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Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta quinta-feira, 6/2

Publicado 06.02.2020, 08:30
Atualizado 06.02.2020, 13:54
© Reuters.
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Por Geoffrey Smith

Investing.com - A China diz que cortará tarifas sobre algumas importações dos EUA, provocando mais ganhos nas bolsas globais. No lado da saúde, a disseminação do coronavírus parece estar diminuindo, de acordo com os dados mais recentes sobre mortes e novas infecções.

Os mercados de petróleo reagiram com cautela aos relatos de que a Opep e seus aliados podem cortar outros 600.000 barris por dia para restabelecer o equilíbrio do mercado mundial de petróleo.

Christine Lagarde alertou o Parlamento Europeu que o BCE está ficando sem opções para mais políticas de estímulos. E é claro que há muito mais balanços corporativos chegando mais tarde.

Aqui está o que você precisa saber nos mercados financeiros nesta quinta-feira, 6 de fevereiro.

1. China corta tarifas sobre importações dos EUA

A China disse que vai cortar tarifas em sobre um valor total de importação de US$ 75 bilhões dos EUA a partir de sexta-feira, cumprindo a reversão parcial das tarifas dos EUA sobre produtos chineses, que os dois lados concordaram no mês passado.

Embora o movimento tenha sido o esperado e dificilmente tenha mexido com o preço de commodities afetadas, como soja e petróleo, ele concretiza a recente trégua entre os dois e apoia as esperanças de que o maior impacto sobre a economia global desapareça este ano.

As notícias ofuscaram indícios de outras partes da imprensa chinesa de que o governo pode tentar usar o surto de coronavírus como uma desculpa para não comprar todo o volume de mercadorias dos EUA com o qual concordou em janeiro.

Enquanto isso, o maior comprador de gás da China, CNOOC, declarou força maior em contratos para importação de gás liquefeito gás natural, reflexo do colapso da demanda industrial após o fechamento prolongado das fábricas chinesas devido ao surto.

2. Maioria dos mercados globais ampliam a recuperação de riscos

As manchetes sobre os cortes nas tarifas foram o necessário para justificar outra alta nas bolsas globais de um dia para o outro. Os principais índices de ações da China aumentaram entre 1,4% e 2,8%, enquanto o Euro Stoxx 600 atingiu uma nova máxima histórica de todos os tempos, antes de realizar parte dos ganhos.

No entanto, operadores de commodities e moedas de mercados emergentes ficaram menos impressionados. Os contratos futuros de petróleo zeraram os ganhos iniciais, depois de relatos de que a China também está tentando cortar as compras de petróleo da Arábia Saudita devido ao impacto do coronavírus na demanda local, em meio a relatos de que as refinarias reduziram a produtividade.

Os futuros do cobre também só andavam de lado, enquanto havia melhores ofertas para metais de porto-seguro como o ouro e prata do que para os industriais, como alumínio e níquel.

O vírus em si continua a se espalhar, embora a incidência de novos casos e o número de mortos estejam aumentando mais lentamente do que em qualquer outro momento do surto. "A taxa de tendência de aumento está diminuindo", disse Ian Shepherdson, economista-chefe da Pantheon Economics, em Londres.

3. Autoridades da Opep+ recomendam cortes adicionais na produção de petróleo

Os maiores exportadores de petróleo do mundo devem cortar sua produção ainda mais profundamente, a fim de restaurar o equilíbrio de um mercado global com excesso de oferta, sofrendo com o impacto do coronavírus.

Os relatórios da Newswire sugeriram que os especialistas técnicos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, incluindo a Rússia, recomendariam cortes adicionais no fornecimento de 600.000 barris por dia. Isso se compara a uma estimativa da BP no início desta semana de que o vírus poderia destruir uma média de 400.000 b/d ao longo do ano.

No entanto, não ficou claro se o governo da Rússia apoiaria a ação. A Rússia argumentou que os produtores de xisto dos EUA deveriam suportar mais o esforço de equilibrar o mercado, aumentando sua produção consideravelmente às custas do cartel no ano passado.

4. Bolsas devem abrir em alta; Qualcomm decepciona, balanços de Philip Morris, Uber serão divulgados.

As bolsas de valores dos EUA devem abrir com alta modesta após um grande salto na quarta-feira, ajudado pela continuação do rali nos mercados estrangeiros.

Às 8h30, o Dow 30 futuros subia 112 pontos, ou 0,4%, com o Nasdaq 100 futuros em alta semelhante e o S&P 500 em ligeiramente atrás com um aumento de 0,3%

Após sinalizar nesta quarta-feira, a fabricante de chips Qualcomm (NASDAQ:QCOM) reduziu seu guidance no ano até setembro, citando o potencial impacto do coronavírus. A Yum China Holdings também disse que fechou temporariamente mais de 30% de seus 9.000 pontos de venda devido ao surto.

A lista de balanços do dia é liderada por Philip Morris (NYSE:PM) e Bristol-Myers Squibb (NYSE:BMY), com atualizações também para Cigna (NYSE:CI), S&P Global, Estee Lauder (NYSE:EL) e T-Mobile. Uber (NYSE:UBER) e Wynn Resorts (NASDAQ:WYNN) vão divulgar seus dados após o fechamento.

5. Lagarde adverte sobre menor escopo de flexibilização; Pedidos de fábrica caem na Alemanha

A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse ao parlamento da UE que o ambiente atual de baixas taxas de juros deixou o banco com "escopo reduzido" para fornecer mais apoio à economia através de uma política monetária.

Suas palavras marcam uma mudança de ênfase em relação ao antecessor Mario Draghi, que nunca deixou de falar sobre a possibilidade de uma maior flexibilização, mesmo quando analistas externos lançavam dúvidas sobre os retornos decrescentes de suas extraordinárias medidas de estímulo.

Os comentários de Lagarde ocorreram após uma surpreendente queda de 2,1% nos pedidos de fábrica alemães em dezembro, deixando-os abaixo de 8% no ano e sugerindo que a queda na produção na maior economia da zona do euro ainda não seguiu seu curso. O euro ficou em US$ 1,1000.

Por Geoffrey Smith

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