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Calendário Econômico - 5 principais eventos desta semana

Publicado 05.05.2019, 07:01
© Reuters.
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Investing.com - Analistas do mercado estarão voltando sua atenção para a negociação das duas maiores economias do mundo, após Trump surpreender e anunciar a elevação das tarifas de importação de produtos chineses, derrubando o otimismo sobre o avanço das conversas.

Dados de inflação e comércio nos EUA também estarão em foco após a reunião da semana passada sobre a política monetária do Federal Reserve. Já os balanços corporativos que movimentaram as últimas semanas devem começar a desacelerar.

Aqui está o que você precisa saber para começar sua semana.

1. Negociações comerciais entre EUA e China

As negociações comerciais voltarão ao centro do debate após Donald Trump anunciar que irá elevar as taxas cobradas da China, pondo fim à trégua selada pelos dois países no começo do ano.

Trump disse que alguns produtos chineses terão a tarifa de 10% elevada para 25% a partir de sexta-feira. A medida afeta cerca de US$ 200 bilhões de importações dos EUA da China, que desde o ano passado pagam taxas extras de 10%.

O presidente dos EUA também disse no Twitter que novas taxas serão cobradas sobre mercadorias da China.

A reação de Trump joga um banho de água fria nas apostas de um bom resultado nas negociações entre EUA e China após meses de conversas.

Nesta semana, está agendada a visita do vice-primeiro-ministro da China, Liu He, a Washington para negociações a partir de quarta-feira, após uma rodada de negociações na semana passada em Pequim que o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, chamou de "produtiva".

Mnuchin disse que esperava que até o final desta semana a equipe esteja em posição de recomendar um acordo a Trump ou dizer-lhe que não se pode chegar a um acordo.

O vice-presidente do país, Mike Pence, disse na sexta-feira que o presidente "se manterá firme" em suas exigências de mudanças estruturais nas práticas comerciais da China e na remoção das tarifas sobre produtos chineses seriam parte de um mecanismo para fazer cumprir qualquer acordo com Pequim.

2. Números da inflação dos EUA

Os investidores estarão observando atentamente os dados de inflação ao produtor e ao consumidor, que devem ser divulgados na quinta e na sexta-feira. Os números serão acompanhados de perto especialmente após o presidente do Fed Jerome Powell minimizar na semana passada a recente fraqueza da inflação nos EUA e classificar como "transitória".

Powell disse que os formuladores de políticas não veem um argumento forte para mover as taxas em qualquer direção, apesar da pressão pública do presidente Donald Trump no sentido de reduzir as taxas de juros para estimular a economia.

A previsão consensual é de que os preços ao consumidor aumentem 0,4% no dado mensal e 2,1% anualmente.

Então, Powell está certo em sua visão da inflação? Alguns indicadores recentes, desde o crescimento do primeiro trimestre até encomendas à indústria e produtividade, têm sido bem fortes. O outro lado é que a produção está crescendo mais devagar e os estoques estão aumentando. Os relatórios ajudarão a confirmar se a inflação lenta é realmente transitória.

3. Dados europeus no radar

Relatórios econômicos estão se tornando mais importantes do que o habitual nos dias de hoje, enquanto os mercados tentam decidir se há focos de crescimento em algumas áreas da economia.

Os dados sobre a produção industrial alemã e os encomendas à indústria nesta semana ajudarão a medir a força da maior economia da zona do euro, depois dos dados da semana passada mostrando que a economia do bloco cresceu mais do que o esperado no primeiro trimestre, recuperando-se de uma queda no segundo semestre de 2018.

No Reino Unido, uma série de dados, incluindo uma análise do primeiro trimestre, deve ser divulgada na sexta-feira após o Bank of England ter aumentado as previsões de crescimento para 2019 depois de sua reunião na semana passada, mas reduziu sua perspectiva de inflação.

As novas previsões do banco são as primeiras desde que o prazo final do Brexit foi adiado para outubro e o BoE disse que o tempo e a natureza da saída do bloco continuaram sendo o maior fator de incerteza para as perspectivas econômicas.

4. Balanços corporativos

Os ganhos devem desacelerar esta semana com cerca de 60 empresas listadas no S&P 500 programadas para publicar seus relatórios trimestrais ,incluindo Walt Disney (NYSE:DIS), TripAdvisor Inc (NASDAQ:TRIP), AIG (NYSE:AIG) e outras.

A Lyft (NASDAQ:LYFT) deve divulgar seu primeiro relatório trimestral após o fechamento na terça-feira, com ações atualmente caindo cerca de 14% desde seu IPO no final de março. A reação do mercado ao balanço pode dar o tom para seu concorrente, o Uber (NYSE:UBER) antes do próximo IPO no final da semana.

5. Bancos centrais

O Banco Central da Australia se reúne na terça-feira, seguido um dia depois pelo Banco Central da Nova Zelândia. Ambas as economias estão lidando com inflação baixa, mercados de trabalho fortes e espaço limitado para cortar as taxas de juros. Os países também têm fortes ligações com a China, cujo crescimento tem desacelerado.

O aumento da taxa de câmbio do par Aussie-kiwi sugere que os investidores veem uma chance maior de corte na Nova Zelândia. Se o RBA, que manteve a política firme por 29 reuniões, cortar na terça-feira, o RBNZ teria mais motivos para fazê-lo.

- Reuters contribuiu com esta reportagem

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