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Relator da PEC propõe teto para pagamento anual de precatórios

Economia07.10.2021 13:25
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© Reuters. 09/07/2019 REUTERS/Adriano Machado

Por Ricardo Brito e Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O relator na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reformula o pagamento dos precatórios, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), propôs em seu parecer a imposição de um limite anual para as despesas com a quitação de dividas judiciais reconhecidas pela União, obedecendo à mesma dinâmica do teto de gastos e com a previsão de que os valores excedentes entrem em uma fila paga pagamento futuro.

O parecer de Motta foi apresentado nesta quinta-feira à Comissão Especial que discute o assunto. O presidente do colegiado, Diego Andrade (PSD-MG), concedeu vista coletiva do parecer, o que, na prática, adia a votação da proposta para a próxima terça-feira.

O governo e a cúpula do Congresso têm buscado uma solução para o pagamento dos precatórios a fim de abrir espaço fiscal no Orçamento de 2022 para custear o programa social que vai substituir o Bolsa Família.

Pelo parecer apresentado, terão prioridade no pagamento as requisições de menor valor. Os credores não contemplados nesse pagamento imediato terão direito a receber à vista já no exercício seguinte, mas desde que aceitem um desconto de 40% no montante. O projeto também prevê alternativas para o uso dos créditos dos precatórios.

"É facultada ao credor de precatório que não tenha sido expedido em razão do disposto neste artigo... optar pelo recebimento, mediante acordos diretos perante Juízos Auxiliares de Conciliação de Pagamento de Condenações Judiciais contra a Fazenda Pública Federal em parcela única, até o final do exercício seguinte, com renúncia de 40% (quarenta por cento) do valor desse crédito", disse o parecer.

Caberá ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentar a atuação dos presidentes dos tribunais competentes para cumprir esse ponto da PEC, segundo o texto.

DESPESA

O parecer prevê que o limite para os pagamentos dos precatórios equivalerá ao valor da despesa paga no exercício de 2016, com a correção estabelecida pela regra do teto de gastos, que considera a variação da inflação.

O parecer incluiu cinco saídas legais para uso do crédito dos precatórios.

O primeiro deles é a possibilidade de quitação dos débitos parcelados ou inscritos em dívida ativa entre o devedor com a administração autárquica do mesmo ente; outra opção é no uso de compra de imóveis públicos; terceira opção é usar no pagamento de outorga de delegações de serviços públicos; quarta opção é para adquirir participação do respectivo ente federado; por último, compra de direitos do respectivo ente federado, inclusive, no caso da União, da antecipação de valores a serem recebidos a título do excedente em óleo em contratos de partilha de petróleo.

O relator destacou no parecer que a proposta tem por objetivo equacionar o pagamento dos precatórios de forma a permitir ao governo implementar políticas públicas. O texto não fala expressamente do interesse do Executivo em incrementar o programa que vai substituir o Bolsa Família.

"É inegável a necessidade de um equacionamento para a questão do pagamento dos precatórios, que poderão inviabilizar uma série de ações governamentais, isto posto, conciliar interesses de credores e do Estado é um imperativo que não pode atender a um governo específico e a uma situação determinada, deve propor soluções perenes que garantam a execução de políticas públicas. Nesse sentido, apresentamos o substitutivo em anexo, que acreditamos, concilia os interesses envolvidos na questão", disse.

PAGAMENTO

Segundo o deputado, a correção do limite para o pagamento de precatórios pela regra proposta permitirá chegar a um valor próximo de 40 bilhões de reais para 2022.

O estoque de precatórios previsto para ser pago no próximo ano é de 89,1 bilhões de reais. Ou seja, haveria cerca de 50 bilhões de reais que não seria pagos imediatamente e poderiam ser abrangidos por outras soluções.

O relator disse que ficou acertado com o Ministério da Economia que serão priorizados o pagamento dos chamados RVPs, precatórios de menor valor que tem como teto 66 mil reais e correspondem à metade do estoque.

Segundo Motta, os valores superiores a isso entrarão numa fila, embora tenha destacado que todos abaixo de 400 mil reais serão "absolutamente" quitados, observada a ordem de inscrição. Os acima desse valor, segundo ele, poderão usar as possibilidades da PEC para recebimento dos créditos.

Deputados debateram o parecer do relator. Oposicionistas devem pedir alterações ao texto. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) criticou a proposta apresentada. "Eu não defendo em hipótese alguma esta regra", disse o petista.

O relator-geral do Orçamento de 2022, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), afirmou que o parecer foi muito bem feito, destacando que é óbvio que o texto mantém o crescimento dessas despesas em linha com o teto dos gastos.

"Por óbvio, arrefece as preocupações e contempla em grande parte sugestões de Estados e municípios", avaliou.

Relator da PEC propõe teto para pagamento anual de precatórios
 

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Comentários (8)
Jessica Freire
Jessica Freire 07.10.2021 14:20
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No mesmo sistema da divulgação da taxa básica, este assunto terá sua conclusão na mesma data que for solucionada a questão referente ao teto da dívida americana. Agenda de fatos e justificativas que favorecem alguns em detrimento de muitos.
Altair Honorato
Altair Honorato 07.10.2021 14:11
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Engraçado que para cobrar imposto do cidadão não há limites né!Bando de filhos de uma p*u*t*a.
Mamoru Uehara
Mamoru Uehara 07.10.2021 13:45
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agora vc ficar devendo pro governo ta lascado.
Mamoru Uehara
Mamoru Uehara 07.10.2021 13:44
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kkk 40% de 100 milhoes ou vai receber somente 30 anos. kkk parcelado. governo podre.
Milton Heyde de Macedo
Milton Heyde de Macedo 07.10.2021 13:35
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Então se meu IR passar de meu :teto " de gastos posso adiar o pagamento? vale para Josias não vale para o João???
Milton Heyde de Macedo
Milton Heyde de Macedo 07.10.2021 13:33
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ESTE É O PIOR CONGRESSO DE TODOS OS TEMPOS!
Milton Heyde de Macedo
Milton Heyde de Macedo 07.10.2021 13:32
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Colocar teto de pagamento em precatorio estimularia o Estado a não pagar, não cobrar corretamente, vislumbrando que os precatorio, depois de 20 anos na "justiça ", poderão ficar sujeitos ao "teto " de gastos! As emendas parlamentares , onde muitas denúncias de corrupção já vieram, não tem restrição!
Candido Bizzotto
CandidoBR 07.10.2021 12:28
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É evidente que a matéria precisa ser equacionada. Só uma mente muito ingênua pode imaginar que qualquer "meteoro" que caia no colo do governo, precisa ser honrada "de qualquer jeito". É uma maluquice que só passaria na cabeça da equipe da Dilma ou equivalente.
 
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