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Microsoft e Alphabet frustram expectativas com IA: o que esperar agora?

Publicado 01.02.2024, 14:56
MSFT
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  • As ações de tecnologia recuaram ontem, após os resultados da Alphabet, Microsoft e AMD.
  • Os dados financeiros dessas empresas não atenderam às altas expectativas do mercado.
  • Apesar de fazerem investimentos significativos em IA, Microsoft e Alphabet ainda não viram um impulso financeiro como a Nvidia.
  • As ações de tecnologia recuaram na quarta-feira, 31, após resultados decepcionantes da Microsoft (NASDAQ:MSFT), Alphabet (NASDAQ:GOOGL) e Advanced Micro Devices (NASDAQ:AMD), que não mostraram os ganhos expressivos com inteligência artificial (IA) esperados pelos investidores.

    Além disso, o mercado aguardava a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano), crucial para obter pistas sobre o possível cronograma de um corte na taxa de juros dos EUA.

    Essa decisão do Fed influenciará o ânimo do mercado em fevereiro, à medida que os investidores também aguardam medidas adicionais de Pequim para estimular a economia e o mercado de ações chinês.

    Microsoft apresenta bons resultados, apesar de expectativa elevada

    As ações da Microsoft caíram até 2% no começo das negociações de quarta-feira depois que a empresa divulgou seus resultados do segundo trimestre fiscal, que superaram as projeções dos analistas. Essa queda ocorreu apesar do bom desempenho, em grande parte devido à previsão da empresa de receita mais fraca para o próximo trimestre.

    A Microsoft reportou que teve um lucro de US$2,93 por ação no seu segundo trimestre fiscal, o que foi melhor do que o consenso dos analistas de US$2,78. A receita cresceu 17,6% ano a ano para US$62,02 bilhões, quase um bilhão a mais do que as expectativas do mercado de US$61,12 bilhões em vendas no FQ2. A empresa esperava registrar receita entre US$60-61 bilhões. O lucro líquido foi de US$21,87 bilhões, um aumento expressivo em relação aos US$16,43 bilhões reportados para o mesmo período do ano anterior.

    A força da receita foi impulsionada por mais um desempenho excepcional do Azure, com o segmento de nuvem crescendo 28% versus os 27% esperados. O segmento de Nuvem Inteligente da Microsoft gerou US$25,88 bilhões em vendas, um aumento de 20% ano a ano e superior ao consenso de US$25,29 bilhões.

    No total, a receita da nuvem foi de US$33,7 bilhões, um aumento de 24% ano a ano, impulsionado por “uma execução forte de nossas equipes de vendas e parceiros”, de acordo com Amy Hood, vice-presidente executiva e diretora financeira da Microsoft.

    Na teleconferência de resultados, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, destacou um crescimento significativo na base de clientes do Azure, observando que agora inclui 53.000 clientes de IA do Azure, um terço dos quais são novos no Azure no último ano.

    Além disso, ele mencionou um aumento nos compromissos com o Azure, com mais clientes concordando em gastar mais de US$1 bilhão na plataforma.

    “Passamos de falar sobre IA para aplicar IA em escala. Ao infundir IA em cada camada de nossa pilha tecnológica, estamos conquistando novos clientes e ajudando a impulsionar novos benefícios e ganhos de produtividade em todos os setores”, disse ele em um comunicado à imprensa.

    A unidade de Produtividade e Processos de Negócios da Microsoft, que engloba o software de produtividade Office, LinkedIn e Dynamics, reportou receita de US$19,25 bilhões. Esse valor marca um aumento de 13% e superou a estimativa de consenso de US$18,99 bilhões.

    O segmento de Computação Mais Pessoal, que inclui Windows, Surface, Bing e Xbox, contribuiu com US$16,89 bilhões em receita, um aumento de 19% anualmente e um pouco à frente do consenso.

    Alphabet decepciona com receitas de publicidade

    A Alphabet, controladora do Google, viu suas ações despencarem até 6% no começo do pregão de quarta-feira, após a empresa reportar receitas abaixo do esperado para o seu principal negócio de publicidade. A receita total foi de US$86,31 bilhões, cerca de US$1 bilhão acima do consenso. No lucro por ação (LPA), a Alphabet registrou US$1,64, levemente acima do consenso de US$1,59.

    No geral, a receita avançou 13% apesar da fraqueza no negócio de publicidade. A empresa informou que este segmento gerou US$65,52 bilhões em vendas, um pouco abaixo dos US$65,94 bilhões esperados. O Google Cloud cresceu 26% ano a ano para US$9,19 bilhões em vendas no quarto trimestre, melhor do que os US$8,94 bilhões esperados. O YouTube gerou US$9,2 bilhões, em linha com as projeções dos analistas.

    Sundar Pichai, CEO, disse: “Estamos satisfeitos com a força contínua em Pesquisa e a crescente contribuição do YouTube e Cloud. Cada um desses já está se beneficiando de nossos investimentos e inovações em IA. À medida que entramos na era Gemini, o melhor ainda está por vir.”

    Os segmentos de publicidade e computação em nuvem do Google estão sob maior escrutínio após relatórios de resultados recentes. Essa atenção surge enquanto a empresa tenta afastar a ideia de que está perdendo espaço para os concorrentes no campo de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, o Google está focado em manter seu crescimento empresarial em meio a essas dinâmicas de mercado e avanços tecnológicos em evolução.

    Nesse contexto, a Alphabet reportou despesas significativas relacionadas a demissões no ano passado, com indenizações e encargos relacionados totalizando US$2,1 bilhões para 2023. A empresa também teve custos ao sair de alguns de seus escritórios, levando a encargos de US$1,2 bilhão para o trimestre e um total de US$1,8 bilhão para o ano. Todos esses fatores impactaram o desempenho da empresa no quarto trimestre.

    Durante a teleconferência de resultados, a CFO da Alphabet, Ruth Porat, anunciou que as despesas relacionadas a demissões para o primeiro trimestre devem ser de cerca de US$700 milhões. Apesar desses encargos elevados, o lucro líquido da Alphabet aumentou 52% no quarto trimestre para US$20,7 bilhões. A margem operacional da empresa também melhorou, passando de 24% para 27%.

    Pichai disse na chamada que a receita anual de assinaturas da empresa alcançou US$15 bilhões, marcando um aumento expressivo de cinco vezes em relação ao mesmo número de anos. Esse forte crescimento inclui receitas de serviços como o YouTube TV, um pacote de TV por assinatura online, e o Google One, que oferece soluções de armazenamento em nuvem para consumidores.

    (Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site The Tokenist e traduzido pela redação do Investing.com)

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