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Desemprego cai a menor patamar em mais de um ano, mas cenário piora com deterioração de perspectiva econômica

Dados Econômicos27.10.2021 17:00
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2/2 © Reuters. Homem mostra carteira de trabalho ao procurar oportunidades de emprego no centro de São Paulo 06/10/2020 REUTERS/Amanda Perobelli 2/2

Por José de Castro e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil caiu no trimestre encerrado em agosto ao menor patamar desde maio do ano passado, com aumento na população ocupada puxado por mais trabalhadores com carteira assinada, mas ainda assim a informalidade cresceu, enquanto o rendimento real sofreu a maior queda da série histórica, um lembrete dos enormes desafios a um mercado de trabalho no qual 13,7 milhões de pessoas não conseguem se inserir.

E olhando à frente o cenário parece mais nebuloso, uma vez que a forte deterioração recente das perspectivas para a economia forçou revisões de baixa para o crescimento da atividade em 2022, ditando prognósticos piores para o mercado de trabalho.

Pelos números do IBGE divulgados nesta quarta-feira, a taxa de desocupação no mercado de trabalho caiu para 13,2% no trimestre findo em agosto, abaixo dos 14,6% de maio (trimestre comparável) e a menor desde o nível de 12,9% do trimestre encerrado em maio de 2020.

A população desocupada recuou 7,7%, o equivalente a menos 1,1 milhão de pessoas ante o trimestre terminado em maio de 2021, mas ainda somou expressivos 13,7 milhões de pessoas em busca de um trabalho no país --e não mostrando evolução na comparação anual, na qual ficou estável.

"O contingente de desocupados de 13,7 milhões ofertando sua mão de obra é muito alto, e a ocupação depende da dinâmica da economia e de quem contrata trabalhadores", disse Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Já a população ocupada foi a 90,2 milhões, crescimento de 4,0% --ou mais 3,5 milhões de pessoas-- ante o trimestre móvel encerrado em maio.

O nível da ocupação --percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar-- foi estimado em 50,9%, aumento de 2,0 pontos percentuais no trimestre e de 4,1 pontos percentuais no ano. Com isso, mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. Em um ano, o contingente de ocupados avançou em 8,5 milhões de pessoas.

A ocupação teve impulso do crescimento de 1,1 milhão de trabalhadores com carteira assinada, alta de 4,2% sobre o trimestre anterior.

Mas os postos de trabalho informais também avançaram, com a manutenção da expansão do trabalho por conta própria (que bateu recorde ao somar 25,4 milhões de pessoas) sem CNPJ e do emprego sem carteira no setor privado --que registrou as maiores variações da série histórica em termos percentuais (23,3%) e absolutos (2,0 milhões de pessoas) na comparação anual.

Isso, inclusive, fez com que a taxa de informalidade subisse para 41,1% no trimestre encerrado em agosto, de 40% em maio, totalizando 37,0 milhões de pessoas. E o número de subocupados --que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar-- bateu recorde.

O trabalho informal inclui trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores familiares auxiliares.

QUEDA NO RENDIMENTO

Beringuy, do IBGE, destacou os efeitos da retomada econômica sobre o nível de ocupação no mercado de trabalho, num contexto em que a vacinação permite maior circulação de pessoas.

"Ainda tem muita gente fora do mercado e subutilizada, mas estamos num momento de transição. A melhora quantitativa existe, e precisamos esperar para ter uma visão mais qualitativa e estrutural", afirmou.

Num sinal de condições ainda piores no mercado de trabalho, o rendimento real sofreu a maior queda percentual da série histórica tanto no comparativo na margem quanto anual.

A queda sobre o trimestre anterior foi de 4,3%, enquanto sobre um ano antes o tombo foi de 10,2%, para uma renda média de 2.489 reais.

A massa de rendimento real habitual ficou estável em ambas as comparações, a 219,2 bilhões de reais.

"A perda do poder de compra de população acaba interferindo no consumo das famílias, e ele responde por parte relevante da economia", afirmou a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE.

"Isso tudo vai influenciar na recuperação quantitativa e qualitativa. Isso vai dar o ritmo ao nível de reação do mercado de trabalho", finalizou.

Em meio à piora geral de várias métricas para a economia brasileira, analistas passaram a ver cenário mais frágil para o mercado de trabalho no ano que vem.

Com a projeção de que o Produto Interno Bruto (PIB) retrairá 0,5% em 2022, o Itaú Unibanco (SA:ITUB4) elevou a estimativa para a taxa de desemprego para 13,3% ao fim do período (média anual de 12,9%), ante 12,6% no cenário anterior (média de 12,4%). Para 2021, a expectativa ainda é que a desocupação caia a 12,2%, com o PIB em alta de 5,0%.

O Citi ainda vê taxa média de desocupação de 12,5% em 2022, de taxa prevista de 13,6% para 2021.

"No entanto, dependendo da extensão da recente flexibilização fiscal e da provável reação mais agressiva da política monetária, os riscos de baixa estão claramente aumentando significativamente na perspectiva de atividade para 2022", disseram profissionais do banco em nota.

Desemprego cai a menor patamar em mais de um ano, mas cenário piora com deterioração de perspectiva econômica
 

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Comentários (18)
Diego Pereira Giordani
Diego Pereira Giordani 02.11.2021 12:24
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mas, mas, mas, mas, mas,......👉👌
Francisco De Almeida Valdevino
Francisco De Almeida Valdevino 27.10.2021 23:14
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Desemprego Cai a menor nível em um ano mas esse tipo de notícia não é boa para os psicopatas esquerdista. O título é basicamente esse.
Ricardo Queiroz
Ricardo Queiroz 27.10.2021 20:44
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Essa seção de comentários acabou se tornando uma seção humorística. Você morre de rir com cada comentario que é ou de um esperançoso que acredita no Bozo ou de um esquerdista que Torce pelo pior. Odiadores tristes e desolados cada um com sua ignorância
Roger Be
RogerBe 27.10.2021 17:21
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"Jornalistas" não conseguem dar nenhuma notícia positiva sem colocar um  "mas"
Luciano Machado
Luciano Machado 27.10.2021 17:13
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José de Castro não seja assim tão pessimista vamos acreditar Brasil ressaltar que apesar desse Bolsonaro o Brasil tá crescendo diminuindo a dívida interna gerando empregos tá numa situação invejável nessa recuperação.E seu trabalho mais como patriota reflita sabemos do seu patriotismo se desse maior ênfase a pautas positivas não seria melhor para o Brasil.
Carlos Wagner Barros
CarlosWagner 27.10.2021 12:41
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como as pessoas são amarradas aos seus pensamentos interesseiros, enquanto o desemprego cai a olhos vistos, os imbecis de plantão inventam narrativas, não reconhecendo a realidade e torcendo para o desemprego aumentar. Isto se chama burrice emprenhada pelos ouvidos. A cada mês que passa, mesmo com muitos torcendo para a coisa afundar, os indicadores melhoram e eles continuam criando narrativas.
Sebastião Aberto Maia
Sebastião Aberto Maia 27.10.2021 12:41
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Verdade! O que me irrita nestas mídias canhotas é que sempre que vem uma notícia boa do governo, no texto da notícia tem sempre um "mas", tentando diminui-la!
Múcio Paixão de Araújo
Múcio Paixão de Araújo 27.10.2021 12:39
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Há vários meses o número de empregos vem subindo. Aí vem o JPMorgan e diz que a economia vai piorar... Só se for a deles. O buraco que os democratas estão pondo os EUA é parecido com um que nós brasileiros já conhecemos... Do tempo do PT.
Rosildo da Silva
Rosildo da Silva 27.10.2021 12:31
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Desemprego cai pouquinho em função do avanço da vacinação e da retomada gradual da economia, mas o desgoverno Bolso vai pôr tudo a perder, como sempre…
Lucas Di Dio
Lucas Di Dio 27.10.2021 12:31
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Bom mesmo é a desgraça fo Pt ne ? Eh cada uma
Juliano Scomazzon
Juliano Scomazzon 27.10.2021 12:16
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Os Governadores mequetrefes nao pediram para ficar em casa? agora culpa do Guedes...kkk se fuderem..
Pina Well
Pina Well 27.10.2021 12:06
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Receita do Guedes: Para hiper estimar a geração de empregos, só mudar a metodologia do CAGED. Agora até aluno bolsista de pós é considerado empregado forma. Kkk. Governo da milícia militar.
José Artur Medina
José Artur Medina 27.10.2021 12:06
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Redução da Selic, filhote
Paulo Rodrigues
Paulo Rodrigues 27.10.2021 12:06
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CAGED é emprego formal filhinho, carteira assinada. Qualquer um que esteja produzindo renda com carteira assinada é um empregado. Se burrice desse rasteira hein? Ia andar de quatro o dia todo.
Claudemir Fernandes
Claudemir Fernandes 27.10.2021 12:06
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Passou vergonha geral, como pensar antes de falar faz bem pra não virar chacota.
guilherme kobbaz darrigo
guilherme kobbaz darrigo 27.10.2021 11:58
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e a mídia podre socialista nem comentou, 👉🏼👉🏼👉🏼🇧🇷
sérgio moral carrilho
sérgio moral carrilho 27.10.2021 11:47
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imprensa suja, desonesta, vagabundos, a quen vocês servem?
Valdir Nunes
Valdir Nunes 27.10.2021 11:46
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Desemprego atingiu os menores patamares entre parentes e parças do BolsoCaro. É isso aí...
Marcos Brunozzi
Marcos Brunozzi 27.10.2021 11:36
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
É o cúmulo da desonestidade intelectual, não são capazes de publicar uma notícia boa sem o famoso ""Mas...""
Marcos Brunozzi
Marcos Brunozzi 27.10.2021 11:36
Salvo. Ver Itens salvos.
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É o cúmulo da desonestidade intelectual, não são capazes de publicar uma notícia boa sem o famoso ""Mas...""
Marcos Brunozzi
Marcos Brunozzi 27.10.2021 11:35
Salvo. Ver Itens salvos.
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É o cúmulo da desonestidade intelectual, não são capazes de publicar uma notícia boa sem o famoso ""Mas...""
Sergio Ramos
Sergio Ramos 27.10.2021 11:27
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Quem mais erra projeções econômicas no nosso país? Economistas. Kkkkkk
Diego Pereira Giordani
Diego Pereira Giordani 27.10.2021 11:27
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A maioria foi formada na era canhota kkk, igual a esses jormanistas do "MAS,MAS,MAS"...
Sergio Ramos
Sergio Ramos 27.10.2021 11:25
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Sempre tem o MAS depois de uma boa notícia. Isenção zero.
Paulo Rodrigues
Paulo Rodrigues 27.10.2021 11:25
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É pq é expressamente proibido ter noticias boas nesse governo. A ideia é mostrar que em 4 anos, nada foi feito.. Um pouquinho de google e todo mundo descobre que, mesmo enfrentando uma pandemia com um país em frangalhos, o Brasil está conseguindo se estruturar de uma forma nunca vista. Fechando os buracos das dívidas que os ladrões do passado deixaram, atraindo investimento em sua maioria em infra, aparecendo no cenário de tecnologia e desenvolvimento... Quando a crise passar, vamos ter uma base muito sólida para conseguir crescer de forma saudável.
Bruno Queiroz
Bruno Queiroz 27.10.2021 11:25
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Esse viajou ou é mais "boi" contratado
Lucas Di Dio
Lucas Di Dio 27.10.2021 11:25
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Paulo Rodrigues melhor ser boi do que burro ou jegue
Paulo Rodrigues
Paulo Rodrigues 27.10.2021 11:25
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Lucas Di Dio  com certeza... Só pelo discurso... a gente já sabe que é jegue. Pode ocultar o rosto, mas as orelhas acabam aparecendo. kkkkk...
 
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