais...
A tarefa do Federal Reserve nunca é simples, mas o cenário atual impõe desafios ainda mais complexos. Além dos obstáculos habituais que dificultam a condução da política monetária...
ATIVOS: Ibovespa, Dólar, Banco do Brasil (BVMF:BBAS3), Santander (BVMF:SANB11), Itaú (BVMF:ITUB4), Tesla (NASDAQ:TSLA), Ásia, Europa, Futuros Americanos, Petróleo Brent, Minério...
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