Junte-se a +750 mil investidores que copiaram as ações das carteiras dos bilionáriosAssine grátis

Dilmou? Analistas alertam para intervenção de Bolsonaro no setor elétrico

Publicado 22.02.2021, 14:21
© Reuters.
BVSP
-
IEE
-
B3SA3
-
ELET3
-

Por Ana Carolina Siedschlag

Investing.com - As ações de empresas do setor elétrico eram algumas das mais penalizadas da B3 (SA:B3SA3) nesta segunda-feira (22) após o comentário do presidente Jair Bolsonaro de que irá “meter o dedo” nas tarifas de energia, o que, segundo analistas ouvidos pelo Investing.com, remete a movimentações do governo da ex-presidente Dilma Rousseff em 2012.

LEIA MAIS: Setor elétrico: oportunidade ou risco em 2021?

Perto das 14h20, o Índice de Energia Elétrica da bolsa brasileira, que mede o desempenho de uma carteira teórica no setor, caía 4,08%, em linha com o recuo de 4,94% do Ibovespa, em dia de total aversão ao risco por receios de uma guinada populista do governo Bolsonaro.

Para Eduardo Cavalheiro, gestor da Rio Verde Investimentos, os comentários do presidente sobre possíveis intervenções nas tarifas de energia elétrica são preocupantes não só para as estatais, mas também para o setor como um todo.

“O setor de energia elétrica sofreu bastante no governo Dilma porque o grande problema de controlar as tarifas vem na sequência, com queda dos investimentos e encarecimento das contas”, explica.

LEIA MAIS: Depois do diesel, a gasolina? Mercado desconfia de Bolsonaro clonando Dilma e prejudicando o etanol

Segundo ele, o atual sistema é menos vulnerável a interferências do que na época do governo Rousseff, mas mudanças pontuais nos preços cobrados pelas empresas reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica ou uma interferência no fundo setorial trazem mais risco para o setor.

No início deste mês, um estudo conduzido pelo Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia, da TR Soluções, projetou que as tarifas residenciais de energia podem ter um aumento médio de 14,5% em 2021.

Canetada?

Para Luis Sale, estrategista-chefe da Guide Investimentos, os comentários colocam dúvidas também para as distribuidoras privadas, que dependem de normas da Aneel para determinar os preços.

“Remete muito ao que aconteceu com Dilma, quando mudou as regras do setor elétrico. Esse comentário vem à tona em meio ao IGP-M mais alto, com um risco agora de que esse reajuste das tarifas possa não acontecer”, aponta.

LEIA MAIS: Distribuidoras de energia fecham 2020 com sobra contratual por pandemia, diz CCEE

Em 2012, Rousseff aprovou a MP 579, que impôs uma queda na tarifa de energia, mesmo com uma elevação dos custos na época. Naquele ano, a Eletrobras (SA:ELET3) fechou dezembro com prejuízo de R$ 6,8 bilhões, o primeiro desde 1995, e seguiu fortemente afetada pela queda nas contas de luz.

“Não está muito claro o que ‘meter o dedo’ significa. Há uma previsão de alta da energia elétrica, mas não dá para saber direito que decisão será tomada a partir disso, e mercado gosta de previsibilidade", diz Murilo Breder, analista da Easynvest.

Para ele, apesar da empresa ainda pagar dividendos elevados, a falta de visibilidade, impulsionada já em janeiro com o anúncio da saída do presidente Wilson Ferreira Jr., tira grande parte da atração do papel.

Últimos comentários

Instale nossos aplicativos
Divulgação de riscos: Negociar instrumentos financeiros e/ou criptomoedas envolve riscos elevados, inclusive o risco de perder parte ou todo o valor do investimento, e pode não ser algo indicado e apropriado a todos os investidores. Os preços das criptomoedas são extremamente voláteis e podem ser afetados por fatores externos, como eventos financeiros, regulatórios ou políticos. Negociar com margem aumenta os riscos financeiros.
Antes de decidir operar e negociar instrumentos financeiros ou criptomoedas, você deve se informar completamente sobre os riscos e custos associados a operações e negociações nos mercados financeiros, considerar cuidadosamente seus objetivos de investimento, nível de experiência e apetite de risco; além disso, recomenda-se procurar orientação e conselhos profissionais quando necessário.
A Fusion Media gostaria de lembrar que os dados contidos nesse site não são necessariamente precisos ou atualizados em tempo real. Os dados e preços disponíveis no site não são necessariamente fornecidos por qualquer mercado ou bolsa de valores, mas sim por market makers e, por isso, os preços podem não ser exatos e podem diferir dos preços reais em qualquer mercado, o que significa que são inapropriados para fins de uso em negociações e operações financeiras. A Fusion Media e quaisquer outros colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo não são responsáveis por quaisquer perdas e danos financeiros ou em negociações sofridas como resultado da utilização das informações contidas nesse site.
É proibido utilizar, armazenar, reproduzir, exibir, modificar, transmitir ou distribuir os dados contidos nesse site sem permissão explícita prévia por escrito da Fusion Media e/ou de colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo. Todos os direitos de propriedade intelectual são reservados aos colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo e/ou bolsas de valores que fornecem os dados contidos nesse site.
A Fusion Media pode ser compensada pelos anunciantes que aparecem no site com base na interação dos usuários do site com os anúncios publicitários ou entidades anunciantes.
A versão em inglês deste acordo é a versão principal, a qual prevalece sempre que houver alguma discrepância entre a versão em inglês e a versão em português.
© 2007-2024 - Fusion Media Limited. Todos os direitos reservados.