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A Tesla (BVMF:TSLA34)(NASDAQ:TSLA) é uma empresa global mais conhecida por seus veículos elétricos (VEs), mas também tem outras fontes de receita, como armazenamento de energia e créditos regulatórios.
Em 2021, a empresa sediada em Austin, Texas, teve um lucro líquido de US$ 5,51 bilhões, uma alta de 665% em relação aos US$ 721 milhões registrados em 2020. Esse crescimento se deveu principalmente ao sucesso dos seus negócios com carros, que finalmente se tornaram lucrativos depois de 17 anos, bem como aos créditos regulatórios de emissões.
A Tesla ganha esses créditos por produzir VEs, em vez de veículos à combustão, e as montadoras tradicionais podem adquiri-los da Tesla caso não atinjam seus requisitos obrigatórios de emissões na produção. No segundo trimestre de 2021, a Tesla obteve uma receita de cerca de US$ 344 milhões com esses créditos. No entanto, essa fonte de renda eventualmente acabará caindo, à medida que outras montadoras começam a aumentar a escala de produção dos seus próprios VEs.
A Rivian Automotive (NASDAQ:RIVN) é uma startup de VEs que projeta, fabrica e vende SUVs e picapes elétricos de luxo. A companhia começou recentemente a entregar unidades do seu primeiro modelo R1T, uma picape elétrica, e fará o mesmo com o seu segundo modelo, o SUV elétrico R1S, ainda neste ano.
A Rivian é considerada uma das fabricantes de VEs mais promissoras e tecnologicamente avançadas do mundo. A companhia recebeu vultosos investimentos da Amazon (BVMF:AMZO34)(NASDAQ:AMZN) e da Ford (BVMF:FDMO34)(NYSE:F) e firmou parcerias com empresas como Campbell Soup (BVMF:C1PB34) (NYSE:CPB) e a varejista REI. Alguns analistas acreditam que a tecnologia inovadora da Rivian e suas parcerias podem torná-la um dos principais players do mercado de VEs, eventualmente aniquilando a Tesla.
No gráfico, podemos ver a formação de três padrões de baixa consecutivos: um topo duplo e duas bandeiras ascendentes.
A bandeira ascendente é uma consolidação criada pelos vendedores iniciais que realizam lucro, após uma forte queda, além da entrada de novos vendedores dispostos a se aproveitar da tendência de baixa. O rompimento para baixo completa o padrão, demonstrando que os vendedores estão dispostos a reduzir as ofertas para encontrar mais demanda em níveis inferiores. A expectativa é que esse rompimento gere uma reação em cadeia e repita o mastro da bandeira, isto é, a queda anterior.
O primeiro movimento esperado da bandeira é um declínio de US$ 115 desde o ponto de rompimento a US$ 225, com alvo em US$ 110. O segundo alvo implícito da bandeira é outra queda de US$ 60, à medida que o equilíbrio de oferta-demanda é absorvido estatisticamente por uma série de ordens a mercado a partir do rompimento de US$ 190, indicando um alvo de US$ 130.
No entanto, existe algo mais preocupante acontecendo.

Do ponto de vista mais amplo, podemos ver que o gráfico triplamente baixista não passa de uma pequena parte de um padrão muito maior: um ombro-cabeça-ombro (OCO) de grande escala. Esse padrão envolve a capitulação dos compradores. O ombro esquerdo e a cabeça são picos ascendentes na tendência de alta. O ombro direito, com pico abaixo da cabeça, representa uma falha na continuidade da tendência de alta.
Estatisticamente, um OCO de topo repete sua altura para baixo do rompimento. No entanto, esse OCO é tão grande que a queda subsequente pode acabar completamente com a sua tendência de alta. A altura é de quase US$ 200, sugerindo um retorno potencial de US$ 18.
Naturalmente, pode parecer algo absurdo. No entanto, há dados estatísticos que respaldam essa posição. As taxas de falha de formações de topo e fundo são escassas. Apenas 10% falharam em registrar um ganho de 10% ou mais a partir dos fundos, e 18% falharam em registrar um ganho de 10% em relação aos topos.
No entanto, eu nunca vi um OCO de topo de tamanha magnitude, o que me faz pensar que se trata de uma aberração de mercado criada por uma economia artificial, após uma década de estímulo monetário, intensificado por estímulos fiscais sem precedentes durante a política anti-Covid.
Mas se a configuração em si é uma aberração, a queda também não poderia sê-lo?
Além disso, cabe lembrar que a Tesla tem correlação positiva com outra loucura, o bitcoin.
Observe a alta e a queda meteóricas do BTC. No início do ano, fiz uma análise técnica do BTC, na qual previ que o valor da cripto seria praticamente varrido. Na época, analistas chegaram a prever que a moeda digital atingiria US$ 100k, US$ 250K e até US$ 1M. Agora, o bitcoin vale quase um terço do preço de quando fiz a análise.
Também fiz uma análise com a correlação entre os dois ativos.
Em conclusão, a análise técnica se baseia na ciência estatística. O que os analistas técnicos procuram fazer é determinar o equilíbrio entre oferta e demanda. Eu não consigo prever o futuro. Não posso dizer com certeza que a Tesla voltará para os preços de 2017-2018, anteriores à sua ascensão vertiginosa. Mas o investidor sempre precisa levar em consideração o cenário mais amplo. Dessa forma, eu marquei possíveis pontos de força dos compradores (linhas de suporte).
Traders conservadores devem aguardar o preço perder a mínima de 22 de novembro e depois uma correção para testar a resistência do padrão, antes de abrir uma venda.
Traders moderados poderiam abrir venda caso o preço repique até a resistência dos US$ 200 e falhe nesse patamar. A queda subsequente pode ir até abaixo da mínima de 22 de novembro.
Traders agressivos poderiam abrir compra contra a tendência, acreditando no suporte de 22 de novembro.
Aviso: O autor atualmente não possui nenhum dos ativos mencionados neste artigo.
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