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Servidores paralisam serviços e fazem protesto por reajustes em semana decisiva para Orçamento

Economia18.01.2022 14:26
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2/2 © Reuters. Manifestação em frente ao Banco Central, em Brasília, para pressionar o governo a liberar reajustes salariais 18/01/2022. REUTERS/Ueslei Marcelino 2/2

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) - Com o prazo para sanção do Orçamento de 2022 pelo presidente Jair Bolsonaro perto do fim, categorias de servidores públicos federais promovem nesta terça-feira manifestações nas ruas de Brasília e a paralisação de atividades em movimento para pressionar o governo a liberar reajustes salariais.

Os atos, com participação prevista de ao menos 40 categorias dos três Poderes, segundo entidades representativas, somam-se ao movimento de carreiras que estão entregando cargos de chefia e limitando a prestação de serviços.

Estão previstas duas manifestações em Brasília nesta terça. A primeira teve início às 10h em frente à sede do Banco Central. Às 14h, o protesto estará na Esplanada dos Ministérios, com parada final na pasta da Economia.

De acordo com o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, o movimento foi inicialmente planejado para reunir categorias do Poder Executivo, mas acabou ampliado.

“Temos participação de servidores do Judiciário e do Legislativo, além do Ministério Público –sobretudo nas funções administrativas-- e da Defensoria Pública. É uma adesão muito forte já na primeira manifestação. Esperamos que abra o canal de diálogo com o governo”, disse ele à Reuters.

Segundo ele, entre as carreiras que aderiram ao protesto, estão servidores de órgãos como Banco Central, Tesouro Nacional, Ministério de Relações Exteriores e agências reguladoras, além de auditores fiscais da Receita, do trabalho e agropecuários.

No Banco Central, por exemplo, o ato prevê paralisação de atividades entre 10h e 12h desta terça-feira. A estimativa do Sindicato Nacional dos Funcionários do BC (Sinal) apontava para uma adesão de 50% dos servidores da autarquia, com possível suspensão de serviços como atendimento ao público, distribuição de cédulas e moedas, prestação de informações ao sistema financeiro e acesso a sistemas informatizados.

De acordo com o sindicato, que também vem promovendo entrega de postos de chefia, a prestação de serviços considerados essenciais está mantida.

No caso da Receita Federal, além da presença nas manifestações, pelo menos 1.200 servidores pediram exoneração de cargos comissionados. O órgão ainda passa por uma operação-padrão, com redução das atividades nos postos aduaneiros, o que tem provocado filas para o despacho de produtos nas alfândegas.

A entrega de cargos na Receita inclui postos de conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que decide em segunda instância processos administrativos em temas tributários e aduaneiros. Por conta do movimento, o órgão anunciou a suspensão de todas as sessões de julgamento do mês de janeiro.

Os sindicatos buscam abertura do governo para negociação e afirmam que poderão promover novos protestos e debater a realização de uma greve se as conversas não avançarem.

ORÇAMENTO DE 2022

O gatilho que deflagrou os movimentos foi a autorização dada pelo governo, a pedido de Bolsonaro, para reajustar salários de policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários. A medida gerou insatisfação em outras carreiras, que estão com remuneração congelada no atual mandato e não foram beneficiadas pela atual decisão.

No Orçamento deste ano aprovado pelo Congresso, foi reservado 1,7 bilhão de reais para conceder o aumento às categorias de segurança pública. O governo afirma que ainda não foi batido o martelo sobre o tema.

O presidente tem até sexta-feira (21) para decidir sobre a sanção do projeto de Orçamento de 2022. O texto, segundo cálculos da equipe econômica, subestima gastos com pessoal e despesas de ministérios. Por isso, além de não haver espaço para novos reajustes, o Palácio do Planalto avalia fazer um veto de até 9 bilhões de reais para fechar as contas.

No encerramento de 2021, o ministro Paulo Guedes vinha criticando publicamente servidores que estão demandando reposição salarial sob o argumento que a distribuição de um benefício generalizado criaria pressão sobre a inflação e o endividamento do governo. Nas últimas semanas, porém, o ministro não fez mais declarações públicas sobre o tema.

Nos bastidores, a equipe econômica tem se posicionado contra a concessão de aumentos, justificando que dar o reajuste a carreiras específicas deve gerar uma reação em cadeia com intensificação de pedidos e protestos de outras categorias do funcionalismo.

(Por Bernardo Caram)

Servidores paralisam serviços e fazem protesto por reajustes em semana decisiva para Orçamento
 

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Comentários (30)
elton szweryda santos
elton szweryda santos 18.01.2022 16:51
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funcionário público é peso morto pro país
Mario Jorge
Mario Jorge 18.01.2022 16:04
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até entendo que jornalistas (ganham pouco, são mercadoria barata), obrem textículos ordinários e mentirosos... mas, bobalhões.... o que ganham com isso?
Mant Neuman
BombeirAristides 18.01.2022 15:46
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Aumento da PF é para calar a boca dos policiais de bem que estão vendo o Rei da Rachadinha ridicularizar a instituição que já foi orgulho do país. Cada investigação que chega perto da roubalheira dele, familiares e amigos, lá vem o 10 dedos trocar o delegado. O próprio diretor geral estava afastado da PF há 10 anos e possui mansão em Miami.... No mínimo estranho.
Tadeu Azevedo
Tadeu Azevedo 18.01.2022 15:43
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Tem que aumentar o salário da PF mesmo, o quanto eles trabalharam para prender os bandidos do PT!!!
Mario Jorge
Mario Jorge 18.01.2022 15:43
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só para esclarecer que governos de esquerda no Brasil produziram 13 milhões de desempregados...  foi um dos grandes sucessos, além da maior corrupção da história da humanidade
Mant Neuman
BombeirAristides 18.01.2022 15:39
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Em um país de 13 milhões de desempregados, o Rei da Rachadinha tem coragem de aumentar o próprio salário, o salário dos milicos com cargo cívil e, agora, tentar aumentar as mordomias de uma das únicas classes que teve aumento real de salário nos últimos anos, a PF.
Tadeu Azevedo
Tadeu Azevedo 18.01.2022 15:39
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Tem que aumentar o salário da PF mesmo, o quanto eles trabalharam para prender os bandidos do PT!!!
Mant Neuman
BombeirAristides 18.01.2022 15:37
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A Bozolandia gosta mesmo é de cargo comissionado e de confiança. Um bando de incompetentes vagabundos que só servem para roubalheira de seu bandidinho de estimação e troca de favores. Entra Lula, os cargos são preenchidos com sindicalistas e centrão. Entra Bozo, os cargos são preenchidos com milicos e centrão. Uma beleza!!!
Mario Jorge
Mario Jorge 18.01.2022 15:33
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talvez meu vizinho tenha razão...
Mario Jorge
Mario Jorge 18.01.2022 15:28
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os regimes esquerdistas deram certo em todos os países... estimulam o turismo externo (quando conseguem escapar)...  só o Brasil recebeu 650.000 turistas da venezuela...
Benicio Zanardi
Benicio Zanardi 18.01.2022 15:26
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O que foi criado de cargo comissionado não é brincadeira não, encontramos muitos deles por aqui em plena campanha, precisamos de uma reforma administrativa e política para acabar com privilégios, rachadinhas, mordomias que fizeram parte de TODOS os governos, mas o pior de todos foi sem dúvida o PT.
 
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