SÃO PAULO (Reuters) - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente documento oficial comprovando que ele foi convidado para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, no dia 20 de janeiro.
Em sua decisão, Moraes argumentou que o convite apresentado pela defesa de Bolsonaro no pedido de liberação de seu passaporte para que possa comparecer à posse de Trump foi um email enviado ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de um endereço não identificado e sem qualquer horário ou programação do evento.
"Determino que a defesa de Jair Messias Bolsonaro apresente documento oficial..., que efetivamente comprove o convite descrito em sua petição. Após a necessária complementação, abra-se vista imediata à Procuradoria Geral da República para manifestação", escreveu Moraes na decisão.
Em publicação no X, Fabio Wajngarten, que chefiou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência no governo Bolsonaro e que atua como assessor do ex-presidente, assegurou que Bolsonaro foi convidado para a posse de Trump e que a determinação de Moraes será atendida.
"Posso garantir que o presidente Jair Bolsonaro foi convidado para a cerimônia mais seleta, com os mais próximos do presidente Donald Trump", escreveu Wajngarten.
Ele afirmou ainda que Eduardo Bolsonaro é o responsável pela "construção das relações exteriores" e que estará presente no jantar que acontecerá após a cerimônia para a qual Bolsonaro foi convidado.
"A defesa do presidente Bolsonaro fornecerá e cumprirá as exigências do ministro Alexandre juntando aos autos toda a competente documentação", acrescentou.
Bolsonaro teve seu passaporte retido por decisão de Moraes para que não deixe o país em meio às investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado. O ministro é o responsável por várias apurações contra o ex-presidente na corte.
(Reportagem de Ricardo Brito)