Futuros da soja têm perda semanal com expectativa de grande safra nos EUA

Publicado 01.08.2025, 19:24
Atualizado 01.08.2025, 19:25
© Reuters. Soja sendo carregada em caminhãon17/02/2020nREUTERS/Jorge Adorno

Por Tom Polansek

CHICAGO (Reuters) - Os futuros da soja na bolsa de Chicago encerraram estáveis nesta sexta-feira, mas registraram sua segunda queda semanal consecutiva, pressionados pelo aumento da oferta global, clima favorável nos Estados Unidos e demanda fraca da China.

Os agricultores norte-americanos devem colher safras abundantes de soja e milho neste outono no Hemisfério Norte, graças às condições climáticas não ameaçadoras. Ao mesmo tempo, há preocupações de que a nova onda de tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump, possa prejudicar as exportações agrícolas dos EUA, num momento em que as vendas de soja e trigo já enfrentam dificuldades.

Os EUA enfrentam forte concorrência nas vendas globais de soja por parte do Brasil, o maior exportador mundial da oleaginosa.

"As expectativas de uma colheita robusta nos EUA, juntamente com uma segunda safra recorde consecutiva no Brasil, devem pesar sobre os preços pelo restante do ano", disseram analistas da BMI, uma unidade da Fitch Solutions, em nota.

A soja de novembro encerrou estável na bolsa de Chicago (CBOT), a US$9,8925 por bushel, após recuar mais cedo para o nível mais baixo desde 9 de abril. Na semana, o contrato acumulou queda de cerca de 3,1%.

A China, maior compradora mundial de soja, enfrenta um prazo até 12 de agosto para chegar a um acordo tarifário duradouro com o governo Trump. Os EUA acreditam que um acordo está se formando, mas que "ainda não está 100% concluído", disse o secretário do Tesouro, Scott Bessent, na quinta-feira.

Um comprador chinês assinou nesta semana um contrato para importar 30 mil toneladas de farelo de soja da Argentina, à medida que produtores de ração buscam garantir suprimentos mais baratos da América do Sul, segundo duas fontes comerciais.

No mercado de trigo na CBOT, os contratos de setembro fecharam em queda de 6,5 centavos, a US$5,1675 por bushel. O contrato atingiu a mínima de US$5,1625 mais cedo na sessão e acumulou perda de 4% na semana, com as colheitas no Hemisfério Norte trazendo nova oferta ao mercado.

O milho na CBOT também recuou, com o contrato de dezembro caindo 3 centavos, a US$4,1075 por bushel, e acumulando perda de cerca de 2% na semana.

As vendas de milho para exportação têm sido intensas, com compradores aproveitando os preços baixos. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que exportadores venderam um total de 352.160 toneladas de milho dos EUA para destinos não especificados, por meio de seu sistema de relatórios diários.

(Reportagem de Tom Polansek, em Chicago; Ella Cao e Lewis Jackson, em Pequim; e Sybille de La Hamaide, em Paris)

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