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Fed deve subir juro em março com promessa de Powell de firme batalha contra inflação

Economia27.01.2022 10:25
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© Reuters. O prédio do Federal Reserve é mostrado antes que o conselho do banco central sinalize planos para aumentar as taxas de juros em março, enquanto se concentra no combate à inflação em Washington, EUA 26/01/2022 REUTERS/Joshua Roberts/File Photo

Por Howard Schneider e Ann Saphir

WASHINGTON (Reuters) - O banco central dos Estados Unidos (Fed) disse ontem que provavelmente aumentará as taxas de juros do país em março e reafirmou planos de encerrar suas compras de títulos naquele mês, também no que o chair do Fed, Jerome Powell, prometeu que será uma luta determinada para domar a inflação.

"O comitê tem a intenção de aumentar a taxa dos federal funds na reunião de março, assumindo que as condições sejam apropriadas para isso", disse Powell, indo mais longe do que a mensagem do comunicado de política monetária do Fed, de que apenas as taxas subiriam "em breve".

CONFIRA: Monitor da Taxa de Juros do Federal Reserve

Subsequentes aumentos nas taxas de juros e uma eventual redução nas participações de ativos pelo Fed seguiriam conforme necessário, disse Powell, enquanto as autoridades monitoram a rapidez com que a inflação se afasta das máximas em várias décadas em que se encontra agora de volta à meta de 2% do Fed.

Muito ficou a ser decidido ainda, disse o chefe do Fed, incluindo quão rapidamente as taxas subirão ou a velocidade em que as autoridades deixarão o balanço de 9 trilhões de dólares cair.

Mas o líder do Fed foi explícito em um ponto-chave: com a inflação alta e, por enquanto, aparentemente piorando, o Fed neste ano planeja reprimir gradualmente o crédito e encerrar o apoio extraordinário que forneceu à economia dos EUA durante a pandemia.

Desde a última reunião do Fed em dezembro, disse Powell, a inflação "não melhorou. Provavelmente piorou um pouco... Na medida em que a situação se deteriorar ainda mais, nossa política (monetária) terá que refletir isso", disse Powell. "Este será um ano em que nos afastamos gradualmente da política monetária altamente acomodatícia que implementamos para lidar com os efeitos econômicos da pandemia".

A extensão desse afastamento pelo Fed de políticas adotadas durante a pandemia rumo a uma abordagem mais combativa contra a inflação tomará mais forma nas próximas semanas.

Dependerá de como a própria inflação se comporta, e Powell disse que as autoridades ainda esperam que grande parte da melhora venha à medida que os tremores secundários da pandemia diminuam, talvez permitindo que eles façam menos trabalho por meio de uma política monetária mais rígida.

Uma miríade de riscos permanece, desde uma pandemia que ainda está em andamento até um potencial conflito militar Rússia-Ucrânia.

Mas Powell disse que os formuladores de política monetária neste momento sentem que têm "bastante espaço para aumentar as taxas de juros" sem ameaçar o progresso nos empregos ou retardar uma recuperação econômica que desejam manter em andamento.

Em um refrão que se tornou comum, ele observou que "a economia está bem diferente" hoje do que quando o Fed começou a aumentar as taxas de juros pela última vez em 2015, com inflação mais alta, desemprego mais baixo, o que Powell considera impulso suficiente para a economia andar sem apoio do banco central.

Naquela virada para uma política monetária mais rígida, o Fed moveu-se inicialmente de forma glacial, com 0,25 ponto percentual de alta do juro em 2015 e apenas outro em 2016.

Investidores estão esperando muito mais desta vez, com preços de contratos futuros de juros embutindo quatro aumentos de taxa de juro neste ano.

Os membros do Fomc também concordaram na reunião desta semana sobre um conjunto de princípios para "reduzir significativamente" o tamanho das enormes participações de ativos pelo Fed.

Autoridades disseram que vão encolher as participações "principalmente" limitando quanto do principal dos títulos vencidos será reinvestido a cada mês. Esse plano começaria após a alta das taxas de juros, disse o Fed, sem ainda definir uma data, ritmo ou tamanho final específicos.

Com o tempo, o balanço do Fed não apenas seria reduzido, mas também se afastaria dos títulos lastreados em hipotecas e passaria a ser ponderado em relação aos títulos do Tesouro dos EUA, "minimizando assim o efeito das participações do Federal Reserve na alocação de crédito entre setores da economia", disse banco.

MELHORIAS NA CADEIA DE FORNECIMENTO

O comunicado de política monetária do Fed citou ganhos recentes "sólidos" de empregos que continuaram mesmo quando o surto da variante Ômicron do coronavírus levou os números diários de casos de Covid-19 a níveis recordes.

Embora o Fed tenha parado de tentar avaliar quando a inflação pode diminuir, o comunicado trouxe que as autoridades continuam esperando que melhorias nas cadeias de suprimentos globais amenizem o ritmo dos aumentos de preços.

"Desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia e à reabertura da economia continuaram a contribuir para níveis elevados de inflação", disse o Fed.

Os preços ao consumidor dos EUA subiram em dezembro 7% na comparação anual, maior patamar desde a década de 1980.

Os formuladores de política monetária não divulgaram novas projeções econômicas e de taxas de juros nesta quarta-feira.

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Comentários (3)
everton luiz borges de lara
everton luiz borges de lara 27.01.2022 11:33
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Tá aí o golpe cai quem quer!🤣
Ricardo Muradas
Ricardo Muradas 27.01.2022 10:53
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Os analistas teriam que abandonar a "ciência" e jogar futebol , os chutes são mais valorizados , "apesar" (palavra adorada pelos chutadores ) tem riscos de lesão , conclusão melhor ficar fazendo "Analises" , não tem riscos !
roberto gadioli
roberto gadioli 26.01.2022 20:30
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Bc desse #governoDeM.E.R.D.A deixou o dólar explodir e destruiu a economia brasileira
Roberto Vbr
Roberto Vbr 26.01.2022 20:30
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O governo deixou o dólar subir para favorecer as exportações, evitar as acusações que vinham de Donald Trump, na época presidente do EUA, que afirmava que o Brasil mantinha o dólar baixo de modo artificial (quase ninguém lembra disso), e pagar sua dívida interna de modo mais barato com um real desvalorizado em relação ao valor que ele pegou emprestado anteriormente. O que atrapalhou a economia do Brasil foi o negacionismo do presidente, a péssima gestão do mesmo no que se refere a política internacional (por muitos chamado de "ministério das alucinações exteriores"), as provocações e ameaças que ele fez e ainda faz contra a democracia e outros poderes que a representam, a falta de transparência com a política ambiental, a falta de transparência com as "emendas do relator" e por ai vai... A alta do dólar é só um sintoma do que afirmei acima.
FELIPECARLOS PICCOLI
FELIPECARLOS PICCOLI 26.01.2022 20:30
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sem contar as rachadinhas, negar vacina, passar vergonha comendo pizza, dar mal exemplo, colocar seus filhos despreparados para tomar decisões como se estivesse num churrasco em família, péssima relação com EUA e China, ou seja tem o dedo podre
César Ferreira
César Ferreira 26.01.2022 20:30
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Bom tá a Argentina governada pela esquerda né? Bolsonaro em 22 pra desespero da esquerdalha. Quando a selic estava a 2% e ajudou milhões de pessoas com empréstimo ninguém achou ruim
Roberto Vbr
Roberto Vbr 26.01.2022 20:30
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César Ferreira ajudou quem uma selic em 2%? O que eu vi é que muitos empresários em situação de sufoco diante da pandemia firmaram contratos de empréstimos tendo como base a selic, que na época estava em 2% e agora está em 9.25%. Cadê a ajuda?
 
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