Investing.com - As ações do Santander Brasil (SA:SANB11) são negociadas com importante valorização de 3,81% a R$ 37,01 na jornada desta quarta-feira na B3 (SA:BVMF3). O mercado reage positivamente ao resultado trimestral divulgado na noite de ontem, com resultado acima do esperado. O banco foi o primeiro de grande porte a divulgar suas demonstrações financeiras no período.
O Santander Brasil teve forte crescimento do lucro no quarto trimestre, refletindo a redobrada aposta do banco no rentável negócio do crédito ao consumidor, que tem crescido na esteira da saída do país da recessão.
O maior banco estrangeiro no país anunciou ontem que seu lucro recorrente somou 2,752 bilhões de reais no período, alta de 38,4 por cento ante mesma etapa de 2016. Após despesas com ágio, o lucro societário do banco subiu 66,5 por cento por cento ano a ano, para 2,498 bilhões de reais.
Liderada por segmentos como consignado (+36,7 por cento), cartão de crédito (+18,1 por cento) e automotivo (+20 por cento), a carteira de crédito ampliada do grupo cresceu 7,8 por cento em 2017, para 347,9 bilhões de reais.
A instituição saiu na frente na aceleração do crédito ainda na primeira metade de 2017 e deu sequência ao movimento. O aumento dos volumes concedidos, combinado com maiores spreads --diferença entre o custo de captação e o valor cobrado de clientes -- fez as receitas com operações de crédito subirem 17,3 por cento ano a ano, para 6,5 bilhões de reais.
"A margem com clientes apresentou crescimento em função de maiores volumes e spreads", comentou o banco no relatório.
Em termos práticos, isso pode significar que o banco não repassou integralmente aos clientes a queda de seus custos de captação, considerando que a Selic está em 7 por cento ao ano, piso histórico.
O banco também viu suas receitas com tarifas crescerem 13,3 por cento ano a ano, para 4,24 bilhões de reais, apoiado sobretudo em maiores operações com cartões e adquirência. Na outra ponta, as despesas subiram 7,3 por cento na mesma comparação, para 5,18 bilhões de reais.
Um ponto negativo do balanço foi o resultado de crédito de liquidação duvidosa, que mostra as despesas com provisões para calotes, menos os valores recuperados e que já tinham sido baixados a prejuízo.
O resultado dessa linha foi negativo em 2,656 bilhões de reais no trimestre, alta de 9,3 por cento na comparação sequencial, embora tenha caído 0,9 por cento ano a ano, influenciado, segundo o banco, por um caso pontual no segmento grandes empresas.
Esse mesmo evento fez o índice de inadimplência do banco subir 0,3 pontos percentual entre setembro e dezembro, para 3,2 por cento. No fim de 2016, o índice era de 3,4 por cento.
O NPL formation, espécie de prévia do que tende a acontecer com o índice de inadimplência nos trimestre seguintes, subiu de 1,3 para 1,4 por na passagem do terceiro para o quarto trimestre, também refletindo o caso pontual de uma grande empresa, afirmou o Santander Brasil.
Com Reuters