Investing.com - A cotação do petróleo ainda estava sob pressão nesta sexta-feira em meio a preocupações com o aumento dos níveis de produção dos EUA e novos temores com políticas protecionistas norte-americanas.
O contrato com vencimento em abril do petróleo bruto West Texas Intermediate recuava US$ 0,19, ou cerca de 0,34%, para US$ 60,80 o barril por volta de 05h45, descolando-se de US$ 60,20, mínima de duas semanas e meia atingida na quinta-feira.
Do outro lado do Atlântico, contratos de petróleo Brent com vencimento em maio na Bolsa de Futuros ICE (ICE Futures Exchange) em Londres recuavam US$ 0,06, ou cerca de 0,09%, e o barril era negociado a US$ 63,78 após ter atingido US$ 63,20 na sessão anterior, mínima de duas semanas.
A cotação do petróleo permanecia sob pressão após a Administração de Informação de Energia dos EUA ter informado na quarta-feira que os estoques de petróleo tiveram aumento de 3,019 milhões de barris na semana encerrada em 23 de fevereiro, total maior do que o aumento esperado de 2,4 milhões de barris.
O relatório também mostrou que os estoques de gasolina tiveram aumento de 2,483 milhões de barris, acima das expectativas que eram de aumento de 190.000 barris.
O enorme aumento nos estoques de gasolina atraiu a maior parte das atenções, já que alguns participantes do mercado esperavam que uma desaceleração na atividade de refino, já que as refinarias entram em período de manutenção, levaria uma queda nos estoques de gasolina.
Temores de que a crescente produção norte-americana possa afetar os esforços da Opep para retirar do mercado o excesso de oferta também limitavam recentemente os ganhos do petróleo.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e alguns países externos à organização liderados pela Rússia concordaram em dezembro com a extensão dos cortes na produção de petróleo até o final de 2018.
O pacto para cortar a produção de petróleo em 1,8 milhão de barris por dia foi adotado no último inverno pela Opep, Rússia e outros nove produtores globais. O acordo deveria acabar em março de 2018, uma vez que já teve uma extensão.
Participantes do mercado também estavam assimilando informações divulgadas na quinta-feira de que Donald Trump, presidente norte-americano, planeja impor tarifas de 25% sobre aço importado e de 10% sobre importação de alumínio, em uma ação para "proteger a indústria norte-americana".
Este movimento gerou preocupações com possíveis guerras comerciais, que teriam um impacto negativo na economia norte-americana, pesando muito sobre o sentimento de risco.
Além disso, contratos futuros de gasolina recuavam 0,66% para US$ 1,882 o galão, ao passo que os contratos futuros de gás natural permaneciam estáveis em US$ 2,697 por milhão de unidades térmicas britânicas.