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© Reuters. Casa Rosada, palácio presidencial, em Buenos Aires
06/06/2022. REUTERS/Agustin Marcarian
BUENOS AIRES (Reuters) - Os mercados financeiros da Argentina aguardavam nesta segunda-feira as primeiras medidas da nova ministra da Economia do país, que terá de lidar com crescentes desequilíbrios financeiros em meio à turbulência que abala a coalizão de centro-esquerda no poder.
A heterodoxa Silvina Batakis foi nomeada para o cargo no domingo após uma renúncia prematura de Martín Guzmán, que deixou o cargo alegando forte resistência à sua gestão pela ala radical peronista do governo, chefiada pela vice-presidente Cristina Kirchner.
Em meio a uma crise financeira prolongada, a nova chefe da Economia deverá tentar manter o preço do dólar sob controle. Muitos especialistas esperam depreciação adicional do peso argentino devido à instabilidade política, o que pode alimentar ainda mais a inflação, que deve ultrapassar os 70% neste ano, segundo analistas.
"Acho que se criou um vácuo, mas vínhamos de muitos desequilíbrios que temos que ver como serão enfrentados... Como será feito para corrigir esses desequilíbrios mantendo algum grau de apoio", disse a uma rádio local o economista e ex-secretário das Finanças da Argentina, Daniel Marx.
A economista escolhida pelo presidente Alberto Fernández foi responsável pela pasta do Tesouro da província de Buenos Aires entre 2011 e 2015, e, antes de ser nomeada ministra da Economia, atuava como secretária de Províncias do Ministério do Interior da Argentina. Batakis deve assumir oficialmente o cargo nesta segunda-feira.
Batakis é considerada próxima de Kirchner, defensora do rol interventor do Estado na economia e a política mais poderosa da coalizão governista.
"Sua nomeação mostra que o equilíbrio de poder pendeu para o lado kirchnerista, com o risco de se voltar para uma postura fiscal mais expansiva em meio a crescentes desequilíbrios financeiros", disse em relatório Diego Pereira, analista do JPMorgan (NYSE:JPM).
"O mercado já estava fragilizado e agora vai ficar apavorado", disse Riccardo Grassi, chefe de gestão de riscos do fundo de investimento Mangart, que esteve envolvido na reestruturação da dívida argentina, liderada pelo ex-ministro Guzmán em 2020
"Se eles não revisarem o modelo (econômico), ele vai implodir", completou.
(Por Nicolás Misculin; Reportagem adicional de Gabriel Burin, Jorge Otaola, Walter Bianchi e Marc Jones)
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