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A César, o Que é de César: Por que, Então, Tanto Pessimismo no Brasil?

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A César, o Que é de César: Por que, Então, Tanto Pessimismo no Brasil?
Por Luis Paulo Rosenberg   |  21.10.2021 08:40
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O começo desta semana no Brasil foi desalentador: o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Congresso se aliaram para estourar o teto do gasto com uma proposta populista de auxílio às famílias desprotegidas, o Senado negou-se sequer a discutir a tributação sobre dividendos, passando um sentimento de que a austeridade estaria enterrada. Apressa-se, então, o Banco Central em declarar que leniência fiscal será compensada com agressividade monetária crescente. Como resultado, as bolsas despencaram, os juros explodiram e o câmbio subiu.

Adicionando uma pitada internacional a agravar nossa perplexidade: o cenário mundial é absolutamente natural, sem sustos nem surpresas. Do lado negativo, a surto do petróleo, que deverá ser revertido por traições dentro da Opep, oferta crescente de gás natural russo e reativação da produção de shale nos Estados Unidos. Em decorrência da alta do preço do carvão na China, o governo respondeu com expansão da oferta, ao suspender medidas ambientais de restrição à sua exploração. No mais, todos os preços de commodities marcham alinhados para um desaquecimento, eliminando o fator inflacionário dominante no movimento de alta atual. Portos passam a funcionar em turnos de 24 horas, contribuindo para a normalização logística e, ainda que mais lentamente do que se esperava, o recondicionamento das cadeias produtivas vai acontecendo, empurrando a inflação de custos para um segundo plano. Europa e China, então, consolidam um cenário de crescimento satisfatório para 2022, sem herança inflacionária preocupante e com as autoridades monetárias atentas para eventuais correções marginais nas taxas de juros.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve ganhou a batalha contra o delírio do mercado de alguns meses atrás, que suplicava por aumentos de juros imediatamente. Fiel aos manuais de Economia, o Fed declarava que inflação de custos é fenômeno transitório, que prescinde de alta de juros para ser revertido. Lá, os juros futuros subiram e caíram sem que o Fed se abalasse. Mais recentemente, constatando que alguns pontos de estrangulamento no mercado de trabalho começam a se consolidar e que há uma alegria crescente no comportamento dos consumidores, o Fed adianta-se e avisa que vai iniciar neste ano a diminuir a injeção de liquidez na economia, postergando para 2022 aumentos modestos nos juros. Com isto, a economia americana continua a crescer sem surto inflacionário e as bolsas se valorizam, graças ao desempenho lustroso de suas empresas.

Resumindo: em uma ecologia internacional amena, até favorável à economia brasileira, aqui o humor dos investidores azedou. Pasmem: mesmo com o setor produtivo revelando dados tranquilizadores quanto ao comportamento da economia. Sim, pois a reversão da alta dos preços de commodities beneficia-nos no fronte inflacionário, fazendo com que os 10,25% do IPCA acumulado até setembro sejam o pico inflacionário, se São Pedro ajudar. Daqui para frente, marcha batida para 3,5%, até o final do ano que vem. A atividade econômica está voltando, muito bem no setor primário, razoável nos serviços e débil no industrial. Vale dizer, 5% de crescimento do PIB neste ano e algo entre 2 e 4% no ano que vem, a depender da truculência do Banco Central em demonstrar comprometimento com o enfrentamento da inflação. Das contas externas nem é preciso comentar, céu de brigadeiro neste e no próximo ano.

Por que, então, tanto pessimismo?

Os mal humorados de sempre respondem que o compromisso fiscal foi para o espaço, questão de tempo então para o gasto governamental inflacionar a economia e o Banco Central ser obrigado a subir ainda mais os juros, gerando estagflação.

No que se refere ao comportamento do Congresso, a crítica procede. Realmente, aumentar o subsídio às famílias além do proposto, ao mesmo tempo em que se nega a tributar as classes altas é a volta da velha fisiologia que vem retardando nosso crescimento há décadas.

Na verdade, na questão fiscal vivemos um momento semelhante ao pós-Cruzado, em relação à inflação. Repare que o Cruzado – uma agressão à Lógica com seu aumento de salário real e congelamento de preços – nunca teve chance de dar certo. Mas despertou os políticos para a demanda latente ardorosa que havia na sociedade por estabilidade de preços, que culminou com o genial Plano Real. Desde então, o combate à inflação tornou-se prioridade de esquerda e direita, apesar de desmunhecadas eventuais. Pois a emenda do teto do gasto é o Plano Cruzado da austeridade fiscal: só um alienado pode crer que funcionaria limitar o total de gasto, sem especificar quais itens desta despesa seriam controlados. O objetivo subjacente a medida tão estapafúrdia era forçar a classe política a cortar os gastos correntes intocáveis, a reduzir benefícios abusivos dos funcionários públicos e trazer racionalidade a aposentadoria dos marajás. Que isto seria possível ficou comprovado pelo sucesso dos governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, por exemplo, que aprovaram cortes estruturais de despesas com pessoal nas suas Assembleias. Está faltando agora o Plano Real da austeridade fiscal, do qual a reforma administrativa que paira no Congresso seria o passo mais importante.

Infelizmente, em Brasília, os ventos do bom senso não passam de brisas. O Parlamento se nega a cortar privilégios, tributar os ricos, mas abraça amorosamente a demagogia do gasto eleitoral populista. O momento, então, é de pressionar nossos representantes a agir como estadistas e não mais com o oportunistas irresponsáveis.

Muito importante: reconhecer que o Ministro da Economia é o líder legitimo do processo de modernização da economia, que manteve a dívida publica sob controle, apesar da pandemia e das pressões políticas. O único Ministro que ousou propor aumentar a tributação da classe alta. Que vem lutando por todas as bandeiras que havia alçado desde sua nomeação, apesar do ônus imposto por pertencer a um governo tão contestado.

Reconheçamos que o Executivo está fazendo sua parte e coloquemos pressão no Parlamento para que as condições objetivas existentes para uma retomada sustentável do crescimento sejam concretizadas.

A César, o Que é de César: Por que, Então, Tanto Pessimismo no Brasil?
 

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Comentários (44)
Pio de Sá
Pio de Sá 25.10.2021 16:49
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Uma política monetária que já se mostrou incapaz de conciliar crescimento e controle inflacionário (PIB se esforçando para conseguir recuperar a recessão de 2020; em contraposição ao modelo estadunidense demonstrado) numa economia com enorme capacidade ociosa e cortes em setores do funcionalismo que, enquanto operantes, possuem direitos semelhantes aos empregados no meio privado para que os  verdadeiros marajás (juízes e classe política-representante) tirem a atenção a seus perfis. Essa é a postura a ser avalizada para o nosso executivo? Nos termos que foram expostos, considero mais interessante ser mal-humorado que bitolado
Adriano Santos
Adriano Santos 24.10.2021 10:53
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Pergunta:Se tributar os ricos… eles ficam aqui pagando altos tributos felizes ou vão embora do pais?
Omaha Silva
Omaha 24.10.2021 10:10
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Não é uma questão de contestação e vitimização do governo, o mandatário com sua conturbada comunicação e comportamento singular contribui para gerar as incertezas e pessimismo. Resumindo, é demagogia e incompetência política de quem participa do executivo nesse processo protecionista a ricos e de demagogia popular pró reeleição
Felipe João
Felipe João 23.10.2021 9:26
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Excelente artigo. Mais em um momento pre eleitoral, dificil acreditar que o congresso tenha culhões para tal.
Tobias Busatto
Tobias Busatto 22.10.2021 9:57
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Executivo fazendo sua parte? Hahaha
RODRIGO JOSÉ PEREIRA DA SILVA
RODRIGO JOSÉ PEREIRA DA SILVA 22.10.2021 8:48
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belo artigo
Ricardo Alves
Ricardo Alves 22.10.2021 6:43
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O executivo fazendo sua parte pegou pesado. Nem de longe isso acontece. O executivo finge fazer sua parte, coloca a culpa em outros poderes e ninguém faz nada, afinal faz! o desgoverno faz um teatro para o populismo que torce o nariz mas bate palma, enquanto isso a conta desse circo é paga com o nosso dinheiro.
Neto Flamenguista
Neto Flamenguista 22.10.2021 2:20
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Não acredito em nada que esse cara fala. Deixou o Corinthians com dívidas impagáveis e saiu pela porta dos fundos.
RAFAEL SIMEI
RAFAEL SIMEI 21.10.2021 22:32
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Estava acompanhando o raciocínio do autor até o último parágrafo. Executivo no planalto?!! perdeu o rumo da matéria na reta final... por isso somos pessimistas no Brasil do puro engodo.
Aureo Antonio Duarte
Aureo Antonio Duarte 21.10.2021 18:43
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concordo com parte dos argumentos e análise do autor da matéria, mais afirmar que o poder executivo está fazendo sua parte para melhorar as condições do Brasil é no mínimo ridículo. se tem uma com da que este governo faz é deteriorar dia a dia o país, se permanecer até o final de 22 teremos uma Venezuela!
marcio frapiccini ferreira
marcio frapiccini ferreira 21.10.2021 12:48
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Fácil, um circo de palhaçadas de mau gosto, com uma cleptocracia instaurada, logistica da era pré industrial, educação da era pré histórica, cidadãos tratados como bois e controlados por uma minoria de ricos retardados. mais algum motivo??
Ricardo Soveral
Ricardo Soveral 21.10.2021 12:44
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Este comentário já foi salvo nos seus Itens salvos
inflação de 3,5% no final de 2022? crescimento do PIB em 2022 de 3%? esse aí tá querendo ser o próximo ministro Pinóquio
Alan Izac de Lima Chaves
Alan Izac de Lima Chaves 21.10.2021 12:26
Salvo. Ver Itens salvos.
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Afirmar que as medidas do governo do estado do RS deram certo é mentira, não foram elas que tiraram o estado momentaneamente do buraco. O governador gay usou recurso federal, destinados a hospitais de campanha e medidas protetivas contra a Covid, para pagar salários atrasados, os quais ele usou na campanha para atacar o antigo governador que realmente vinha colocando o estado em dia com medidas concretas. Se a CPI fosse séria e incluísse governadores em vez de ser usada como ferramenta de ataque ao PR isso já estaria claro e provado.
velton pires
velton pires 21.10.2021 12:26
Salvo. Ver Itens salvos.
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mentiroso o tcu já desmentiu essas informações.
Helton Marques
HELTON_MARQUES 21.10.2021 12:24
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Muito bom. Excelente colocação
Nathan Silva
Nathan Silva 21.10.2021 12:23
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Esquece análise. Governo acabou. Já vimos isso com a Dilma. Acabou.
Braulino Goudinho
Braulino Goudinho 21.10.2021 12:22
Salvo. Ver Itens salvos.
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Parabéns. sugestão pra colocarem um link pra que estas análises possam ser compartilhadas. abçs
IBIRACYR CALDAS
IBIRACYR CALDAS 21.10.2021 12:06
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Excelente análise! Madura e objetiva
Robson Locatelli
Robson Locatelli 21.10.2021 12:04
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Tudo é notícia no Brasil....se hoje falar que vão respeitar o teto....amanhã a bolsa volta a subir...coisa chata.
major tico
major tico 21.10.2021 12:04
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já falou que vai respeitar, isso é bode expiatório
Carlos Kettermann
Carlos Kettermann 21.10.2021 12:03
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meio tendenciosa essa materia
Business Boy
Business Boy 21.10.2021 11:56
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Como se tributar os ricos fosse adiantar alguma coisa hahaha, é lógica básica que por final da historia quem sairia perdendo e teria que pagar mais seriamos nós da classe média/baixa.
Gabriela Nogueira
Gabriela Nogueira 21.10.2021 11:55
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Muito boa análise!! Vamos torcer para que deputados, senadores trabalhem em prol da populaçao brasileira
Alan Izac de Lima Chaves
Alan Izac de Lima Chaves 21.10.2021 11:55
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também gostaria de ver isso,mas é utopia.
André Luis Pereira dos Santos
André Luis Pereira dos Santos 21.10.2021 11:40
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O "executivo está fazendo a sua parte"???? Fura teto, contabilidade criativa e com prazo pra acabar até as eleições???? Fumou coisa estragada colunista?
Maurice Lima
mcdli 21.10.2021 11:28
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Os ricos no Brasil não pagam impostos, tem off-shores lá fora, aqui quem paga é a classe média, se o colunista se esforçasse em estudar mais sobre o assunto não escreveria asneiras.
Jorge Rahmann
LuckyBlue 21.10.2021 11:22
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A grande realidade dos governos no mundo é que é mais fácil imprimir moeda que cortar gastos. Governos são feitos para duas coisas: para se beneficiarem de suas ações independente de posições ideológicas, e alimentarem seus parasitas concursados ou não, que se beneficiam dos privilégios da “ corte de “Maria Antonieta”
Marcos Cardoso
Marcos Cardoso 21.10.2021 11:14
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Estava indo bem, mas se perdeu nos dois últimos parágrafos. Economista que puxa farinha para político se iguala a jornalista parcial. Não tem como confiar.
 
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