Últimas Notícias
0
Versão sem anúncios. Atualize sua experiência no Investing.com. Economize até 40% Mais detalhes

Brasil cai para a 10ª posição em ranking de preferência de investimentos de CEOs

Ações17.01.2022 13:40
Salvo. Ver Itens salvos.
Este artigo já foi salvo nos seus Itens salvos
 
© Reuters. Brasil cai para a 10ª posição em ranking de preferência de investimentos de CEOs

O Brasil despencou de importância na agenda das grandes empresas nos últimos dez anos. Se em 2013 o País ocupava a terceira posição entre os maiores mercados estratégicos para os CEOs globais, agora ele caiu para a décima posição neste ano, com apenas 5% dos entrevistados colocando-o como um dos seus mercados com maior potencial. No ano passado, o Brasil ocupava a oitava posição, mas foi ultrapassado por Canadá e Austrália em 2022.

É o que aponta a consultoria PwC em sua pesquisa anual com presidentes de grandes companhias de todo o planeta. Nas primeiras posições do levantamento estão Estados Unidos (citado por 41%) dos entrevistados), China (27%) e Alemanha (18%). De acordo com o presidente da PwC, Marco Castro, apesar de o Brasil estar barato dada a valorização do dólar frente ao real, o que poderia estimular investimentos por aqui, ele também está mais pobre e sem perspectivas de crescimento por conta das inúmeras crises pelas quais passa, como a política, fiscal e a ambiental.

"O Brasil perdeu relevância em todos os sentidos: o crescimento não está grande e a representatividade para as empresas ficou ainda menor em dólar. O País continua sendo uma aposta de consumo, mas já não está mais como prioridade nos investimentos", afirma Castro.

De fato, os números para quem procura retorno não são dos mais animadores. De acordo com o último Boletim Focus, relatório do Banco Central que reúne as estimativas dos principais analistas do País, o Brasil deve crescer apenas 0,29% neste ano. Apesar da alta de 0,1 ponto porcentual na edição publicada nesta segunda-feira, 17, o número vem caindo semana após semana. A perspectiva de crescimento é bem menor do que o esperado para diversas economias desenvolvidas, ou seja, menos risco para mais retorno.

Longe das análises, a economia real mostra que alguns estrangeiros estão saindo do Brasil. Em janeiro do ano passado, a montadora Ford (NYSE:F) anunciou a sua saída do País, apesar de ser uma das líderes do mercado. Além dela, a maior fabricante de cimento do mundo, o grupo franco-suíço LafargeHolcim, também decidiu abandar o mercado local e fechou um acordo com a brasileira CSN (SA:CSNA3) para vender a sua operação.

Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, o Brasil não tem um período de tranquilidade há anos e enfrenta uma sucessão de crises, algo que o governo do presidente Jair Bolsonaro também não ajudou para diminuir. "Apesar de algumas medidas positivas feitas pelo governo, como a lei de falências, o marco do saneamento e a independência do Banco Central, o governo Bolsonaro trouxe crises adicionais, como a questão do risco ambiental", afirma Vale (SA:VALE3).

Porém, há quem procure oportunidades por aqui, especialmente os próprios brasileiros. E até que existe bastante otimismo entre esse público, segundo a pesquisa da PwC, acima da média global. Cerca de 63% dos executivos brasileiros ouvidos pela consultoria afirmaram que estão muito confiantes de que as receitas de suas empresas vão aumentar - apenas 5% disseram que não estão confiantes. No mundo, a proporção é de 56% para os completamente otimistas e 4% para os pessimistas.

Fusões e aquisições

Um dos setores que se mostram mais confiantes com uma retomada forte é o de private equity. Não é para menos: as fusões e aquisições bateram recorde em 2021 no mundo, com US$ 5,63 trilhões em volumes de negócios, de acordo com dados da consultoria Dealogic, alta de 63%. No Brasil, segundo levantamento realizado pela consultoria Duff & Phelps, houve crescimento de 52% entre janeiro e novembro.

Não por acaso, a gestora Neo tem planos para dobrar o tamanho do seu fundo para aquisições de participações empresas. Se, hoje, a gestora possui R$ 500 milhões para o braço de private equity, Marcelo Cabral, presidente da Neo, acredita que pode chegar a R$ 1 bilhão captados até o fim do ano diante das oportunidades de mercado.

Mas ele admite que tem sentido o estrangeiro muito receoso com o País. "Os investimentos na área foram bem, mas, dada a desvalorização cambial, os retornos não foram tão atraentes em relação ao risco quando você compara oportunidades em outros locais do mundo", afirma Cabral. "Porém, pela nossa experiência, trata-se de algo cíclico."

Essa é uma opinião similar a que tem Marco Stefanini, presidente e fundador do Grupo Stefanini, um dos maiores da área de tecnologia do País. De acordo com o empresário, é um fato de que existe uma depreciação do Brasil nos últimos anos na visão do executivo estrangeiro, mas que ele acredita ser exagerada. "Eu penso da seguinte forma: o Brasil não era tão bom quanto falavam no começo da década de 2010 e não é tão ruim quanto falam hoje", diz ele. "Precisamos tomar cuidado para relativizar essas análises, pois elas têm uma intensidade acima da realidade, tanto para cima quanto para baixo."

ESG

Stefanini, contudo, também defende que o País faça um trabalho mais cuidadoso na questão ambiental. De fato, as causas ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) já estão norteando investimentos no mundo inteiro. E, segundo a pesquisa com presidentes feita pela PwC, cerca de 75% dos executivos afirmam que as métricas de negócios estão mais integradas com as estratégias de longo prazo das companhias.

Porém, a história tem dois lados. Ao mesmo tempo que muitos profissionais sabem da importância, apenas 27% das empresas no País assumiram um compromisso de zerar as emissões de carbono ou aderiram a programas net zero. Para se ver o copo meio cheio, é um valor 5 pontos porcentuais acima da média global.

"Por isso é uma notícia boa e ruim ao mesmo tempo. A ruim é que havia a expectativa de que o número fosse maior, mas a parte positiva é que existe um número crescente de empresas aderindo a essas causas", diz Castro, da PwC.

Uma delas foi a varejista Amaro. Em agosto do ano passado, a empresa decidiu neutralizar toda a sua emissão de CO2, estimada em 15 mil toneladas anuais, ainda em 2021. Mais do que isso, a empresa também criou uma espécie de guia para que outras empresas conheçam o tamanho da sua pegada de carbono e medidas para diminuir ou compensar o impacto.

"Vivemos na empresa dois grandes movimentos que nos impulsionaram no tema: nosso time, formado, em sua maioria, pelas gerações Y e Z e nossas consumidoras, que são ativistas e atentos às causas ambientais", diz Dominique Oliver, presidente da Amaro. Segundo uma pesquisa feita pela própria companhia, 64% das suas clientes afirmaram que gostariam de comprar de maneira mais sustentável.

Brasil cai para a 10ª posição em ranking de preferência de investimentos de CEOs
 

Artigos Relacionados

Adicionar comentário

Diretrizes para Comentários

Nós o incentivamos a usar os comentários para se engajar com os usuários, compartilhar a sua perspectiva e fazer perguntas a autores e entre si. No entanto, a fim de manter o alto nível do discurso que todos nós valorizamos e esperamos, por favor, mantenha os seguintes critérios em mente:

  • Enriqueça a conversa
  • Mantenha-se focado e na linha. Só poste material relevante ao tema a ser discutido.
  • Seja respeitoso. Mesmo opiniões negativas podem ser enquadradas de forma positiva e diplomática.
  • Use estilo de escrita padrão. Incluir pontuação e letras maiúsculas e minúsculas.
  • NOTA: Spam e/ou mensagens promocionais ou links dentro de um comentário serão removidos.
  • Evite palavrões, calúnias, ataques pessoais ou discriminatórios dirigidos a um autor ou outro usuário.
  • Somente serão permitidos comentários em Português.

Os autores de spam ou abuso serão excluídos do site e proibidos de comentar no futuro, a critério do Investing.com

Escreva o que você pensa aqui
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
Postar também no :
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Obrigado pelo seu comentário. Por favor, note que todos os comentários estão automaticamente pendentes, em nosso sistema, até que aprovados por nossos moderadores. Por este motivo, pode demorar algum tempo antes que o mesmo apareça em nosso site.
Comentários (5)
Mant Neuman
BombeirAristides 17.01.2022 16:30
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Nem o Jegues investe no Brasil !!!! Ele já falou que somente vai trazer o dinheiro para cá quando não tivermos um presidente mais burro do que a Dilma e mais ladrão do que o Lula.
Petrus Kachv
Petrus Kachv 17.01.2022 16:30
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Este tipo de comentário só pode vir de um esquerdopata irresponsável.....hahaha, os investidores não pensam desta forma, imagine uma mente desta no governo, é bancarrota na certa....
Mant Neuman
BombeirAristides 17.01.2022 16:30
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Mas é isquirdopata pitista ou isquirdopata bozolista? Os dois são tão parecidos que isso gera confusão...
Carlos Martins
Carlos Martins 17.01.2022 16:22
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
os acéfalos escrevendo nesse blog.fui pesquisar os prêmios que a pwc ganhou nos últimos tempos e.....boa bla bla, empoderamento das mulheres, supremacia negra, comissão de direitos humanos, ONU, bla bla bla.aí, entendi. PWC se tornou mais um antro de esquerdopatas social comunistas
Renato Borges
Renato Borges 17.01.2022 16:17
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Efeito corrupção do desgoverno Bozonazi. Quem investirá em um país que o governo é negacionista?
Petrus Kachv
Petrus Kachv 17.01.2022 16:17
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Este tipo de comentário só pode vir de um esquerdopata, negacionista.....hahaha, os investidores não pensam desta forma, imagine uma mente desta no governo, é só destruição....
Manuel Gomez
Manuel Gomez 17.01.2022 16:11
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
E eu esperando os trilhões de investimento externo que Paulo Gogó Guedes prometeu...
Alessandro Ritter
Alessandro Ritter 17.01.2022 15:06
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
Este columista culpar o presidente por a instabilidade política do Brasil esta de sacanagem. A insegurança jurídica onde falar a verdade virou fake new, onde se bloqueiam canais do YouTube por opinião, cpi que nao acharam nada e se gastou milhões, aprovação do fundo eleitoral mesmo com veto do presidente onde serão utilizados bilhões do nosso dinheiro e governadores preocupados em jogar contra o presidente e o Brasil fazendo o fechamento de comércio e não se preocupam em reduzir o ICMS dos combustíveis que impacta diretamento no preco de produtos e serviços ajudando a manter a inflação em 10% em 2021. Esta midia que faz de tudo para mostrar apenas noticias ruins do pais para o resto do mundo. Estes estao isentos de culpa. Hipocrita
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Anexar um gráfico a um comentário
Confirmar bloqueio

Tem certeza de que deseja bloquear %USER_NAME%?

Ao confirmar o bloqueio, você e %USER_NAME% não poderão ver o que cada um de vocês posta no Investing.com.

%USER_NAME% foi adicionado com êxito à sua Lista de bloqueios

Já que acabou de desbloquear esta pessoa, você deve aguardar 48 horas antes de bloqueá-la novamente.

Denunciar este comentário

Diga-nos o que achou deste comentário

Comentário denunciado

Obrigado!

Seu comentário foi enviado aos moderadores para revisão
Cadastre-se com Google
ou
Cadastre-se com o e-mail