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Itaú reduz projeção de crescimento do Brasil em 2019 para 2% e vê inflação e dólar

Economia11.02.2019 09:00
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© Reuters. Itaú reduz projeção de crescimento do Brasil neste ano para 2% e vê inflação e dólar mais baixos

Arena do Pavini - O Itaú Unibanco (SA:ITUB4) reduziu as projeções de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e espera inflação e dólar mais baixos este ano, conforme relatório enviado aos clientes hoje. Segundo o Departamento Econômico do banco, liderado pelo economista Mário Mesquita, ex-diretor do Banco Central, o crescimento da economia em 2018 deve ter ficado em 1,1%, abaixo do 1,3% esperado anteriormente. O número final deverá ser divulgado pelo IBGE nos próximos meses. Já para este ano, o banco vê o Brasil crescendo 2%, e não mais 2,5% como na projeção anterior. Para 2020, o crescimento foi revisto de 3% para 2,7%.

Segundo o banco, a revisão no crescimento da economia está relacionada ao crescimento mais fraco no quarto trimestre, condições de oferta menos favoráveis no setor agropecuário e no setor energético e menor crescimento global.

O Itaú revisou para baixo também a projeção de taxa de câmbio, para R$ 3,80 por dólar no fim de 2019 (ante R$ 3,90), incorporando um cenário internacional mais benigno. Para o fim de 2020, a projeção foi mantida em R$ 3,90. O banco reduziu também a projeção de inflação do IPCA, de 3,9% para 3,6% neste ano e de 4% para 3,6% no próximo, e projeta que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) manterá a taxa Selic estável em 6,5% ao ano nas próximas reuniões, mas destaca que “este cenário está mais incerto do que o usual”.

Os economistas do Itaú esperam déficits primários (sem contar com o pagamento dos juros da dívida) de 1,3% do PIB em 2019 e de 0,8% do PIB em 2020. Esse cenário, ressalta o Itaú, é estritamente dependente da aprovação de uma reforma da Previdência, da qual o banco espera um impacto, em termos fiscais, semelhante ao da versão que tramitou recentemente no Congresso feita pelo ex-presidente Michel Temer.

Para o banco, a fraqueza recente da atividade econômica, principalmente na indústria, é consequência da combinação de dois fatores: (i) efeito defasado do aperto das condições financeiras em trimestres anteriores; e (ii) desaceleração do crescimento global (em particular de países com participação relevante nas exportações de manufatura do Brasil).

Possibilidade de queda dos juros

Já com relação aos juros básicos, o quadro geral de inflação corrente baixa, recuperação aquém do esperado da atividade (com elevado grau de ociosidade na economia) e de um cenário externo mais benigno para economias emergentes poderia abrir espaço para a possibilidade de novas quedas de juros. No entanto, esse quadro pode ser rapidamente alterado, para pior, caso as reformas fiscais não avancem no ritmo esperado, alerta o banco.

Ainda há incerteza elevada quanto ao texto, ao tempo de tramitação e, até mesmo quanto à aprovação da reforma da Previdência, avalia o Itaú. Adicionalmente, existe incerteza sobre o modo pelo qual o novo comando do Banco Central, quando assumir suas responsabilidades em “timing” ainda indefinido, interpretará o cenário básico da atividade e inflação e o balanço de riscos descritos acima. “Nesse sentido, acreditamos que, nesse quadro particularmente turvo, a aprovação da reforma da Previdência e a comunicação da autoridade monetária serão particularmente relevantes para que possamos ter mais clareza sobre a trajetória prospectiva da taxa de juros”, diz o Itaú.

Por Arena do Pavini

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Comentários
Elizeu Pereti
Elizeu Pereti 11.02.2019 7:26
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verdade este bilete.
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3 0
Fabio Piloto
Fabio Piloto 11.02.2019 2:03
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A tão alardeada desaceleração global é baseada na "grande" variação da China de 6.5% para 6.2% - impressionante como manipulam a opinião das pessoas.
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Sebastian Saboia
Sebastian Saboia 11.02.2019 2:03
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crescimento real da China e muito menor que 6%. Governo chinês manipula tudo
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CLAUDIO GUEDES
CLAUDIO GUEDES 11.02.2019 1:27
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Futuros do Petróleo abrem em baixa. Nos EUA queda mais acentuada: - 1,20%.
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Claudio Milk
Claudio Milk 10.02.2019 6:06
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B3, caiu comprou ! Ate sair algo concreto sobre reforma da previdencia muitas oportunidades. Que todos tenham paciencia para obterem otimos lucros.
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Sérgio Abreu
Sérgio Abreu 10.02.2019 2:17
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só faltou dizer para investir em COE kkkkk
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Richard Bassan
Richard Bassan 10.02.2019 2:17
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Bem isso. COE horrível, CDB, LCA e LCI também horríveis.Ou seja, o que os grandes bancos tem para oferecer, que não sejam produtos de investimentos ruins e serviços e produtos caros? Nada!!!!Por isso que os lucros explodem nos bilhões. Veja por exemplo o Bradesco.
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Hudson Wehdorn
Hudson Wehdorn 10.02.2019 2:17
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Richard Bassané fato. Eu sou cliente Prime e sinceramente, tirando a beleza estonteante das atendentes do Prime, o resto não tem nada que vale a pena: Fundos ruins, pessoal desqualificado em orientar sobre investimentos e etc. Mas todos os outros grandes bancos é a mesma merda.
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Sérgio Abreu
Sérgio Abreu 10.02.2019 2:16
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Gosto de analisar estes relatórios de bancos. São ótimas ferramentas para se ganhar dinheiro. Hoje sei usar essas informações a meu favor. Dólar a 3,80 é no mínimo uma piada, por exemplo
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Sebastian Saboia
Sebastian Saboia 10.02.2019 2:16
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Dolar a 3,8 é piada ? vai além disso ainda...
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Richard Bassan
Richard Bassan 09.02.2019 23:16
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Oligopólio e cartel do Itaú, Bradesco, Santander, BB e BTG.Torço para que o Nubank e outras fintechs, além de outros bancos como Inter, BMG, original, Neon e Next venham com novos serviços e produtos mais modernos, além de crédito facilitado para brigar e quebrar esse cartel e oligopólio que perdura.
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Ari Silva
Ari Silva 09.02.2019 23:13
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Os tubas são assim querendo realizar forte para comprar no fundo e vender no topo !
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Richard Bassan
Richard Bassan 09.02.2019 23:13
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Falou tudo.
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2 0
Felipe Paz
Felipe Paz 09.02.2019 17:07
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Os bancos em vez de baixarem seus juros finais ficam só especulando para que baixem a selic para poderem lucrar mais. Palhaçada
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Flavio Linz de Azevedo
Flavio Linz de Azevedo 09.02.2019 13:17
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Falou o obvio... Pagar profisdional pra isso nem precisa
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