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Ritmo de aperto de 1 ponto na Selic não é compromisso, pode mudar, diz Kanczuk

Dados Econômicos13.10.2021 11:27
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2/2 © Reuters. Pessoas passam em frente à sede do Banco Central em Brasília 25/08/2021 REUTERS/Amanda Perobelli 2/2

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O ritmo de ajuste de 1 ponto percentual na Selic sinalizado pelo BC na continuidade do seu ciclo de aperto monetário não é um compromisso e pode ser acelerado ou desacelerado dependendo das condições, afirmou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, citando como risco uma mudança muito grande no regime fiscal.

Ao participar de evento online do HSBC nesta quarta-feira, ele disse que, assim como a comunicação do BC mudou para indicar que a taxa básica de juros deveria ir para território significativamente contracionista --ante indicação inicial de normalização apenas parcial dos juros--, o ritmo de aperto na Selic também poderá ser alterado.

"(BC) pode acelerar e desacelerar, tudo pode acontecer. A indicação de 100 pontos base não é um compromisso, mudou no passado e pode mudar no futuro", disse ele.

"Imagine uma mudança muito ruim no regime fiscal, tudo muda. Aí você vai muito mais rápido com a política monetária. Suponha até que os números de inflação estejam malucos ... com inflação bem, bem maior do que se supunha e até olhando para inércia com números muito maiores. Então volto para meus cálculos de ajuste de 100 pontos por reunião e vejo que não é mais suficiente", complementou.

Kanczuk pontuou que esse processo de análise, feito a partir dos novos dados disponíveis, é feito a cada encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).

No entanto, ele voltou a reforçar que no momento o BC vê o ritmo de alta de 1 ponto como suficiente para garantir a convergência da inflação para a meta em 2022. A sinalização é de que o BC precisa fazer mais, mas que irá manter o ritmo de aperto nos juros, acrescentou ele, em referência a um ciclo mais longo de aperto.

A próxima reunião do Copom acontece nos dias 26 e 27 deste mês. Atualmente, os juros básicos estão em 6,25% ao ano, após um ciclo de aperto iniciado em março que tirou a Selic da mínima histórica de 2% alcançada em meio à pandemia de coronavírus.

O BC tem dito que seguirá adiante no processo de subida da taxa para conter a galopante inflação que nos 12 meses até setembro acumulou alta de 10,25%, muito acima do centro da meta de inflação de 3,75% para este ano.

Nesta quarta-feira, Kanczuk reiterou que a autoridade monetária mira fazer a inflação convergir para a meta em 2022, tendo em mente que mais importante que o ritmo de elevação nos juros é a taxa terminal da Selic.

Em linhas gerais, o BC está olhando um ano e meio à sua frente, disse o diretor. Nas próximas duas reuniões do Copom, que acontecem neste ano, isso significaria considerar 50% 2022 e 50% 2023. Do segundo trimestre do ano que vem em diante, a autoridade passaria a considerar somente 2023.

Mas Kanczuk sublinhou que o foco na convergência da inflação para a meta no ano que vem aparece mais na comunicação da autoridade monetária porque a intenção é ressaltar que o BC está muito centrado na missão neste momento.

"Não é um erro que cometemos, foi deliberado", afirmou. "Indicamos que queremos olhar para 2022 como foco."

"Se eu não conseguir direito (inflação na meta) em 2022 ... eu também não consigo 2023 direito", pontuou Kanczuk, em referência ao outro ano que compõe o horizonte relevante de política monetária.

O diretor disse que não ficaria feliz com IPCA em 3,7% no ano que vem --projeção atual do BC--, frisando que quer inflação na meta de 3,5% e que todos na autarquia estão pensando nesses termos.

Segundo o diretor, as maiores surpresas na inflação não foram relacionadas ao estímulo com as transferências de renda via auxílio emergencial, mas a inflação importada e a problema de combustíveis.

GUINADA NOS EUA

Questionado sobre as implicações para o Brasil de uma mudança na política monetária dos Estados Unidos, com a retirada dos maciços estímulos, Kanczuk afirmou que a mera discussão sobre perda de controle da inflação nos EUA seria suficiente, na visão do BC, para mudar drasticamente o ambiente para economias emergentes e para o Brasil, em particular, em função dos nosso problemas fiscais.

"Será mundo totalmente diferente, muito mais desafiador. Então colocamos como risco. Não sabemos se vai acontecer ou não. Mas se acontecer, se você tiver uma retirada dos estímulos no ano que vem, uma grande mudança nos EUA ano que vem, vemos que será um mundo diferente e teremos que mudar nossa política monetária de acordo", disse.

Nesse sentido, ele afirmou que o ajuste que o BC terá que fazer na Selic não será proporcional ao eventualmente aplicado pelo BC norte-americano, o Fed, mas "muito maior" por causa da parte não linear da reação cambial à diferença nas taxas de juros.

"O passado mostra que quando eles elevam os juros nós temos que fazer mais que eles porque o impacto na taxa de câmbio tende a ser muito maior", disse.

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Comentários (7)
Vilmar Araujo
Vilmar Araujo 13.10.2021 14:36
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Estão atrasados e ainda não perceberam.
Rosildo da Silva
Rosildo da Silva 13.10.2021 12:59
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Esse BC do Bolso parece aquelas árvores falantes de um filme do pessoal que anda, anda, anda, faz uma pergunta e a resporta demora pra ser processada. Já é pra ser 14…
José C Neto
Neto863 13.10.2021 11:59
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Bando de incompetente. como o resto desse desgoverno.
marco antonio frankzhovitz
marco antonio frankzhovitz 13.10.2021 11:42
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Guedes luxo deixou chegar nos 2%
marco antonio frankzhovitz
marco antonio frankzhovitz 13.10.2021 11:42
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sida kraveski
sida kraveski 13.10.2021 11:33
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Boa tarde, alguém pode me esclarecer!! por que ações dos bancos estão caindo muito ?? tenho banco, brbi1, pan , bidi4, modl4
julio cesar
julio cesar 13.10.2021 11:08
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Liguem o turbo seus incompetentes...
Mant Neuman
BombeiroAmigo 13.10.2021 10:30
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O BC da rachadinha esta completamente perdido... Foi contra tudo e todos com sua taxa de juros irresponsável de 2%. Agora, nào consegue segurar a inflação e o dolar que esta muito pior aqui do que na grande maioria dos paises do mundo.... Um desastre!!!!
Fabio Neves
Fabio Neves 13.10.2021 10:30
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Sei que e dificil entender, mas o ciclo inflacionario mundial foi criado pelo expansão monetaria. E proncipalmente os auxilios que foram pagos com eles. Naquele momento derrubar a taxas de juros era o melhor caminho (apesar de me prejudicar tambem com isso) sei que não e legal perde dinheiro. Mas nos investidores devemos ser neutro e apenas administrar as informaçōes e tomar a melhor decisão. Esse ciclo de aumento de selic e risco politico/fiscal. Pode proporcionar grande investimentos a preços mais baixos. Então analise o ambiente e crie uma estrategia.
Mant Neuman
BombeiroAmigo 13.10.2021 10:30
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Fabio Neves  , entenda, a questão não é baixar os juros para reduzir o custo da dívida. A questão é fazer isso com responsabilidade. O que foi feito foi uma atitude kamikaze de baixar os juros sem medir as consequencias da inflação. Existe uma máxima que sempre é bom lembrar: O juro aleija, mas o câmbio(inflação) mata. O mesmo vale para os auxilios, que eram fundamentais naquele momento. O que não poderia ter sido feito era o populismo com dinheiro do povo. O governo propos 200, o congresso 500 e o governo resolver aumentar para 600!!! A irresponsabilidade e populismo fizeram a renda média do brasileiro aumentar em plena pandemia. Nào precisa falar mais, né?
 
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