O governo decidiu aceitar o convite do fórum de discussão da OPEP+, integrando uma carta de cooperação entre países produtores e aliados do petróleo. A OPEP+ é um grupo de 23 países que reúnem os 13 membros da OPEP e mais 10 países não-membros, mas que são importantes produtores de petróleo.
Objetivo:
O principal objetivo do Brasil ao ingressar na OPEP+ é ampliar sua influência no cenário global do setor energético e, ao mesmo tempo participar de um fórum de dialogo onde possa debater estratégias relativas à transição energética. Em outras palavras, o governo ve na adesão uma oportunidade para:
- Fortalecer sua posição internacional: Ao se associar a grandes produtores, o Brasil pode ter mais voz em negociações e decisões que impactam os preços e a oferta global do combustível;
- Debater a transição energética: Mesmo sendo um grande produtor, o país pretende mostrar seu compromisso com a discussão sobre alternativas e a modernização de sua matriz energética, equilibrando interesses fosseis e renováveis;
- Manter sua autonomia: A adesão é de caráter consultivo e não impõe obrigações vinculantes, isso permite que o Brasil continue definindo sua política energética de acordo com seus interesses nacionais.
Criticas:
Essa decisão tem sido fortemente criticada por ambientalistas e entidade como o IPAM e o Greenpeace. Eles argumentam que, em um país que possui uma matriz energética relativamente limpa e que sediará a COP30 (30° conferência das partes COP da convenção-quadro das nações unidas sobre mudanças climáticas UNFCCC). A entrada nesse fórum reforça a continuação da dependência do combustível fóssil, representando um retrocesso na agenda climática.