Últimas Notícias
0
Versão sem anúncios. Atualize sua experiência no Investing.com. Economize até 40% Mais detalhes

Consumidores da zona do euro ficam em choque com aumento nas contas de energia

Ações18.01.2022 10:15
Salvo. Ver Itens salvos.
Este artigo já foi salvo nos seus Itens salvos
 
© Reuters. Linhas de alta tensão e turbinas eólicas em Pedrola, na Espanha 12/12/2021 REUTERS/Albert Gea

Por Francesco Canepa

FRANKFURT (Reuters) - Quando Christian Hurtz abriu sua conta de luz pouco antes do Ano Novo, seu queixo caiu: o valor mais que triplicou em relação à tarifa que pagava inicialmente.

O desenvolvedor de software de 41 anos de Colônia, na Alemanha, é um dos milhões de europeus que viram seus custos de energia dispararem, já que fornecedores ou faliram devido aos aumentos nos preços do gás ou os repassaram para os clientes.

"No começo eu pensei que era o valor para três meses", disse Hurtz, cuja conta veio de um provedor substitutivo, depois que sua própria empresa de energia parou de fornecer.

"Quando percebi que eles queriam aquilo todo mês, meu queixo caiu. Isso estragou um pouco minhas férias de Natal", disse ele à Reuters.

Em 2020, as famílias da zona euro gastaram em média 1.200 euros com gás e eletricidade. Esse número deve aumentar para 1.850 euros neste ano, segundo analistas do BofA (NYSE:BAC), à medida que as tensões geopolíticas elevam os preços do gás natural, o que a escassa oferta de energia a partir de fontes renováveis não consegue acompanhar.

"BOOM" DO CONSUMIDOR?

Para este ano, a expectativa era de que os gastos do consumidor impulsionariam o crescimento econômico após dois anos de demissões e lockdowns da Covid-19.

O Banco Central Europeu (BCE) disse em dezembro esperar que a economia da zona do euro cresça 4,2% em 2022, impulsionada por uma alta de 5,9% no consumo privado.

Mas os custos mais altos de energia, que estão afetando as famílias em casa e nos postos de gasolina --com o petróleo subindo pela metade e os preços do gás natural no atacado quadruplicando em um ano--, estão colocando essas previsões em xeque.

A energia normalmente responde por pouco mais de 6% do consumo privado na zona do euro, mas isso pode aumentar para 8% a 10% como resultado dos preços mais altos, de acordo com estimativas do ING, reduzindo o que está disponível para gastar em outros bens.

O impacto no crescimento deve ser significativo.

"Se os aumentos de preços vêm de uma demanda maior, eles são menos prejudiciais", disse Miguel Cardoso, do BBVA (MC:BBVA) Research. "A situação atual não é assim. Estamos vendo um choque negativo de oferta."

Algumas pessoas já começaram a apertar os cintos.

"É preciso realmente reduzir", disse Hurtz. "Chegou ao ponto em que é preciso se perguntar se ainda posso comprar aquele queijo ou se devo comprar um de mais baixa qualidade."

(Reportagem adicional de Gavin Jones em Roma, Belen Carreno em Madri, Rene Wagner em Berlim, Leigh Thomas em Paris, Angeliki Kotantou em Atenas, Stephen Jewkes em Milão, Bart Meijer em Amsterdã e Nina Chestney em Londres)

Consumidores da zona do euro ficam em choque com aumento nas contas de energia
 

Artigos Relacionados

Adicionar comentário

Diretrizes para Comentários

Nós o incentivamos a usar os comentários para se engajar com os usuários, compartilhar a sua perspectiva e fazer perguntas a autores e entre si. No entanto, a fim de manter o alto nível do discurso que todos nós valorizamos e esperamos, por favor, mantenha os seguintes critérios em mente:

  • Enriqueça a conversa
  • Mantenha-se focado e na linha. Só poste material relevante ao tema a ser discutido.
  • Seja respeitoso. Mesmo opiniões negativas podem ser enquadradas de forma positiva e diplomática.
  • Use estilo de escrita padrão. Incluir pontuação e letras maiúsculas e minúsculas.
  • NOTA: Spam e/ou mensagens promocionais ou links dentro de um comentário serão removidos.
  • Evite palavrões, calúnias, ataques pessoais ou discriminatórios dirigidos a um autor ou outro usuário.
  • Somente serão permitidos comentários em Português.

Os autores de spam ou abuso serão excluídos do site e proibidos de comentar no futuro, a critério do Investing.com

Escreva o que você pensa aqui
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
Postar também no :
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Obrigado pelo seu comentário. Por favor, note que todos os comentários estão automaticamente pendentes, em nosso sistema, até que aprovados por nossos moderadores. Por este motivo, pode demorar algum tempo antes que o mesmo apareça em nosso site.
Comentários (2)
Marcelo Pacheco
Marcelo Pacheco 19.01.2022 9:58
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
A resposta a esse problema é simples, como não fazem mais investimentos em fontes de energia nuclear, a conta chegou. A dependência do gás da Rússia deu nisso.
Joao Maximiliano Roa
Joao Maximiliano Roa 18.01.2022 10:21
Salvo. Ver Itens salvos.
Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
tudo culpa do Bolsonaro....
 
Tem certeza que deseja excluir este gráfico?
 
Postar
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Anexar um gráfico a um comentário
Confirmar bloqueio

Tem certeza de que deseja bloquear %USER_NAME%?

Ao confirmar o bloqueio, você e %USER_NAME% não poderão ver o que cada um de vocês posta no Investing.com.

%USER_NAME% foi adicionado com êxito à sua Lista de bloqueios

Já que acabou de desbloquear esta pessoa, você deve aguardar 48 horas antes de bloqueá-la novamente.

Denunciar este comentário

Diga-nos o que achou deste comentário

Comentário denunciado

Obrigado!

Seu comentário foi enviado aos moderadores para revisão
Cadastre-se com Google
ou
Cadastre-se com o e-mail