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Haddad confirma manutenção de meta de inflação de 3% em 2024 e defende fim do ano-calendário

Publicado 29.06.2023 07:32 Atualizado 29.06.2023 08:00
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© Reuters. Ministro Fernando Haddad 02/05/2023 REUTERS/Ueslei Marcelino

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou na noite de quarta-feira que o centro da meta de inflação para 2024 será mantido em 3%, mas sinalizou a intenção de alterar, na reunião desta quinta-feira do CMN, o horizonte para se atingir o objetivo.

Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, Haddad voltou a defender que o ano-calendário não seja a referência para o Banco Central atingir a meta de inflação, mas sim que haja uma meta contínua, a ser perseguida ao longo dos anos.

“Ano que vem a meta de inflação já está definida”, disse Haddad, ao ser questionado sobre se o Conselho Monetário Nacional (CMN) mudaria o objetivo originalmente estabelecido, de 3%.

“O que venho defendendo já há algum tempo... Só dois países que adotam metas de inflação adotam ano calendário. E isso causa uma pressão desnecessária”, disse o ministro.

Haddad disse que em outros momentos da história as metas de inflação foram alteradas no Brasil, mas de forma desnecessária, já que a dinâmica atual não permite que o BC fuja do ano-calendário.

O ministro evitou falar diretamente do voto a ser dado por ele na reunião do CMN -- que inclui ainda o presidente do BC, Roberto Campos Neto, e a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet --, mas pontuou que o colegiado já realizou debates anteriores sobre as perspectivas do Brasil para depois de 2026.

Questionado sobre a tensão existente entre o BC e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que tem criticado a postura dura de Campos Neto em relação à taxa básica Selic, hoje em 13,75% ao ano, Haddad voltou a defender o direito de se discutir o atual nível dos juros.

Haddad também se disse a favor do uso de modelos e pesquisas econômicas para avaliar o cenário, mas defendeu que “nada substitui uma tomada de decisão política”.

O comentário de Haddad surge em um momento em que o governo e parte do mercado financeiro têm criticado a postura "hawkish" (dura) da cúpula do BC no que diz respeito ao controle inflacionário.

As críticas se intensificaram a partir da quarta-feira da semana passada, quando o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) não passou indicações claras de que o BC poderia iniciar o processo de cortes da Selic em agosto.

A ata do Copom, divulgada na quarta-feira pela manhã, corrigiu em parte esta percepção, ao citar diretamente a possibilidade de corte em agosto.

REFORMA TRIBUTÁRIA

O ministro da Fazenda também contestou, durante a entrevista, a avaliação de que o setor de serviços vá pagar mais impostos caso a reforma tributária seja aprovada no Congresso.

Haddad pontuou que a maior parte do setor de serviços já paga impostos por meio do Super Simples, que será mantido, incluindo categorias como as de médicos e advogados.

“Outra grande parte é saúde e educação, que recebem tratamentos específicos (na proposta)”, disse.

Questionado sobre o prazo longo para que a reforma tributária seja de fato implementada no Brasil, considerando os períodos de transição previstos no texto, Haddad argumentou que o país vive uma “democracia”.

“Até os beneficiários de uma reforma querem uma transição mais longa. Setores que vão se reacomodar querem transição mais longa”, pontuou.

O ministro afirmou ainda que os parlamentares estão dispostos a aprovar a reforma tributária.

“Está todo mundo disposto a aprovar esta reforma. Se houver razoabilidade, a gente aprova esta reforma se não na semana que vem, na próxima”, disse.

Em outro momento da entrevista, Haddad voltou a defender que a renovação do benefício de desoneração da folha de pagamentos para 17 setores seja discutida em um segundo momento, após a reforma tributária.

“Vou continuar apelando na Câmara para que isso tenha o tempo certo”, disse Haddad.

COMPRA DE VEÍCULOS

Haddad também afirmou que o governo está discutindo a prorrogação do prazo do programa para compra de veículos. Segundo ele, o governo não esperava que as pessoas físicas fossem esgotar tão rapidamente o crédito para aquisição de carros, antes mesmo que começasse o prazo para compra por parte de empresas.

“Estamos discutindo a prorrogação para veículos aberta para empresas, porque isso eventualmente afeta as montadoras”, disse o ministro, ao ser questionado sobre ao anúncio da quarta-feira da Volkswagen (ETR:VOWG), que decidiu suspender a produção nas fábricas brasileiras.

Haddad confirma manutenção de meta de inflação de 3% em 2024 e defende fim do ano-calendário
 

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Comentários (22)
Jean Marlon
Jmarlon 30.06.2023 6:48
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mais uma matériaZinha fraca para militontos, a meta de inflação tem mais haver com Campos Neto do que esse amalucado Haddad.
Edi Rocha
Edi Rocha 30.06.2023 6:04
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Infelizmente, essa divisão política e partidária acaba afetando de forma direta o mercado. Já passou da hora do BC e CMN se alinharem para para uma decisão favorável, não são crianças, o BC deve se abrir ao diálogo.
Eraldo Borges
Eraldo Borges 29.06.2023 14:53
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Tai um fantoche.
Sandro Costa
Sandro Costa 29.06.2023 11:21
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Dizia Cortella: O pessimista sempre dirá (Espera, espera que vai piorar) se melhorar fica quieto, mas qualquer queda o mesmo diz (Viu? Eu falei! Eu falei que ia piorar.)... Rsrsrsrs
João Jorge
João Jorge 29.06.2023 10:47
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Passa a meta para 7% aa que fica fácil financiar a Argentina e Venezuela .
Paulo deCampos
pmCampos 29.06.2023 10:39
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Sila Mamafaia pedindo vista do processo...é muito comédia mesmo esse senhor!
Patricia Azevedo
Patricia Azevedo 29.06.2023 10:21
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Extingue o ano-calendario e bate a meta no decorrer dos anos, ou seja, quando der. Esse ai fez economia na mesma escola da Dilma nta: : “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta”.
Sandro Costa
Sandro Costa 29.06.2023 10:21
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Distorceu até mesmo tua crítica. A meta é a mesma, o que muda é a forma como a meta será atingida.
Marco Sola
MarcoSolar 29.06.2023 10:21
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Sandro Costa  Então vamos colocar assim: "Não vai ter prazo, deixamos o prazo aberto, mas quando atingirmos o prazo, vamos dobrar o prazo."
Flavio Moura
Flavio Moura 29.06.2023 9:39
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calma que vai piorar
Jamir Boscari
Jamir Boscari 29.06.2023 9:33
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O malandro e o chefe da quadrilha não entendem nada de economia. Só criticam o BC. Quando podem mudar a meta de inflação no CMN por 2 votos contra 1 se acovardam , pois sabem o resultado. Então como todo parasita de esquerda, continuarão a achar um culpado pelos seus atos.
Johnson Araujo pereira
Johnson Araujo pereira 29.06.2023 9:25
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Esse comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
As taxas de juros(selic) devem ficar nos patamares atuais por pelo menos mais dois anos. Ate os precos dos produtos voltarem aos patamares de 2015/2015!
 
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