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Resumo semanal de renda fixa

Publicado 08.05.2023, 14:15
Atualizado 09.07.2023, 07:32

A semana de decisões de política monetária no Brasil, EUA e Europa foi de queda significativa das taxas de juros futuros ao longo de toda a curva.

Os principais vetores que ditaram o comportamento dos juros domésticos foram: 

  • A percepção de suavização no comunicado do Copom sobre a eventual necessidade de alta adicional nos juros;

  • O alívio dos temores com o setor bancário dos EUA. A recuperação das ações de bancos médios com altas de até 70%, caso do PacWest, atestam isso;

  • Os dados fortes do relatório de empregos americano, o payroll, de abril, que foram lidos como um sinal de que o aperto monetário não deve levar os EUA a uma recessão e sim a um "pouso suave", algo visto como positivo;

  • O consenso do mercado de que o Fed pode parar com o aperto monetário na próxima reunião e que o Copom poderá começar a cortar a Selic no segundo semestre;

  • A desaceleração do ritmo de aperto monetário para 25 pontos-base do Banco Central Europeu (BCE) passando a visão de que a crise bancária pode diminuir a perspectiva de crescimento dos países desenvolvidos;

  • O Fed aumentando os juros em 0,25 pp como amplamente precificado e sinalizando uma pausa no aperto em junho, em um comunicado lido como dovish, devido a retirada do trecho em que o colegiado afirmava antecipar aumentos adicionais dos juros. Na coletiva, o presidente do Fed, Jerome Powell, reconheceu que os EUA podem estar perto ou já no fim do ciclo de aperto, mas que isso será avaliado na próxima reunião;

  • O avanço das encomendas à indústria americana em ritmo mais lento que as estimativas;

  • E a queda dos preços do petróleo, que tem potencial desinflacionário.

Fizeram o contraponto, mas não impediram o fechamento da curva de juros:

  • Os dados do payroll de abril, que mostrou criação de 253 mil postos de trabalho, acima da mediana de 185 mil, e aumento dos salários além do esperado;

  • E o tom do comunicado do Copom de maio, que manteve a taxa Selic em 13,75% pela sexta reunião consecutiva, sugerindo que não há espaço para corte dos juros nos próximos meses. No texto, o BC destacou que terá "paciência e serenidade" na condução da política monetária.

Fatores que foram considerados de menor potencial para influenciar o movimento da curva de juros:

  • A medida do governo que eleva a faixa de isenção do imposto de renda da pessoa física para quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.640) acendeu o alerta sobre possível impacto na inflação à frente. 

No Relatório de Mercado Focus (8), a projeção para o IPCA deste ano passou de 6,05% para 6,02%, bem acima do teto da meta (4,75%). Para 2024, horizonte cada vez mais relevante para a estratégia de convergência à inflação do BC, a projeção passou de 4,18% para 4,16%, acima do centro da meta (3,00%). 

A conferir o que estará no radar do mercado.

No Brasil

  • A ata da última reunião do Copom na terça-feira (9);

  • Os dados da produção industrial de março na quarta-feira (10);

  • Os resultados fiscais do País em abril também na quarta-feira (10);

  • O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, indicador de inflação referência do Banco Central para as metas de inflação, na sexta-feira (12);

  • Os novos diretores do BC; 

  • a viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao G7, no Japão. Na agenda, está uma reunião bilateral com a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, 

Nos EUA

  • O índice de preços ao consumidor (IPC) de abril na quarta-feira (10).

O dólar no mercado à vista encerrou a sessão da sexta-feira (5) cotado a R$ 4,9436, terminando a semana em baixa de 0,88% e desvalorização acumulada no ano de 6,37%.

Os principais fatores que influenciaram o preço da moeda americana no mercado doméstico de câmbio foram:

  • A entrada de fluxo (comercial e financeiro) para ativos locais;

  • O desconforto com a situação fiscal doméstica, na esteira da edição de Medida Provisória (MP) que taxa os rendimentos de aplicações de brasileiros no exterior para compensar o que vai deixar de arrecadar com o aumento da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos;

  • Os dados fortes do mercado de trabalho americano, o payroll, mostrando resiliência da economia americana ao aperto monetário, o que amplia a probabilidade de que os juros fiquem em território restritivo por mais tempo, mas reduz a chance de recessão;

  • A fala do presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, de que o cenário-base da instituição não é de recessão, mas de "pouso suave" da economia americana. Afirmou também não acreditar que o mercado de trabalho aquecido se traduz necessariamente em alta da inflação;

  • As expectativas melhores de crescimento do PIB do País; 

  • A queda da atividade no setor de serviços da China em abril. O índice de gerentes de compras (PMI) de serviços da China recuou de 57,8 em março para 56,4 em abril, segundo pesquisa da Caixin com a S&P Global. O PMI composto chinês, que engloba serviços e indústria, diminuiu de 54,5 para 53,6 no mesmo período; 

  • E os comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendendo alteração da meta de inflação do País, saindo do modelo de calendário (com período de 12 meses para cumprimento como funciona hoje) para um modelo contínuo. Em junho, o CMN vai discutir a meta de inflação para 2026.

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