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Brasil deve crescer 5% em 2021 e 1,4% em 2022, projeta OCDE; crise hídrica e fiscal são ameaça

Dados Econômicos 01.12.2021 15:16
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© Reuters. Consumidores fazem compras em rua comercial de São Paulo 21/12/2020 REUTERS/Amanda Perobelli

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 5% este ano e desacelerar para 1,4% em 2022, projetou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira, alertando para a crise hídrica e as incertezas fiscais domésticas como riscos ao desempenho da economia.

"Após uma onda muito grave da pandemia no início do ano, a economia brasileira reagiu e se recuperou de forma impressionante entre o segundo e o terceiro trimestres do ano, à medida que a campanha de vacinação progrediu e as restrições à atividade foram levantadas", disse Priscilla Fialho, economista para Brasil da OCDE, a jornalistas, após a divulgação do relatório de perspectivas econômicas da organização.

"No entanto, essa recuperação está perdendo força", alertou a especialista, destacando sinais de fraqueza mesmo em setores que têm se saído bem nos últimos meses, como o de serviços.

Segundo o relatório da OCDE, isso se deve a gargalos na cadeia de oferta, baixo poder aquisitivo da população, inflação e juros mais altos e incertezas na política econômica.

Ainda assim, as projeções da OCDE divulgadas nesta quarta-feira vieram consideravelmente mais otimistas do que as medianas das estimativas na pesquisa semanal Focus, do Banco Central, realizada com economistas. O último levantamento apontava crescimento econômico de 4,78% em 2021 e de apenas 0,58% em 2022.

Mas "existem riscos importantes de baixa para (nossa) previsão" para o ano que vem, alertou a OCDE, citando possibilidade de que a crise hídrica se arraste por mais tempo do que o esperado -- o Brasil vive o pior período úmido nas áreas das hidrelétricas em mais de 90 anos -- e a ameaça de um crescimento abaixo das expectativas na China, principal parceira comercial do Brasil.

Além disso, "a incerteza política prolongada e o aumento do risco fiscal podem minar a credibilidade das regras fiscais, desancorar as expectativas de inflação e reduzir o crescimento do investimento" no Brasil, afirmou a organização.

O governo de Jair Bolsonaro tem pressionado por mais gastos com benefícios sociais no ano que vem, quando o presidente deve tentar a reeleição, e busca financiar Auxílio Brasil de pelo menos 400 reais por família. Para custeá-lo, o governo conta com a aprovação da PEC dos Precatórios pelo Congresso.

A proposta, que altera o prazo de correção do teto de gastos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), abriria espaço nas contas públicas para o ano que vem, mas é amplamente vista como prejudicial à credibilidade fiscal do país, já que modificaria a principal âncora para os gastos do governo.

A OCDE defendeu que o Estado brasileiro precisa melhorar a eficiência do gasto público.

"Mais de 90% do orçamento agora é determinado por lei, o que realmente reduz muito a flexibilidade do governo para responder a potenciais choques no futuro e deixa pouco espaço para novos programas e reformas estruturais", disse Fialho em resposta a pergunta da Reuters.

Esse tipo de mudança estrutural deveria almejar "reduzir a rigidez orçamentária, revisando por exemplo as vinculações de receitas, metas de gastos obrigatórios e regras de indexação", afirmou a economista.

Álvaro Pereira, diretor do departamento de economia da OCDE, afirmou que "não temos dúvidas de que o Brasil poderá fazer esse tipo de reforma", apesar de incertezas políticas, citando progresso recente do país na aprovação de outros remodelamentos estruturais, como a reforma da previdência.

INFLAÇÃO E JUROS

A OCDE mencionou em seu relatório preocupações com a inflação elevada no Brasil, afirmando que fatores globais ajudam a explicar o aumento da pressão sobre o consumidor, em meio à valorização das commodities e gargalos na cadeia de abastecimento.

Mas o órgão internacional também culpou a crise hídrica brasileira pela disparada dos preços, uma vez que tem afetado os preços de energia. "A incerteza quanto às políticas econômicas e o aumento do risco fiscal também afetam o câmbio, elevando a inflação importada", acrescentou a OCDE.

Dados da semana passada mostraram que, nos 12 meses até novembro, o IPCA-15, considerado prévia da inflação brasileira, acumulou alta de 10,73%, ficando bem acima do teto da meta oficial de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Mesmo assim, "projeta-se que o aperto contínuo da política monetária ao longo de 2022 contenha a dinâmica da inflação e mantenha ancoradas as expectativas" sobre os aumentos de preços, apontou o relatório da OCDE, embora Fialho tenha ressaltado a jornalistas que "há lapsos de tempo entre a ação do Banco Central e resultados em termos de estatísticas na inflação e nas expectativas de inflação".

Atualmente, a taxa básica de juros Selic está em 7,75% ao ano, após o Banco Central elevá-la em 1,5 ponto percentual em seu último encontro de política monetária. Custos mais altos dos empréstimos ajudam a esfriar os gastos do consumidor, o que, consequentemente, tende a segurar a inflação.

"A ação do BC já foi significativa nos últimos meses", afirmou Fialho.

Brasil deve crescer 5% em 2021 e 1,4% em 2022, projeta OCDE; crise hídrica e fiscal são ameaça
 

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Comentários (32)
anthony mimi
anthony mimi 02.12.2021 2:40
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"Saudações a todos e um feliz Natal antecipadamente. Contate-nos agora mesmo com nosso e-mail abaixo se você precisar de um empréstimo urgente por qualquer motivo financeiro, se sim, envie-nos um e-mail agora para (clara-morgan@outlook.com) para mais informações sobre esta transação de empréstimo. Atenciosamente Sra. Clara Morgan
RICARDO HEINECK
RICARDO HEINECK 01.12.2021 23:52
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vão errar de novo, como sempre
José Artur Medina
José Artur Medina 01.12.2021 17:02
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Construção civil continuará sendo o carro chefe do governo e o incremento do pib que a atividade consegue, como a China mostrou ao mundo.
José Artur Medina
José Artur Medina 01.12.2021 17:00
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quem aposta contra  o Brasil vai quebrar a cara. Apostaram que cairíamos mais que todos, caímos menos que o Reino Unido, vacinamos mais que a maioria dos países do mundo (EUA e Rússia) 2022 vamos crescer de novo 5,5%. A não ser que alguma tragédia aconteça como o candidato dos banqueiros (Eucariotes/rei da gravatinha ganhe) nesse caso a Selic volta a ser o bolsa banqueiro, assim como o patrimonialismo retorna com força total e que se exploda a criação de empregos que deu suporte a este governo.
Rafael Silva
Rafael Silva 01.12.2021 15:22
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xp não tem mais credibilidade no mercado brasileiro
Rafael Silva
Rafael Silva 01.12.2021 15:21
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xp não tem mais credibilidade nenhuma, picaretagem pura
tutti iak
tutti iak 01.12.2021 14:19
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Agronegócios só e bom para turma de latifundiários,  são péssimo para população em geral, agronegócios estão crescendo com o ritmo acelerado, enquanto nossos alimentos e proteínas ficam cada vez mais caros. A crise hídrica foi causada pelos agronegócios, segundo estimativo, mais de 80% de recurso hídrico foram gastos pelos agronegócios e deixando 95% de população ficam sem água e energia elétrica cara. Isso precisa ser mudado. O recurso de água é de todos cidadãos, Se agronegócios gastam excessiva nossos recursos em comum, têm de nos recompensar de uma maneira ou outra. Não podemos pagando recursos hídrica e energética caras e ainda com alimentos caros. Qual é meu? Só no nois?
José Artur Medina
José Artur Medina 01.12.2021 14:19
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Você é vítima de Paulo Freire, pra falar uma bobagem dessas, o lado bom é que tu não tens peito pra assinar esse tipo de bobagem.
José Artur Medina
José Artur Medina 01.12.2021 14:19
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Nem tudo está perdido
Daniel Freiberger
Daniel Freiberger 01.12.2021 13:04
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Se o Dólar aumentou 30% e teve 30% de inflação. Estamos ainda no negativo. Simples assim. PIB SEM GANHO REAL.
Rafael Silva
Rafael Silva 01.12.2021 13:04
Salvo. Ver Itens salvos.
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30% DE INFLAÇÃO? KKKKK ENTENDE PRA KRL VC
Pedro Pontes
Pedro Pontes 01.12.2021 12:58
Salvo. Ver Itens salvos.
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XP errou de novo
Fabio Piloto
Fabio Piloto 01.12.2021 12:21
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Em 2020 foi o mesmo pessimismo e passaram vergonha, não aprenderam então vão precisar de nova lição! Todas as estatais agora capitalizadas anunciaram investimentos recordes em 2022, o mesmo ocorre nas empresas privadas como exemplo a Vale, até a BMW anunciou investimentos, só no 5G serão bilhões e outros $350bi na infraestrutura…
 
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