Garanta 40% de desconto
⚠ Alerta de Balanço! Quais ações estão prontas para disparar?
Veja as ações no nosso radar ProPicks. Essas estratégias subiram 19,7% desde o início do ano.
Não perca a lista completa

Juros: Taxas sobem pressionadas pelos Treasuries e ajustes antes da agenda semana

Publicado 26.02.2024, 15:36
Atualizado 26.02.2024, 18:42
© Reuters.  Juros: Taxas sobem pressionadas pelos Treasuries e ajustes antes da agenda semana

Os juros futuros fecharam a segunda-feira em alta, mais acentuada nos longos, afetados pelo ambiente externo e riscos fiscais. A pressão veio do avanço das taxas dos Treasuries e também de ajustes de posições antes da agenda carregada da semana, que contempla dados de inflação o Brasil e nos Estados Unidos. Alguns participantes do mercado atribuem ainda o ganho de inclinação ao desconforto com as contas públicas, após a divulgação do relatório da dívida pelo Tesouro.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 encerrou em 10,035%, de 10,006% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2026 subiu de 9,84% para 9,92%. O DI para janeiro de 2027 encerrou em 10,12%, na máxima, de 10,02%. O DI para janeiro de 2029 terminou com taxa de 10,54% (de 10,45% na sexta-feira). A liquidez esteve fraca ao longo da sessão, mas melhorou na reta final, especialmente até o trecho intermediário. Vale lembrar que nesta terça-feira tem IPCA-15 de fevereiro e leilão de NTN-B do Tesouro.

Durante o dia, na falta de um condutor forte para dar rumo às taxas, o mercado aproveitou para ajustar posições antes dos eventos da semana. "Aqui estava meio de lado, mas depois piorou e até antes que lá fora. É redução de posição de parte dos agentes", disse o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano, acrescentando que o ganho de fôlego dos juros dos Treasuries potencializou o movimento por aqui.

Os yields dos principais títulos norte-americanos avançaram, especialmente após leilões do Tesouro com demanda mais fraca. A taxa da T-Note de dez anos voltou a superar 4,30% nas máximas e a da T-Note de 2 anos, mais sensível à percepção sobre a política monetária de curto prazo, chegou perto dos 4,75%.

Internamente, o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, acrescenta que os números do Tesouro referentes à dívida pública em janeiro também pesaram sobre os negócios, com destaque para o avanço de 10,65% no custo médio em 12 meses e a queda de 17,22% no colchão de liquidez. "O Tesouro vai ter que recompor caixa com taxas mais altas", diz.

A reserva de liquidez caiu de R$ 982,3 bilhões para R$ 813,2 bilhões entre dezembro e janeiro. O índice de liquidez recuou de 7,57 para 7,10 meses. Mas ambos os indicadores devem melhorar nos próximos meses. O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges, destacou que é comum haver mais torres de vencimento no começo do ano, o que justifica a redução do colchão, reforçando que o índice de liquidez ainda tem folga em relação ao limite prudencial.

O estrategista-chefe da Warren Investimentos, Sérgio Goldenstein, acredita que a reserva de liquidez voltará a subir a partir de fevereiro, "tendo em vista que o volume de resgates da DPMFi entre fevereiro e junho totaliza apenas R$ 336 bilhões", com média mensal de R$ 67,2 bilhões neste período.

A agenda da semana começa a ganhar tração nesta terça-feira. Logo na abertura, já estará disponível o IPCA-15. A pesquisa do Projeções Broadcast aponta mediana de 0,82%, que seria muito acima dos 0,31% de janeiro. Em 12 meses, o consenso é de avanço para 4,53%, de 4,47% em janeiro, voltando, portanto a rodar ligeiramente acima do teto da meta de 4,50%.

Embora o Banco Central tenha indicado no comunicado do Copom de janeiro mais dois cortes de 0,5 ponto porcentual da Selic, a curva de juros já precifica 35% de probabilidade de desaceleração do ritmo para 0,25 ponto na reunião de maio, segundo Serrano. Para março, os DIs embutem queda de 50 pontos-base e para maio, 41 pontos. A curva aponta Selic de 9,70% no fim de 2024.

Últimos comentários

Instale nossos aplicativos
Divulgação de riscos: Negociar instrumentos financeiros e/ou criptomoedas envolve riscos elevados, inclusive o risco de perder parte ou todo o valor do investimento, e pode não ser algo indicado e apropriado a todos os investidores. Os preços das criptomoedas são extremamente voláteis e podem ser afetados por fatores externos, como eventos financeiros, regulatórios ou políticos. Negociar com margem aumenta os riscos financeiros.
Antes de decidir operar e negociar instrumentos financeiros ou criptomoedas, você deve se informar completamente sobre os riscos e custos associados a operações e negociações nos mercados financeiros, considerar cuidadosamente seus objetivos de investimento, nível de experiência e apetite de risco; além disso, recomenda-se procurar orientação e conselhos profissionais quando necessário.
A Fusion Media gostaria de lembrar que os dados contidos nesse site não são necessariamente precisos ou atualizados em tempo real. Os dados e preços disponíveis no site não são necessariamente fornecidos por qualquer mercado ou bolsa de valores, mas sim por market makers e, por isso, os preços podem não ser exatos e podem diferir dos preços reais em qualquer mercado, o que significa que são inapropriados para fins de uso em negociações e operações financeiras. A Fusion Media e quaisquer outros colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo não são responsáveis por quaisquer perdas e danos financeiros ou em negociações sofridas como resultado da utilização das informações contidas nesse site.
É proibido utilizar, armazenar, reproduzir, exibir, modificar, transmitir ou distribuir os dados contidos nesse site sem permissão explícita prévia por escrito da Fusion Media e/ou de colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo. Todos os direitos de propriedade intelectual são reservados aos colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo e/ou bolsas de valores que fornecem os dados contidos nesse site.
A Fusion Media pode ser compensada pelos anunciantes que aparecem no site com base na interação dos usuários do site com os anúncios publicitários ou entidades anunciantes.
A versão em inglês deste acordo é a versão principal, a qual prevalece sempre que houver alguma discrepância entre a versão em inglês e a versão em português.
© 2007-2024 - Fusion Media Limited. Todos os direitos reservados.