(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira que testou positivo para Covid-19, tornando-se mais uma entre 1,6 milhão de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no Brasil, o segundo país do mundo com maior número de casos da doença, atrás apenas dos Estados Unidos.
Abaixo, uma cronologia dos momentos-chave da pandemia no Brasil:
26 de fevereiro - Ministério da Saúde do Brasil confirma o primeiro caso de coronavírus na América Latina.
12 de março - Então chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal, Fábio Wajngarten, testa positivo para Covid-19 após uma viagem à Flórida, onde ele e Bolsonaro se reuniram com o presidente dos EUA, Donald Trump.
13 de março - Bolsonaro diz que testou negativo para Covid-19.
15 de março - Ignorando orientações de saúde sobre a quarentena, Bolsonaro faz "selfies" com apoiadores durante uma manifestação em Brasília.
20 de março - Então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fala sobre um eventual colapso do sistema de saúde do Brasil a partir de abril.
24 de março - Em discurso em rede nacional, Bolsonaro pede que prefeitos e governadores flexibilizem as medidas de isolamento social impostas para conter a disseminação do vírus.
16 de abril - Bolsonaro demite Mandetta após divergências sobre o distanciamento social.
8 de maio - Revista científica britânica The Lancet diz que Bolsonaro é a maior ameaça à capacidade do Brasil de combater o avanço do coronavírus.
12 de maio - Número de casos confirmados de coronavírus no Brasil ultrapassa a contagem da Alemanha, enquanto Bolsonaro publica decreto para reabrir academias e salões de beleza.
15 de maio - Brasil troca de ministro da Saúde pela segunda vez em menos de um mês, depois de Nelson Teich pedir demissão por causa de divergências com o presidente sobre o uso da cloroquina no tratamento da Covid-19.
18 de maio - Brasil supera o Reino Unido e se torna o terceiro país do mundo com maior número de infecções pelo vírus, atrás dos EUA e da Rússia.
20 de maio - Ministério da Saúde, comandado interinamente pelo general Eduardo Pazuello, publica novas orientações para uso mais amplo da cloroquina, medicamento antimalária sem eficácia comprovada contra o coronavírus, para o tratamento até mesmo de casos mais leves da doença.
22 de maio - Brasil supera a Rússia e se torna o segundo país do mundo com maior número de casos de coronavírus, atrás somente dos EUA.
24 de maio - Com a piora da pandemia, os EUA restringem a entrada de passageiros provenientes do Brasil.
6 de junho - Ministério da Saúde deixa de divulgar publicamente grande parte dos dados sobre a epidemia de Covid-19. "Ao acumular dados, além de não indicar que a maior parcela já não está com a doença, não retratam o momento do país", diz Bolsonaro no Twitter.
9 de junho - Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério a Saúde volta a publicar os dados da epidemia no formato anterior às mudanças, com informações mais completas.
12 de junho - Contagem de mortes em decorrência da Covid-19 no Brasil supera a do Reino Unido; o país se torna o segundo do mundo com maior número de óbitos.
19 de junho - Brasil ultrapassa a marca de 1 milhão de casos de coronavírus.
21 de junho - Brasil ultrapassa a marca de 50 mil mortes pelo coronavírus.
23 junho - Juiz obriga Bolsonaro a utilizar máscaras em público, após o presidente participar de manifestações sem o equipamento de proteção.
3 de julho - Brasil ultrapassa a marca de 1,5 milhão de casos de coronavírus.
7 de julho - Bolsonaro diz que testou positivo para Covid-19.
(Reportagem de Gabriel Stargardter)