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Tony Volpon: Mudar a meta de inflação não faria sentido com proximidade de cortes

Publicado 28.06.2023 16:03
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Investing.com – Após críticas do governo quanto ao patamar definido como meta pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), reunião nesta quinta-feira, 29, deve tratar do tema. No entanto, a expectativa consensual é de que o parâmetro deve ser mantido, mas com ajuste no prazo de referência, que sairia do sistema de ano-calendário para uma meta contínua. Na visão do economista Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, a mudança de narrativa defendida pelo governo ocorre devido à proximidade do ciclo de afrouxamento monetário.

Em entrevista exclusiva ao Investing.com Brasil, Volpon explicou que mudar a meta neste momento poderia não ser adequado, pois possivelmente desancorar as expectativas com um tema mais polêmico poderia resultar no efeito contrário, atrasando o corte nos juros, em sua visão, o que o governo não quer neste momento.

Confira a entrevista:

Investing.com – O CMN vai fazer alguma alteração, no seu entendimento? Como vê uma possível mudança, no número, intervalo ou período?

Tony Volpon – Parece ter formado um certo consenso, a equipe econômica entendeu que alteração da meta seria contraproducente. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vem defendendo uma meta continua. Para os economistas de mercado, que apoiam essa mudança, não teria um impacto negativo nesse momento, é a expectativa de todos para esta reunião. Seria uma surpresa muito grande se isso não acontecesse. A expectativa é de que o CMN ainda apresente a metodologia para que todos possam checar a se a meta estaria sendo cumprida ou não.

No início desse ano, eu acreditava que tinha uma chance maior de elevar a meta de inflação, mas acho que de lá para cá, pelo fato que há um corte de juros iminente, mesmo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não apoie a meta de 3%, acho que talvez haja um julgamento tático. Talvez isso seja revisto no futuro. Todo mundo entendeu que mexer nisso no curto prazo não seria positivo, pois acabaria colocando em risco a queda nos juros, e é o recuo que o governo quer agora.

Inv.com – Em repercussão aos últimos documentos divulgados pelo Comitê de Política Monetária (Copom), houve críticas de analistas sobre divergências entre o tom do comunicado e da ata, com perspectiva para cortes indicados somente nesta última. Como avalia essa comunicação do Comitê?

Volpon – Eu achei estranho, não tenho explicação sobre por quais motivos isso aconteceu. Uma parte importante de discussão foi indicada somente no fim da ata, mas não no comunicado. A maioria acreditava que seria bom já comunicar uma tendência em agosto, não sei por que isso não foi incluído no comunicado. Um argumento do Banco Central poderia ser que o comunicado é muito curto, não é possível colocar tudo, mas acho que teria sido muito bom colocar essa informação no documento. Acho um pouco estranho, não foi uma boa decisão. Todo mundo olhou para aquilo e ficou um pouco surpreendido. Isso mexe nas expectativas do mercado, teve uma falha de comunicação.

Inv.com – Se o seu cenário-base se concretizar, quando avalia que deve iniciar a queda na Selic e até que patamar neste ano?

Volpon – O início de cortes do Copom deve ocorrer em agosto, com 0,25 ponto percentual. Acho que o Copom acelera para 0,50 ponto, repetindo até o final do ano. No entanto, tendo a ter uma visão mais otimista sobre o crescimento econômico brasileiro nos próximos anos e argumentaria para uma taxa neutra um pouco maior. De um lado, há crescimento que tem surpreendido positivamente, de outro fica todo o questionamento sobre qual será a política fiscal, se será cumprido o que está no novo arcabouço, além do cenário global. Esses são os fatores que vão determinar o ciclo.

LEIA MAIS: Alexandre Schwartsman: Meta de inflação contínua não seria grande mudança

Tony Volpon: Mudar a meta de inflação não faria sentido com proximidade de cortes
 

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Comentários (9)
Paulo Portela
Paulo Portela 28.06.2023 22:43
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Tem de baixar o teto da inflação para 4%, o centro para 2,75% e o piso para 1,50%!!
Jr ODue
Jr ODue 28.06.2023 20:58
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BC não baixa os juros por que qr prejudicar o governo do país, todos acompanhamos as altas e baixas da Selic sempre justificáveis, mas agora mantê-la em 13,75% por 3 reuniões seguidas foi completamente injustificável
Renato Borges
Renato Borges 28.06.2023 18:39
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O governo de direita serviu para sabermos o que não queremos. Destruíram a economia, mataram índios, pastor roubara do, mortes por covid. Chega de Bozonazi , vamos olhar para frente.
Paulo Marcio Garcia Jr
Paulo Marcio Garcia Jr 28.06.2023 18:03
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Esse governo petista é patetico. Ao inves de melhorar o desempenho economico ele defende subir a meta pra cair os juros, ou seja, eles nao têm a menor nocao do estrago da inflacao, especialmente para os pobres. Enquanto os petistas nao destrocarem o Brasil, nao vao sossegar. Sao uns degenerados mesmo.
Guilherme Zoli
Guilherme Zoli 28.06.2023 17:29
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Perfeito!
Ricardo Hoffmann
RicardoHun 28.06.2023 17:26
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Se o Brasil fosse um país com algumas condicionantes de países sérios, a diferença entre a taxa de juros e a inflação não precisaria ser grande NUNCA. Quem vê inflação com achismo e não viveu ou não estudou os casos de inflação brasileiros e no mundo, não tem a menor ideia da irresponsabilidade em tratar esse tema como pauta populista. Pauta econômica parece que não é, social muito menos. QUALQUER economista que tenha mais que um simples diploma sabe muito bem disso. Do ponto de vista social, nem o desemprego em larga escala é tão cruel quanto uma inflação descontrolada. Para desemprego, se cria um "colchão" social no mínimo. Para a inflação não se cria nada, se destrói. Não existe "colchão social" para inflação, o feijão some do kg e logo você conta os grãos. Qual seria o motivo de tanto desespero de alguns países europeus em relação à inflação? Talvez a fome e miséria que tenha causado? Inflação arrefece, ela não acaba, adiante as coisas e ela votla mais forte. Oportunismo destrói.
Ricardo Hoffmann
RicardoHun 28.06.2023 17:26
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As únicas pessoas que poderiam se revoltar de fato com os juros, seriam a população e empresários menores, de resto, entre políticos, grandes empresários e até bancos (por incrível que pareça), é puro interesse e oportunismo, esquecendo que existe uma população carente que definha na pele com a inflação. Inflação em retomada é mais forte e de pior arrefecimento, então que a politicagem segure o interesse, crie segurança social via Estado e TRABALHE duro para conter a inflação e se possível crie credibilidade de longo prazo para que o país não tenha que "alargar" tanto o juros em relação à inflação. Inflação é crueldade humana... quem viu sabe.
Davi Pozzi
Davi Pozzi 28.06.2023 17:13
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Bobagem, a meta não é realista para o cenário do Brasil nos próximos anos, que troque para algo realista e ousado, que consiga combinar baixa inflação e crescimento. Não faz sentido os argumentos que alterar a meta poderia aumentar o juros.
Mat Newmann
Mat Newmann 28.06.2023 16:35
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Meta criada por Jegues e seu estagiário, em plena pandemia, na alucinação coletiva de Selic a 2%. Como tudo feito pelos dois, a meta nunca foi cumprida. Serviu para tornar o Real a pior moeda do mundo durante meses e, agora, serve de desculpa para quebrarem o pais e suas empresas com 700 bilhoes anuais endo entregues aos amigos rentistas !!! Viva a offshore de paraiso fiscal
Francis SR
Goldman888 28.06.2023 16:35
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Vai estudar..!!! O maior comprador de títulos públicos é o FUNDO PREVI (funcionários públicos do Banco do Brasil). Veja se consegue aumentar o tamanho do cérebro pq a coisa tá difícil...discurso de papagaio.
Fernando Pereira
Fernando Pereira 28.06.2023 16:34
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Boa tarde a todos essa visão está perfeita num cenário desse a cautela e primordial a todos.
 
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