Louis Dreyfus diz que carga de farelo de soja retornou do porto para reprocessamento

Publicado 29.01.2025, 18:23
Atualizado 29.01.2025, 20:20
© Reuters. Sojan17/02/2020nREUTERS/Jorge Adorno

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) - Uma carga de farelo de soja da Louis Dreyfus Company destinada à exportação a partir do porto de Paranaguá, no Sul do Brasil, foi devolvida para reprocessamento em uma das fábricas da empresa, disse o processador de grãos à Reuters nesta quarta-feira.

A LDC se recusou a fornecer detalhes como o cronograma da recusa da carga, o tamanho da mesma ou seu destino, bem como a natureza do problema com o produto.

No entanto, uma pessoa com conhecimento do assunto disse que o farelo de soja da LDC foi enviado por caminhões para o porto, mas posteriormente rejeitado na semana passada por conter impurezas.

A capacidade do Brasil de rastrear cargas de commodities agrícolas está sob minucioso escrutínio depois que a China suspendeu cinco exportadores locais de soja, citando não conformidades de produtos no início deste mês.

"A Louis Dreyfus Company (LDC) esclarece que, com relação à carga citada, haja vista a inexistência de qualquer tipo de adulteração ou agentes nocivos, realizou o procedimento estabelecido na legislação em vigor, retornando a carga para reprocessamento", disse a empresa, em um comunicado.

A autoridade portuária disse que desde janeiro, 44 caminhões carregados com farelo de soja foram "desclassificados devido à presença de materiais estranhos", citando gravetos e grãos quebrados de soja.

O porto não revela o nome das empresas responsáveis pela mercadoria. No caso destes 44 caminhões, não há a necessidade de descarte do produto, pois a carga pode retornar à origem para a remoção das impurezas.

A confirmação da recusa do farelo de soja da LDC ocorreu depois que as autoridades do porto de Paranaguá disseram, na terça-feira, que outros 51 caminhões carregados com 2.200 toneladas de farelo de soja foram recusados por "adulteração de produto", sem nomear as empresas envolvidas.

A LDC disse que nenhuma de suas fábricas de processamento de soja nos Estados do Paraná, Mato Grosso e Goiás havia enviado produtos de farelo de soja supostamente contaminados para Paranaguá.

A fonte disse que a origem da carga de farelo de soja era a fábrica da LDC em Ponta Grossa, no Paraná.

(Reportagem de Ana Mano em São Paulo)

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