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Conexões de mercado e linha direta com Lula tornam Galípolo peça-chave nos planos do governo para o BC

Publicado 08.05.2023 20:01 Atualizado 09.05.2023 12:00
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© Reuters. Edifício do Banco Central, em Brasília 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino
 
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Por Lisandra Paraguassu, Bernardo Caram e Rodrigo Viga Gaier

BRASÍLIA, 9 Mai (Reuters) - Com as duas primeiras indicações ao Banco Central, em especial a de Gabriel Galípolo para o posto-chave na diretoria de Política Monetária da autarquia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva traça o caminho para introduzir contrapontos em um colegiado que hoje opera com poucas divergências, na tentativa de levar a autoridade monetária a baixar os juros no país.

Se aprovado pelo Senado, Galípolo assumirá um cargo responsável por cuidar dos instrumentos de juros e câmbio, além de orientar tecnicamente a administração das reservas internacionais do país, no que pode ser apenas o começo de seus passos na instituição.

De acordo com uma fonte que acompanhou a escolha dos nomes, Galípolo é cotado para ser indicado à presidência do BC após o término do mandato de Roberto Campos Neto, em dezembro de 2024.

Segundo esse membro do governo, a estratégia escolhida foi já colocar o ex-presidente do banco Fator no órgão como forma de pavimentar sua candidatura ao posto máximo e criar um ambiente propício de alinhamento de ideias com outros membros da diretoria em torno do "entendimento do governo sobre juros".

Galípolo foi alçado a esse papel estratégico por conta de por sua linha direta com Lula -- foi apresentado a ele pelo economista heterodoxo Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos principais conselheiros do presidente, em 2021 --, mas não apenas por isso.

O economista formado pela PUC-SP, com mestrado em economia política, se tornou um homem de confiança do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e, já na transição, usou suas conexões para fazer a ponte do futuro ministro com o mercado financeiro, ajudando a amainar a desconfiança que havia no setor com o novo governo.

Além disso, o atual secretário-executivo da Fazenda tem mais um ativo: uma relação com Campos Neto -- que já o parabenizou pela indicação --, podendo azeitar a comunicação entre a atual diretoria e o governo.

Apesar das críticas estridentes de Lula ao nível atual da taxa Selic (13,75% ao ano), a ideia não é que Galípolo entre no BC como o arauto que prega a queda dos juros, segundo uma fonte com conhecimento do assunto.

A sua chegada efetiva na diretoria da autarquia deve acontecer, nos cálculos dessa fonte, quando já se aproxima a queda de juros sinalizada. Ou seja, seria uma redução "natural", produto da rota de alinhamento já em curso.

Em declarações públicas desde que assumiu a secretaria-executiva da Fazenda, Galípolo vinha evitando reverberar as críticas do governo ao Banco Central e adotou tom moderado, apesar de alertar que a equipe econômica monitorava possíveis dificuldades no mercado de crédito.

Em conversas internas no ministério, porém, ele compartilhava da visão de membros do governo de que o momento para o BC iniciar o ciclo de baixa dos juros já chegou, considerando o estágio da inflação e da atividade, além de elementos adicionais como o temor de uma crise global e problemas em bancos na Europa e nos Estados Unidos.

A expectativa no governo é que essa visão seja apresentada no Comitê de Política Monetária (Copom) por Galípolo e também por Ailton de Aquino Santos, que comandará a diretoria de Fiscalização do BC. Segundo o relato, Santos, por sua vez, ganhou a simpatia de Lula após uma conversa recente enquanto era avaliada uma lista de nomes de servidores do BC para o cargo.

Até o momento, o Copom tem decidido os juros básicos de maneira unânime, com exceção do encontro de setembro do ano passado, no qual o BC interrompeu o ciclo de alta dos juros em decisão que teve dois votos divergentes, no sentido de promover uma alta adicional na taxa.

Os juros básicos estão no nível máximo em seis anos, o que tem gerado uma série de críticas de Lula. O mercado, segundo o boletim Focus do BC, espera que o primeiro corte na Selic virá apenas em setembro.

A ata da mais recente reunião do Copom, divulgada na manhã desta terça-feira, destacou que, se o Congresso aprovar uma regra de arcabouço fiscal considerada sólida, com base na proposta apresentada pelo governo, isso pode levar a um processo desinflacionário mais benigno.

Mas o colegiado disse que, no atual estágio da dinâmica inflacionária, o processo de redução de preços tende a ser mais lento, em meio a expectativas desancoradas, destacando que há inflação movida por excessos de demanda, em particular em serviços.

O início dos trabalhos dos dois indicados dependerá do trâmite no Senado, com agendamento de sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e votação em plenário. Por isso, não é possível afirmar se os novos diretores já estarão no posto na próxima reunião do Copom, em junho.

Lula terá neste ano mais duas vagas para indicar ao BC. Em dezembro, serão encerrados os mandatos dos diretores de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, Maurício Moura, e de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Fernanda Guardado.

A previsão é que o petista alcance a maioria dos nove membros da diretoria do BC indicados pelo seu governo apenas depois de dezembro de 2024, quando serão encerrados outros três mandatos, inclusive o de Campos Neto, que estreou o novo regime de independência formal do BC, em vigor desde 2021.

Com Galípolo liderando o grupo de nomeados, Lula sela o plano de empurrar o BC a uma convergência sem, no entanto, buscar ativamente derrubar a autonomia da autarquia.

NO FIO DA NAVALHA

Esse não seria o primeiro trabalho no fio da navalha realizado por Galípolo, que teve seu nome ligado ao PT ao acompanhar a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, em um jantar com empresários em abril de 2022.

À época, pouco se sabia do porquê de um ex-presidente de banco, ligado ao mercado financeiro e que trabalhava com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), estar acompanhando a presidente de um partido de esquerda a um encontro com empresários. Galípolo foi ao jantar com Gleisi a pedido de Lula.

Um ano antes, o petista havia dito a Belluzzo que gostaria de conhecer Galípolo após ler algumas de suas ideias --o economista tem um livro com Belluzzo e é interlocutor de outro nome de ideias não ortodoxas, André Lara Resende. O contato com Lula foi o começo de um elo que não se desfez e se estendeu a Haddad.

Ambos, Haddad e Galípolo, escreveram juntos um artigo sobre a criação de uma moeda única de compensação comercial na América do Sul, citado pelo então candidato à Presidência ainda em sua campanha.

Chamado para colaborar na formulação do programa econômico do governo, Galípolo chegou a ser escanteado na transição e foi nomeado para um grupo de infraestrutura pelo então coordenador Aloizio Mercadante. Voltou ao centro das decisões com Haddad, quando Lula chamou o ex-prefeito de São Paulo para coordenar o grupo de transição de economia.

Nestes primeiros meses de governo, a proximidade de Galípolo com Haddad, que já era grande, aumentou. Número dois da pasta, ele encabeçou junto com o ministro algumas das principais formulações do ministério, do marco fiscal às negociações de modelo de crédito com a Argentina, passando pela nova proposta de lei de PPPs.

Agora, nas palavras da ministra do Planejamento, Simone Tebet, Galípolo vai para "pacificar" a pauta do BC. O desafio já começou a se mostrar. O dólar e os juros a longo prazo subiram nesta segunda-feira em reação à indicação.

(Edição de Flávia Marreiro)

Conexões de mercado e linha direta com Lula tornam Galípolo peça-chave nos planos do governo para o BC
 

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Comentários (12)
Mant Newnann
Mant Newnann 09.05.2023 15:17
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se der merdà vendemos tesouro Selic e compramos tesouro IPCA.. e short ibov até o presidente cair
Cassiano Ricardo Campos Fardin
Cassiano Ricardo Campos Fardin 09.05.2023 15:13
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Se o LulaLar@pio tem conexões até com o Marc0la, não vai ter com o f1lhote do p0ste?
Severino de Araujo Ferreira
Severino de Araujo Ferreira 09.05.2023 15:07
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Lula começou o aparelhamento do BACEN... Ele quer manipular a SELIC..
Cardoso Cardoso
Cardoso Cardoso 09.05.2023 15:07
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você espera oque? que os vendilhões continuassem . o Cboso não aoerelhou?
Romildo silva
Romildo silva 09.05.2023 15:07
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que intenção dele querer manipular a taxa selic?tá errado isso...
Romildo silva
Romildo silva 09.05.2023 15:07
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É um risco
Severino de Araujo Ferreira
Severino de Araujo Ferreira 09.05.2023 15:05
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Lula vomeçou o aparelhamento di BACEN... Quer manipular a SELIC..
Ueriks Roger
Ueriks Roger 09.05.2023 14:58
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Sempre torcendo para o Brasil, 👍
Mat Newmann
Mat Newmann 09.05.2023 14:57
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Galipolo é da Swatt ou dos Vingadores?
Sergio Rogante
Sergio Rogante 09.05.2023 14:57
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Você deveria saber, afinal, o iluminado defende as mesmas ideias fantasiosas que V.Sas...
Mat Newmann
Mat Newmann 09.05.2023 14:57
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Prezado aRogante, mostre que você não é um militante fanático e cego. Aceite a verdade de que Bozo e Lula são dois ladrões. Fora isso, não tem como eu respeitar a sua opinião
Sergio Rogante
Sergio Rogante 09.05.2023 14:57
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Amigo, vou me preocupar no dia em que você respeitar minha opinião...
Alfredo Carvalho
Alfredo Carvalho 09.05.2023 14:48
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#volta_pra_cadeia
Pedro Hurwicz
Pedro Hurwicz 09.05.2023 14:48
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Roberto Campos Neto foi plantado por Bolsonaro para não cortar 2 ou mais pontos da SELIC os juros mais alto o mundo com uma inflação quase igual aos USA, a inflação não é de consumo e sim na produção, logo já poderiam reduzir os juros diminuindo o custo do governo estimulando o financiamento imobiliário pois construção civil setor que + gera empregos. BC destruindo a economia interna, até Nobel de economia criticou essa taxa de juros.
Rosildo da Silva
Rosildo da Silva 09.05.2023 12:08
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Traçando um novo rumo ao BC “independente”, na prática dependende do mercado.
André Baptista
André Baptista 09.05.2023 7:00
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já vamos financiar a Argentina, agora, literalmente, vamos dar as mãos a ela e tornar todo o povo do sul da América latina na miserável e dependentes da esmola do governo, parabéns aos 4nim4is que elegeram este b4ndid0.
Rosildo da Silva
Rosildo da Silva 09.05.2023 7:00
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Chooora, os neoliberais adoram a maré mansa das motociatas divertidas…
Davi Toledo Mattos
Davi Toledo Mattos 09.05.2023 7:00
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O antigo presidente : rombo na reserva cambial. O atual : em 4 meses aumentou ótimos bilhões.  Só isso basta !
roberto gadioli
roberto gadioli 09.05.2023 1:08
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pede pra sair daí (do Bc) sab.otador infil.trado cam.pos ne.to seu B.O.S.T.A
Candido Bizzotto
CandidoBR 09.05.2023 1:08
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Quem está sabotando o Brasil é o PT e sua gangue. O BC é independente e técnico. Juro não é "decisão democrática".
 
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