WASHINGTON (Reuters) - O próximo assessor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá autonomia sobre funcionários e decisões-chave, informou a Casa Branca neste domingo, à medida que busca preencher a vaga deixada após a turbulenta saída de Michael Flynn.
Trump demitiu Flynn, general da reserva do Exército, na segunda-feira após ser revelado que ele discutiu sanções norte-americanas contra a Rússia com o embaixador russo em Washington antes da posse de Trump e depois enganou o vice-presidente Mike Pence sobre as conversas.
A primeira escolha de Trump para o cargo, o vice-almirante Robert Harward, recusou citando questões familiares e financeiras. Outra possível escolha, David Petraeus, general aposentado e ex-chefe da CIA que renunciou em 2012 por um caso extraconjugal, não está mais na lista do presidente.
Fontes familiares aos pensamentos dos candidatos disseram que ambos queriam controle sobre membros da equipe e Trump estava relutante em garantir esta autoridade.
O chefe de gabinete da Casa Branca, Reince Priebus, negou relatos de que Harward e Petraeus queriam mais controle do que Trump estava preparado para dar e disse em entrevista ao programa "Fox News Sunday with Chris Wallace" que o novo assessor "pode fazer o que ele ou ela quiser com os funcionários".
Ele disse que o assunto nunca surgiu em discussões com Harward e que "não seguiu realmente o caminho" com Petraeus.
Trump deve entrevistar quatro candidatos para assessor de segurança nacional neste domingo em seu resort na Flórida. "Tomarei a decisão durante os próximos dias", disse Trump a repórteres no avião presidencial, o Air Force One.
O assessor de segurança nacional é um assessor independente ao presidente e não precisa de confirmação do Senado norte-americano. A função varia durante governos, mas o assessor participa de encontros do Conselho de Segurança Nacional, ao lado dos chefes do Departamento de Estado, Departamento de Defesa e principais agências de segurança.
(Por Andy Sullivan and Sarah N. Lynch)