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ABUJA, 29 Nov (Reuters) - Um padre anglicano sequestrado no noroeste da Nigéria no mês passado foi morto em cativeiro, disse o chefe da Igreja da Nigéria, enquanto o país é abalado por uma onda de sequestros e assassinatos que atraiu a condenação de Washington.
O arcebispo Henry Ndakuba disse que o venerável Edwin Achi, sequestrado com sua esposa e filha de sua casa no Estado de Kaduna em 28 de outubro, foi assassinado depois de passar cerca de um mês em cativeiro.
"Com profunda tristeza, anunciamos a trágica morte de nosso amado sacerdote... que foi brutalmente assassinado depois de passar um mês em cativeiro", disse Ndakuba em um comunicado na noite de sexta-feira.
Inicialmente, foi exigido um resgate de 600 milhões de nairas (US$416.000) pela libertação de Achi, mas depois reduziram o valor para 200 milhões de nairas, informou a igreja. Sua esposa e filha permanecem em cativeiro.
A polícia de Kaduna não respondeu aos pedidos de comentários.
O assassinato ocorre em meio a uma onda de sequestros no norte da Nigéria. Gangues armadas sequestraram 25 alunas no estado de Kebbi em 17 de novembro e, dias depois, mais de 300 alunos e professores de uma escola católica no estado de Níger, provocando o fechamento de escolas em vários Estados.
O presidente Bola Tinubu ordenou o recrutamento de 50.000 policiais e cancelou viagens ao exterior para lidar com o que ele chamou de "emergência nacional".
Os ataques também geraram preocupação internacional. O presidente dos EUA, Donald Trump, chamou este mês a situação na Nigéria de "uma desgraça" e advertiu que Washington poderia suspender a ajuda ou até mesmo tomar medidas militares se as autoridades não conseguirem conter a violência contra os cristãos.
Ndakuba pediu ao governo e às agências de segurança que "identifiquem e exponham os patrocinadores, financiadores e facilitadores traiçoeiros dessa onda de terror" e apelou para a libertação imediata da esposa e da filha de Achi.
(Texto de Camillus Eboh)
