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Os resultados reportados pela Stone (NASDAQ:STNE) (BVMF:STOC31 no segundo trimestre de 2022 (2T22) geraram um misto de sentimentos entre os acionistas. Se por um lado a receita da empresa mais do que dobrou, por outro, o seu prejuízo atingiu -489 milhões de reais no trimestre.
Já considerando os (muitos) ajustes, a nova entrante do setor de pagamentos entregou um resultado ajustado positivo em +76 milhões de reais este ano, revertendo os -159 milhões de reais registrados no segundo trimestre do ano passado.
Apesar disso, são várias dúvidas relacionadas ao futuro do mercado de maquininhas de cartão e a falta de visibilidade de crescimento da companhia no longo prazo continuam impactando agressivamente as ações da Stone.
Enquanto sua concorrente Cielo (BVMF:CIEL3) acumula +150 por cento de alta na bolsa brasileira, as ações da Stone acumulam -51 por cento de queda desde o início do ano.
É verdade que estamos falando a respeito de uma empresa que saiu de uma participação de 2,5 por cento no mercado de adquirência, em 2016, para os mais de 13 por cento atuais, ganhando market share de grandes nomes como Cielo e Rede.
No segundo trimestre deste ano, por exemplo, a Stone registrou um volume total de pagamentos (TPV) de 91 bilhões de reais, representando um crescimento de +50 por cento comparado ao mesmo período de 2021.
Ainda assim, grande parte dos números apresentados veio abaixo das expectativas do mercado — justificando, mais uma vez, as quedas expressivas de seus papéis, aponta o nosso analista.
As ações da Stone (STNE) desabaram -23,75 por cento na bolsa de Nova York após a divulgação do resultado do segundo trimestre.
Diferentemente da Cielo, o processo de turnaround da Stone ainda não está trazendo reflexos tão positivos ao seu lucro.
A Stone vem tentando diversificar as suas fontes de receita, tendo pagado cerca de 7 bilhões de reais, recentemente, para adquirir a Linx, líder em softwares para o varejo, que hoje já representa 15 por cento do faturamento total da Stone.
Além disso, a companhia também vem criando novas soluções dentro do seu principal negócio, como o aplicativo TapTon, que funciona como uma "maquininha" no celular.
No entanto, no ano passado, após buscar construir um ecossistema mais completo de produtos e serviços, a Stone interrompeu uma operação de um de seus principais segmentos: a concessão de crédito.
Com a escalada da inadimplência e problemas para executar garantias de empréstimo durante a migração para um novo sistema, a Stone suspendeu a oferta de crédito, o que, a nosso ver, levantou ainda mais dúvidas sobre a companhia no futuro.
A interrupção e o aumento de provisões trouxeram impactos diretos para o balanço da Stone, que deixou de apresentar lucro bilionário até a metade de 2021 e passou a registrar prejuízo nos últimos trimestres.
Com isso, a confiança por parte do mercado vem se mostrando cada vez menor e as ações da companhia estão acompanhando a piora de seus resultados, acumulando queda de mais de -81 por cento desde as máximas do ano passado.

Com a escalada da taxa básica de juros, as novatas do setor de pagamentos estão enfrentando dificuldades para conseguir manter o custo dos serviços baixos para garantir um diferencial competitivo frente às concorrentes.
Na direção oposta, as ações da Cielo acumulam uma valorização de mais de +104 por cento no mesmo período.
Contudo, mesmo que a Cielo apresente uma maior visibilidade de recuperação em relação à Stone, é importante destacar que o cenário permanece desafiador para ambas as empresas do setor e ainda é cedo para decretar que a Cielo voltará a registrar lucros multibilionários em um curto-médio prazo.
Já para a Stone, nosso analista pontua que somente as quedas de suas ações não representam necessariamente uma oportunidade clara e não justificam uma compra no momento.
Enquanto a empresa não trouxer sinais mais claros de que pode voltar a apresentar bons resultados (lucro), preferimos permanecer de fora de suas ações e recomendamos que você faça o mesmo.
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