🔮 Melhor do que Buffett? Nosso Preço-Justo achou essa joia com +42% 5 meses antes deleLibere o preço-justo

Na contramão do exterior, dólar fecha em ligeira queda em dia de ajustes

Publicado 23.05.2024, 14:54
© Reuters.  Na contramão do exterior, dólar fecha em ligeira queda em dia de ajustes
EUR/USD
-
USD/BRL
-

Após trocas de sinal ao longo do dia, o dólar à vista encerrou a sessão desta quinta-feira, 23, em queda de 0,05%, cotado a R$ 5,1540. Mais uma vez, as oscilações foram bem contidas, com variação de pouco menos de quatro centavos entre a mínima (R$ 5,1263), pela manhã, e a máxima (R$ 5,1603), à tarde. Na semana, o dólar acumula valorização de 1,02%.

No exterior, a moeda norte-americana ganhou força em relação ao euro e à maioria das divisas emergentes e de países exportadores de commodities, em meio ao avanço das taxas dos Treasuries. Leituras preliminares de índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) acima do esperado em maio nos EUA esfriaram parte das apostas em corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em setembro.

O real, que costuma apanhar mais em movimentos de fortalecimento global do dólar, nesta quinta se safou da maré negativa. Ajustes de posições e movimentos de realização de lucros deram suporte à moeda brasileira, que tem, contudo, desempenho inferior a de seus pares tanto no mês quanto no ano.

"Temos um ajuste hoje, mas o clima ainda é de tensão, o que mantém o dólar acima de R$ 5,15. A percepção é de que o risco fiscal está se ampliando, o que aumenta o prêmio de risco", afirma o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.

Houve também um movimento de correção da alta de 0,77% ontem com diminuição dos ruídos sobre eventual mudança da meta de inflação. Na quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, causou desconforto ao dizer em audiência no Congresso que a atual meta é "exigentíssima".

Como ainda não foi publicado decreto regulamentado da meta contínua de inflação (3% ao ano), voltaram à baila temores de um BC mais leniente na gestão da política monetária a partir do ano que vem, quando o atual presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, será substituído por nome indicado pelo presidente Lula.

Fonte graúda da equipe econômica ouvida nesta quinta pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) afirmou que se o governo "quisesse alterar a meta de inflação, teria feito no ano passado". Em junho, o Conselho Monetário Nacional precisará confirmar a meta de 2025 e 2026, além de fixar a de 2027, caso o decreto com a alteração do regime não seja publicado.

Em evento pela manhã, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, reforçou o compromisso com a busca pela meta de inflação. Ele ressaltou que, apesar das divergências no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores concordaram que a política "deveria ser mais contracionista".

O economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, ressalta que o real tem um desempenho recente bem inferior a de seus pares, que apresentaram uma recuperação últimas semanas das perdas apresentadas em abril. A taxa de câmbio, diz Lima, já sofre o efeito de "questões idiossincráticas" do país.

"Não dá para culpar muito o ciclo de commodities ou dizer que o comportamento do dólar aqui é apenas reflexo de um fenômeno global. Há um aumento da percepção de risco local que mudou o nível da taxa de câmbio", afirma Lima, citando a troca no comando da Petrobras (BVMF:PETR4), o dissenso na última reunião do Copom e aumento da preocupação com a questão fiscal.

Apesar dos problemas locais, o economista ainda prevê taxa de câmbio mais perto de R$ 5,00 no fim do ano, com eventual corte de juros pelo Fed no segundo semestre abrindo espaço para um desempenho melhor das divisas emergentes. "O risco idiossincrático está cada vez mais claro, mas os fundamentos ainda seguram a taxa de câmbio. Não vejo uma disparada do dólar, a não ser que haja alguma mudança abrupta do cenário", afirma Lima.

Últimos comentários

Instale nossos aplicativos
Divulgação de riscos: Negociar instrumentos financeiros e/ou criptomoedas envolve riscos elevados, inclusive o risco de perder parte ou todo o valor do investimento, e pode não ser algo indicado e apropriado a todos os investidores. Os preços das criptomoedas são extremamente voláteis e podem ser afetados por fatores externos, como eventos financeiros, regulatórios ou políticos. Negociar com margem aumenta os riscos financeiros.
Antes de decidir operar e negociar instrumentos financeiros ou criptomoedas, você deve se informar completamente sobre os riscos e custos associados a operações e negociações nos mercados financeiros, considerar cuidadosamente seus objetivos de investimento, nível de experiência e apetite de risco; além disso, recomenda-se procurar orientação e conselhos profissionais quando necessário.
A Fusion Media gostaria de lembrar que os dados contidos nesse site não são necessariamente precisos ou atualizados em tempo real. Os dados e preços disponíveis no site não são necessariamente fornecidos por qualquer mercado ou bolsa de valores, mas sim por market makers e, por isso, os preços podem não ser exatos e podem diferir dos preços reais em qualquer mercado, o que significa que são inapropriados para fins de uso em negociações e operações financeiras. A Fusion Media e quaisquer outros colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo não são responsáveis por quaisquer perdas e danos financeiros ou em negociações sofridas como resultado da utilização das informações contidas nesse site.
É proibido utilizar, armazenar, reproduzir, exibir, modificar, transmitir ou distribuir os dados contidos nesse site sem permissão explícita prévia por escrito da Fusion Media e/ou de colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo. Todos os direitos de propriedade intelectual são reservados aos colaboradores/partes fornecedoras de conteúdo e/ou bolsas de valores que fornecem os dados contidos nesse site.
A Fusion Media pode ser compensada pelos anunciantes que aparecem no site com base na interação dos usuários do site com os anúncios publicitários ou entidades anunciantes.
A versão em inglês deste acordo é a versão principal, a qual prevalece sempre que houver alguma discrepância entre a versão em inglês e a versão em português.
© 2007-2024 - Fusion Media Limited. Todos os direitos reservados.