(Reuters) - Um tribunal russo ordenou nesta quinta-feira a prisão da jornalista Marina Ovsyannikova, disse a agência de notícias Interfax, mais de seis meses depois que ela exibiu ao vivo um cartaz dizendo que o Kremlin estava mentindo sobre a guerra na Ucrânia.
Ovsyannikova já fugiu da Rússia, disse seu advogado nesta semana, depois de se recusar a cumprir as medidas de prisão domiciliar às quais foi submetida.
"Em relação a Ovsyannikova, o tribunal ordenou que ela fosse mantida sob custódia por um mês e 29 dias, imposta a partir do momento em que a acusada é extraditada para a Federação Russa ou desde o momento de sua prisão na Federação Russa", afirmou a Interfax citando funcionários do tribunal.
A agência disse que o tribunal recusou um pedido no início deste mês dos investigadores para emitir um mandado de prisão.
Ovsyannikova já havia sido submetida a prisão domiciliar por alegações de espalhar informações falsas sobre as forças armadas depois de organizar um protesto solitário perto do Kremlin. As forças de segurança invadiram sua casa em agosto.
Ovsyannikova pode pegar até 10 anos de prisão sob as regras de divulgação de informações falsas aprovadas pelo Parlamento após o início do conflito em 24 de fevereiro. Ela disse em uma publicação online este mês que fugiu porque não tinha que responder o caso.
Ovsyannikova, nascida na Ucrânia, invadiu a plataforma de estúdio da televisão russa First Channel durante uma transmissão ao vivo em março segurando um cartaz dizendo "Sem guerra. Pare com a guerra".
Ela foi inicialmente multada por sua manifestação.
(Reportagem de Ronald Popeski)