Lira diz esperar modificações em MP de distribuidora do Amazonas que beneficia Âmbar Energia

Publicado 19.07.2024, 10:12
Atualizado 19.07.2024, 10:15
© Reuters. Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, durante cerimônia no Palácio do Planalton28/08/2023 REUTERS/Adriano Machado

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta sexta-feira esperar modificações na medida provisória editada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar a operação da distribuidora de energia elétrica do Amazonas e que acabou beneficiando diretamente outros negócios da Âmbar Energia, do grupo J&F, holding dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

"Portanto, o que a gente espera dessa medida provisória é que com o recuo dela, com o sobrestamento dela, esse tema tenha clareza, tenha modificações, que possam ser corrigidas, a sociedade está atenta", disse Lira, em entrevista à GloboNews.

Empresa de energia controladora pelos irmãos Batista, a Âmbar anunciou no mês passado um acordo para comprar um conjunto de usinas termelétricas da Eletrobras (BVMF:ELET3) no Amazonas. Esses ativos chegaram a ser estudados por vários grupos interessados, mas um ponto que dificultava o negócio era a inadimplência por parte da distribuidora Amazonas Energia, responsável por comprar a energia dessas usinas, e que não estava cumprindo com os pagamentos.

Dias depois do negócio entre Âmbar e Eletrobras, o governo publicou uma medida provisória para salvar do ponto de vista econômico-financeiro a distribuidora amazonense. A própria Âmbar já vinha estudando inclusive assumir o controle da concessionária.

Lira reconheceu nesta sexta-feira que a situação da Amazonas Energia é "objeto razoável de preocupação" do governo, mas apontou estranheza com o timing da edição da medida provisória.

"Agora, você ter uma negociação e dois dias depois ter uma medida provisória editada que interfere direto nessa negociação, causa espécie, causou preocupação, causa distorção", afirmou Lira, criticando ainda a possibilidade de aumento de custos aos consumidores de energia com a medida provisória.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem defendido que as ações contidas na MP já estavam públicas há vários meses, em relatório publicado pela pasta, e que foi uma "coincidência" o texto ter sido editado na mesma semana do negócio entre Âmbar e Eletrobras.

 

(Por Letícia Fucuchima)

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