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WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor dos Estados Unidos subiram de forma modesta em junho e registraram seu menor aumento anual em mais de dois anos, com a inflação continuando a desacelerar, mas provavelmente não o suficiente para desencorajar o Federal Reserve de retomar a elevação dos juros em sua reunião no final deste mês.
O índice de preços ao consumidor subiu 0,2% no mês passado, após subir 0,1% em maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. O índice foi impulsionado pelos aumentos dos preços da gasolina, bem como dos aluguéis, que compensaram a diminuição do preço dos veículos usados.
Nos 12 meses até junho, o índice de preços ao consumidor avançou 3,0%. Esse foi o menor aumento anual desde março de 2021 e seguiu um avanço de 4,0% em maio.
Economistas consultados pela Reuters previam que o índice subiria 0,3% no mês passado e 3,1% na comparação anual.
Os preços anuais ao consumidor têm recuado de forma acentuada de seu pico de 9,1% em junho de 2022, que foi o maior nível desde novembro de 1981, já que os grandes aumentos do ano passado saíram do cálculo. Mesmo assim, a inflação continua bem acima da meta de 2% do Fed, com o mercado de trabalho ainda forte.
Embora os ganhos de emprego tenham sido os menores em 2 anos e meio em junho, a taxa de desemprego recuou para perto de níveis historicamente baixos e o crescimento salarial foi forte. Os mercados financeiros precificaram um aumento de 25 pontos-base nos juros na reunião de política do Fed de 25 a 26 de julho, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
O banco central norte-americano não elevou os juros em junho. O Fed aumentou sua taxa básica de juros em 500 pontos-base desde março de 2022, quando iniciou sua campanha de aperto monetário mais rápida em mais de 40 anos.
A melhoria do ambiente de inflação foi sublinhada por uma moderação no ritmo de aumento dos preços subjacentes.
Excluindo os preços voláteis de alimentos e energia, o índice aumentou 0,2% em junho. Foi a primeira vez em seis meses que o chamado núcleo da inflação não registrou ganhos mensais de pelo menos 0,4%. Nos 12 meses até junho, o núcleo do índice subiu 4,8%, após alta de 5,3% em maio.
O núcleo da inflação deve continuar recuando nos próximos meses. O mercado de trabalho está esfriando e medidas independentes mostram aluguéis em trajetória de queda.
(Por Lucia Mutikani)
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