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Aprovação de Biden é pior que a de Trump há 4 anos

Publicado 26.05.2024, 14:00
Aprovação de Biden é pior que a de Trump há 4 anos

Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na 3ª feira (21.mai.2024) mostra que 36% dos norte-americanos afirmam aprovar o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. A maioria dos entrevistados (59%), entretanto, declara desaprovar o democrata. Esse é o pior índice registrado pela empresa desde o início do mandato de Biden, em janeiro de 2021.

A pesquisa é realizada mensalmente pela empresa desde 2012. São entrevistados 1.000 eleitores em todos os Estados dos EUA. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

No mesmo período de governo do ex-presidente Donald Trump, que será o adversário de Biden nas eleições de 5 novembro, o republicano tinha 49% de aprovação, segundo a Gallup.

Esse patamar caiu com o avanço da pandemia de covid-19, mas voltou a subir ainda em 2020 e Trump chegou ao pleito daquele ano com 46% de aprovação.

Apesar da diferença de avaliação entre os presidentes, Trump não goza de amplo favoritismo a menos de 6 meses da revanche contra Biden nas urnas. Isso porque, depois do pleito, envolveu-se em diversas polêmicas, prejudicando sua imagem perante o eleitorado.

Trump deixou o cargo com 34% de aprovação. Nos meses seguintes, o republicano seguiu negando o resultado da votação. É investigado por incitar os atos que levaram à invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, que deixou 6 pessoas mortas no dia da diplomação da vitória de Joe Biden e o retorno dos democratas à Casa Branca.

Além desse caso, Trump também é julgado por fraude ao supostamente ocultar um pagamento à atriz pornô Stormy Daniels durante a campanha de 2016, vencida pelo republicano contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. O objetivo seria comprar o silêncio de Daniels sobre um caso extraconjugal entre eles.

Outros casos, que ainda não chegaram à fase de julgamento, são o da tentativa de reverter o resultado da eleição presidencial no Estado da Geórgia e da posse ilegal de documentos sigilosos em sua propriedade de Mar-a-Lago, na Flórida.

O histórico judicial de Trump não favorece, mas Biden não decola. Segundo pesquisa do Morning Consult realizada em maio, o ex-presidente tem 44% das intenções de voto, enquanto seu sucessor marca 43%. É um empate técnico na margem de erro. Desde 2023, nenhum dos candidatos abriu mais de 4 pontos percentuais de vantagem nas pesquisas.

ERROS DE BIDEN

Em meio à polarização política nos país, a administração do democrata enfrenta alta desaprovação em relações a políticas do governo. Se destacam a crise migratória na fronteira com o México e a diplomacia em crises internacionais.

No início deste ano, Biden acusou o governador republicano do Texas, Greg Abbott, de obstruir o acesso de agentes federais em áreas da fronteira, numa tentativa de retomar o controle. Em seguida, Abbott pediu a mudança da jurisdição que confere à Casa Branca ampla autoridade sobre imigração.

Em fevereiro, defendeu um pacote migratório sobre segurança na fronteira que lhe permitiria fechar a fronteira temporariamente. O projeto foi rejeitado no Senado.

O governo norte-americano também tem sido criticado por hesitações e controvérsias em lidar com crises internacionais. Biden chegou a confundir a Ucrânia com a Faixa de Gaza ao anunciar o envio de ajuda humanitária à região do Oriente Médio.

A atitude do democrata em relação ao conflito no Oriente Médio, especialmente depois da invasão da Faixa de Gaza, e a defesa de ações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apesar de acusações do TPI (Tribunal Penal Internacional), afetam negativamente a imagem do atual presidente e a sua campanha de reeleição.

POLÊMICAS DE TRUMP

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald, Donald Trump, enfrenta forte rejeição não só pelos entraves jurídicos, mas porque também coleciona polêmicas em sua 3ª campanha presidencial consecutiva.

Na 2ª feira (20.mai), divulgou um vídeo que sugeria a criação de um “Reich unificado” caso fosse reeleito. O termo refere-se aos impérios alemães, mas é comumente associado ao regime nazista de Adolf Hitler, descrito como o “3º Reich”.

O republicano também opinou sobre a guerra entre Israel e o Hamas. Ele chamou os manifestantes pró-Palestina acampados em universidades de “extremistas de esquerda”. E criticou Joe Biden por não se posicionar sobre protestos nas instituições.

Em relação às políticas migratórias, que protagonizaram a eleição há 4 anos, o ex-presidente não descartou a possibilidade de estabelecer campos de detenção e prometeu deportar imigrantes ilegais “o mais rápido possível”.

Além disso, ele enfrenta julgamentos por fraude civil, suborno e abuso sexual:

  • em 2022, foi acusado de fraude civil por supostamente inflar valores de propriedades para obter melhores empréstimos;
  • a atriz pornô Stormy Daniels relatou um encontro com Trump em 2006, que teria resultado em um pagamento de US$ 130 mil para silenciar o caso durante a campanha presidencial de 2016;
  • Elizabeth Jean Carroll, ex-colunista da Elle, o processa por assédio sexual e difamação, alegando que foi agredida entre o final de 1995 e o início de 1996. Trump afirmou que a jornalista havia inventado o caso.

VOTO NÃO OBRIGATÓRIO

Nos EUA, ninguém é obrigado por lei a votar em qualquer eleição local, estadual ou presidencial. Segundo a Constituição, votar é um direito, mas não é um requisito.

COLÉGIO ELEITORAL

O presidente e o vice-presidente dos EUA são eleitos indiretamente pelo Colégio Eleitoral. Cada Estado tem o mesmo número de delegados que cadeiras no Congresso (Câmara dos Deputados e Senado). São 538 delegados.

Depois de votar para presidente, o voto é contabilizado ao nível estadual. Em 48 Estados e em Washington, D.C. o vencedor recebe todos os votos eleitorais daquele Estado. Maine e Nebraska atribuem seus eleitores usando um sistema proporcional.

Um candidato precisa do voto de pelo menos 270 delegados –mais da metade do total– para vencer a eleição presidencial.

Geralmente, um vencedor projetado é anunciado na noite da eleição em novembro. No entanto, a votação oficial do Colégio Eleitoral é realizada em meados de dezembro, quando os delegados se encontram.

A diplomação do resultado para as eleições deste ano será em 6 de janeiro de 2025. A posse, em 20 de janeiro.

Esta reportagem foi produzida pela estagiária de jornalismo Ana Sanches Mião sob supervisão do editor-assistente Ighor Nóbrega.

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