Dólar recua depois de ganhos recentes por ata do Fed mais dura com inflação

Publicado 06.01.2022, 09:11
Atualizado 06.01.2022, 10:10
© Reuters. Notas de 100 dólares
28/08/2018
REUTERS/Marcos Brindicci

Por Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caía nesta quinta-feira, fazendo pausa depois de ter fechado numa máxima em duas semanas na véspera com a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, que mostrou postura mais dura das autoridades norte-americanas em relação à inflação.

Às 10:07 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,25%, a 5,6985 reais na venda, embora tenha chegado a tocar 5,7250 reais mais cedo, alta de 0,21%

Na B3 (SA:B3SA3), às 10:07 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,09%, a 5,7300 reais.

Na véspera, a moeda norte-americana à vista subiu 0,41%, a 5,7128 reais, maior patamar desde 21 de dezembro (5,7394 reais), tendo subido em todas as três primeiras sessões do ano. É normal, depois de sequências vários dias de ganhos ou perdas na divisa, haver movimentos de ajuste.

A moeda norte-americana rondava a estabilidade no exterior, com seu índice frente a uma cesta de pares fortes mostrando variação negativa de 0,02%, mas continuava perto de uma máxima desde julho de 2020 atingida em novembro do ano passado.

O dólar foi impulsionado globalmente na quarta-feira, depois que a ata da reunião de política monetária de 14 a 15 dezembro do banco central norte-americano mostrou que as autoridades podem aumentar os juros mais cedo do que o esperado e reduzir sua carteira geral de ativos para conter a inflação elevada.

"A alta de juros deverá acontecer antes do que os próprios membros esperavam e de maneira mais intensa", disse a equipe de macro e estratégia do BTG Pactual (SA:BPAC11) em relatório divulgado na quarta-feira.

Isso, combinado à possibilidade de diminuição do balanço do Fed, mantém expectativas de um dólar global mais forte e alta de juros pelo Fed já em março, disseram os especialistas do BTG, que esperam que o banco central norte-americano eleve os custos dos empréstimos quatro vezes em 2022.

Na manhã desta quarta-feira, os futuros dos juros dos EUA apontavam cerca de 80% de chance de alta da taxa básica do Fed a 0,25% na reunião de março da autoridade monetária.

Juros mais altos nos Estados Unidos são vistos como importante fator de impulso para o dólar porque elevam a rentabilidade dos títulos soberanos norte-americanos, considerados ativo muito seguro, o que tenderia a atrair mais recursos para a maior economia do mundo.

"Como se não bastasse" a sinalização mais dura do que o esperado do Fed, "por aqui ficou o clima de pessimismo sobretudo com as discussões sobre os gastos públicos e ao aumento das incertezas fiscais", disse em nota desta quinta-feira a Genial Investimentos.

Depois de o governo ter conseguido, por meio da PEC dos Precatórios, abrir espaço para mais gastos com ajuda financeira à população, servidores públicos de várias categorias têm pressionado a União a promover reajustes salariais, levantando temores sobre a saúde das contas públicas, apesar de melhora recente em dados fiscais.

O Banco Central fará neste pregão leilão de até 17 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 2 de março de 2022.

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