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Giro das Commodities: Cacau e café estão carregando altas de 2025, e pode vir mais

Publicado 22.04.2024, 14:12
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Em fins de fevereiro, executivos da Barry Callebaut (SIX:BARN) calculavam que o preço do cacau poderia passar de US$ 7 mil e até chegar a US$ 10 mil a tonelada. Na última sexta, fechou em mais de USS$ 11,6 mil.

Por essa mesma época, o café arábica estava em torno dos 194 cents por libra-peso (c/lp) e os tipos canéforas (robusta/conilon) por volta de US$ 3,2 mil a tonelada. Respectivamente, os mercados futuros de Nova York e Londres finalizaram a última semana cotados acima de 232 e de US$ 4 mil – este último, recorde de 16 anos.

Nesses tetos de preços, que os mais experientes participantes do mercado não escondem a surpresa, já estão sendo cobrados o chocolate e a bebida que o mundo vai consumir em 2025. Vai ter déficit novamente das matérias-primas.

No caso do cacau é mais evidente porque as indústrias entram bem antes no mercado. O Citigroup e os analistas, como o brasileiro Adilson Reis, dizem que companhias com a suíça Barry Callebaut, a maior processadora e fornecedora de chocolate a granel do mundo, trabalham com compras travadas entre 7 e 12 meses.

Ou seja, precisam ter garantia de matéria-prima com essa antecedência – significa, também, que o encarecimento das barras vendidas atualmente é pura especulação, porque foram compradas a preços do primeiro semestre de 2023.

O café, inclusive por ter produção mais elástica em vários países, ainda que o consumo seja muito maior, as torrefadoras globais também compram mais escalonadamente.

Mesmo assim, as fixações de exportações da safra 24/25 estavam atrasadas, por exemplo, contando com 15%, abaixo da média histórica, também porque os produtores estão segurando esperando que os preços explodam mais.

O que vem pela frente é que o cacau do ano que vem, da Costa do Marfim e de Gana - 60% do consumo global -, está comprometido por doenças, falta de renovação das plantações e um pacote de sistema produtivo ainda refletindo o atraso geral do continente africano.

É estimada que a oferta de ambos não chegue a 2 milhões de toneladas em 24/25, aumentado o déficit acima de 500 mil toneladas para o consumo. Nesta temporada, a quebra da Costa do Marfim já superou 27,5%, com 1,3 milhão de toneladas de amêndoas.

O café vai no embalo dos prejuízos nos cafezais do Vietnã, o maior produtor do robusta e conilon, que não chegaram a 25 milhões de sacas, contra a média de 31 a 32 milhões/sc por ciclo. E se a seca e falta de água não se agravarem, a oferta que chegará aos mercados em 2025 quando muito empatará, inclusive como já apontado pela Organização Internacional do Café.

Estes canéforas são os puxadores dos preços do arábica, o mais consumido e com o suporte de que a demanda cresce. Por serem usados em blends e no solúvel, por si só acabam anulando as safras satisfatórias do arábica, como a atual e até a próxima do Brasil, maior provedor mundial – em torno de 41 milhões e 47 milhões/sc, ambas acima, segundo a Safras & Mercado.

Nesses cenários que ainda em andamento, podem ocorrer novas máximas ou manutenção dos preços em altas para o cacau e os cafés, salvo ajustes.

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