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Campos Neto diz que inflação de serviços é ponto de atenção e vê pressão de salários

Publicado 04.03.2024, 10:47
Atualizado 04.03.2024, 12:30
© Reuters. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
09/11/2023. REUTERS/Brendan McDermid

SÃO PAULO (Reuters) - A inflação de serviços no Brasil é um ponto de atenção, com salários começando a "pressionar um pouco" os preços, disse nesta segunda-feira o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ponderando que o cenário no país ainda é benigno apesar de números marginalmente piores no setor.

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Falando em evento da Associação Comercial de São Paulo, Campos Neto reafirmou que a variação dos preços no Brasil caminha em direção à meta, em um processo de convergência, mas destacou que a inflação de serviços ainda roda acima do observado antes da pandemia de Covid.

"A gente ainda entende que tem uma convergência benigna da inflação, tem um ponto de atenção para a parte de serviços, que a gente tem falado, a gente está vendo que essa parte de salários começou a pressionar um pouco", disse, ressaltando que o desemprego no Brasil "surpreendeu bastante" com número mais baixo que o esperado.

Os dados de inflação de janeiro, divulgados pelo IBGE no início do mês passado, mostraram desaceleração, mas acenderam alerta sobre o setor de serviços, que teve alta de preços quando excluídos da conta itens mais voláteis, como passagens aéreas.

Campos Neto afirmou que o BC fez várias análises sobre a dinâmica de inflação de serviços e disse entender que não há nada hoje que acenda algum tipo de luz vermelha, mas que é preciso estar atento.

"A gente teve números de inflação de serviços, especialmente núcleos de serviços marginalmente piores... Tem alguns números com uma piora marginal, mas dentro ainda de um cenário que a gente entende que é benigno", afirmou.

Na reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), quando a taxa básica de juros foi cortada em mais 0,50 ponto percentual, a 11,25% ao ano, o BC debateu a dinâmica do setor de serviços, apontando que um mercado de trabalho mais apertado pode retardar a convergência da inflação para a meta.

Para Campos Neto, as expectativas de inflação estão relativamente estáveis em um nível acima da meta, o que é uma preocupação para o BC.

Ele voltou a afirmar que os juros reais no Brasil são altos, mas vêm reduzindo a diferença em relação a outros países.

LEIA TAMBÉM: Presidente do Fed deve manter tom duro em depoimento ao Senado nesta semana

Em relação ao quadro fiscal do Brasil, o presidente do BC disse que a projeção do mercado para este ano é ruim, ressaltando acreditar que o governo tem condições de entregar um resultado que surpreenda para melhor.

O mais recente boletim Focus, no qual o BC capta projeções de agentes do mercado, aponta expectativa de déficit primário neste ano de 0,78% do Produto Interno Bruto (PIB), dado que pouco variou nos últimos meses, mesmo após a aprovação de uma série de medidas que prometem incrementar as receitas do governo.

Sobre a atividade econômica, Campos Neto disse que 2024 começou com um processo de revisão para cima das projeções de crescimento feitas pelo mercado para este ano. Segundo ele, essa melhora pode indicar o efeito cumulativo de reformas estruturais feitas nos últimos anos.

© Reuters. Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto
09/11/2023. REUTERS/Brendan McDermid

Em meio a atritos entre países com conflitos na Ucrânia e em Gaza, Campos Neto disse ainda que os riscos geopolíticos subiram muito, começando a gerar custo na oferta de bens, com impacto sobre a logística global e preços de produtos.

No evento, Campos Neto ainda defendeu a evolução da autonomia operacional do BC para a autonomia financeira, tema que é tratado em proposta apoiada pela autoridade monetária que tramita no Congresso.

(Por Fernando Cardoso, em São Paulo, e Bernardo Caram, em Brasília)

Últimos comentários

Cheio de bot na investing, hein? Putz. Olha esse povo negativando e porque?
Ano que vem acaba o mandato do RCN no BC, e acaba o mandato da Dilma no Banco do BRICS. Adivinha o que vai acontecer. Rsrs.
sai daí (do Bc) seu B.O.S.T.A ... seus juros reais SÃO OS MAIS ALTOS DO PLANETA
ainda dá pra subir os impostos... não vamos estabelecer uma meta... mas acho que já já chegamos em outro primeiro lugar... o de endividamento... seguido logo atrás pelo de corrupção
Deve estar todo endividado Faz o L.
da pra subir mais um impostinho??? precisamos manter o alibaba e os 40 ministros
Gente que só sabe que não existe outra alternativa do que subir juros , e destruir a economis . E existe : crescer mais do que a inflação . E crescer , significa criar empregos e renda . é segurar a inflação pode ser taxar exportações como fazem os países protecionistas e investir também no exterior .
taxar exportação pra balança comercial ficar negativa, pra entrar menos dólares, e a inflação terminar de explodir.
Dava pra cortar impostos e gastos também, e alternativas pra aumentar produtividade, mas PT NÃO QUER
e na verdade agora não tem porque subir juros
infelizmente esse juros tem que subir ou a inflação vai matar os pobres. esse governo irresponsável, gastador vai só piorar em época de eleicao.
no Brasil NÃO TEMOS eleitores. Temos torcedores da QUADRILHA LULA e seguidores da SEITA BOLSONARO
Só os cegos não vêem. SERIA MUITO MELHOR CORTAR IMPOSTOS E GASTOS
Corta juros, investidores saem, dolar aumenta. empresas que usam matérias primas importadas aumentam os preços, custo de vida da população como um todo aumenta, funcionários pedem maiores salários, IPCA aumenta. O crescimento da atividade não parece estar sendo sensível aos cortes tanto quanto o IPCA. momento de freiar futuros cortes da Selic por enquanto
na teoria está certo, só que na prática o dólar está quase estável.
bom mesmo seria ancorar a inflação valorizando o dólar.
Brasil Sul Sudeste vive periodo de pleno emprego em serviços. Pressão inflacionária já visível. No codigo BC/ Campos Neto freio na queda de juros na esquina
Excesso de otimismo. Poderemos ter um déficit elevado neste ano, caso se mantenha essa política de gastos sem um plano de investimento.
Tá mal informado, hein!
Efeito Guedes acabou. So na mão do BC pra segurar em ano de eleição
Até o bo zo criticou o Guedes,,, pessoal até hj espera o choque do gas,,, ja foi tarde
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