AMÃ (Reuters) - Mais de 170 civis foram mortos em ataques liderados pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico na cidade síria de Raqqa na última semana, em um salto no número de vítimas desde o começo de uma ofensiva para expulsar os militantes há dois meses, afirmaram fontes e um grupo de monitoramento da guerra.
A coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado Islâmico disse que ataques contra alvos militantes são conduzidos rotineiramente e que a alegação havia sido enviada às suas equipes para avaliação.
O grupo de monitoramento Observatório Sírio para os Direitos Humanos afirmou que ao menos 42 pessoas, incluindo 19 crianças e 12 mulheres, foram mortas apenas na segunda-feira em ataques que destruíram prédios onde famílias estavam abrigadas.
O Observatório, sediado no Reino Unido, disse que esse foi o maior número de mortes registrado em um único dia desde que as Forças Democráticas da Síria, grupo de militantes curdos e árabes apoiado pelos EUA, começou sua ofensiva em Raqqa em junho, após uma longa campanha para isolar o Estado Islâmico dentro da cidade.
Ex-moradores de Raqqa em contato com familiares que ainda residem na cidade confirmaram essa estimativa à Reuters.
A coalizão liderada pelos EUA diz que é cautelosa para evitar mortes de civis em seus bombardeios contra o Estado Islâmico, tanto na Síria como no Iraque, e que investiga todas as alegações.
(Reportagem de Suleiman Al-Khalidi)