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Ibovespa 100 Mil Pontos: Veja o Que Ainda NÃO Está no Preço das Ações

Publicado 02.07.2019, 10:26
Atualizado 09.07.2023, 07:32
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O Ibovespa ultrapassou o patamar dos 100 mil pontos pela segunda vez e atingiu 102 mil pontos em 21 de junho. Finalmente parece que a reforma da Previdência será aprovada na Câmara dos Deputados antes do recesso parlamentar em julho. As taxas futuras de juros em queda anteciparam esse movimento, com o fechamento da curva de juros em apenas um mês.

Mas, e agora? O que vai acontecer daqui para a frente? O que ainda não está no preço das ações? Esse é o assunto principal da coluna de hoje.

Pretendo explicar os fundamentos para o meu otimismo com a bolsa de valores, mostrar argumentos e números que mostram que as ações estão baratas e porque acredito que a alta do Ibovespa está apenas começando.

O meu trabalho como especialista de ações é antecipar as tendências de mercado e fazer as recomendações antes dos movimentos acontecerem. Portanto, anotem aí: a melhor classe de ativos em termos de retorno daqui para frente serão as ações Small Caps!

Vocês podem começar a investir em ações Small Caps agora, pois a Bolsa está barata e o potencial de valorização da gestão ativa de ações é ainda melhor do que o rendimento esperado da gestão passiva (índice).

Números que falam por si

Irei apresentar alguns dados que dão suporte para a minha visão otimista com a bolsa de valores. Estou falando de uma tendência, um termômetro, com algumas importantes mudanças de tendência de fatores bastante importantes:

  • Aumento do volume negociado na B3

Crescimento do volume médio negociado diário na Bolsa: R$ 12 bilhões em 2019, R$ 9,4 bilhões em 2018 e R$ 6,7 bilhões em 2017, crescimento de 80% em dois anos.

  • Crescimento da captação de fundos de ações

Captação líquida dos fundos de investimento em ações atingiu R$ 19,8 bilhões de janeiro a maio de 2019. Os fundos de ações representam apenas 7,1% do total de fundos de investimentos. Somente como base de comparação, o saldo total dos fundos de ações era de R$ 400 bilhões em maio, comparado ao saldo da poupança de R$ 800 bilhões,

  • Um milhão de investidores pessoa física na B3

Crescimento da quantidade de investidores pessoa física na B3: 1 milhão de CPF’s, que representam ainda menos de 0,5% da população do Brasil. O fluxo de investidores pessoas físicas na B3 está positivo em R$ 2,1 bilhões no acumulado de 2019;

  • Taxa de juros será ainda mais baixa

Queda na taxa de juros futuro de prazo longo (DI 2025): saiu de 8,9% ao ano em 17 de maio para 7,3% ao ano atualmente, redução de 160 pontos base. A taxa de juros real, medida pela NTNB/IPCA+ caiu de 4,2% para 3,6%. Queda na taxa de juros (Selic), relatório Focus projeta 5,75% em dez/19.

  • Fluxo de investidores estrangeiros na Bolsa

O fluxo total de investidores estrangeiros na Bolsa, considerando os mercados à vista e futuro, virou para positivo no acumulado de 2019 no mês de junho. Durante o ano, esse fluxo chegou a ficar negativo em R$ 6 bilhões em maio de 2019 (sell in may and go away). No mercado à vista, o fluxo de estrangeiros ainda é negativo no acumulado do ano (R$ 3 bilhões), mas o saldo em junho ficou positivo em R$ 500 milhões.

  • Reabertura das ofertas de ações

As ofertas de ações, ofertas subsequentes (follow-on’s) e IPO’s (Centauro e Neoenergia) já somam mais de R$ 31 bilhões em 2019, com forte participação do investidor local, que levou mais da metade das ações.

Mais ofertas estão previstas para o segundo semestre num montante total que pode superar outros R$ 30 bilhões: BR Distribuidora (SA:BRDT3) (venda de participação da Petrobras (SA:PETR4)), Caixa Seguridade (IPO), venda de ações da Caixa no IRB (SA:IRBR3), Vivara (IPO), Banco Pan (SA:BPAN4) (venda de participação da Caixa) e Banco Inter (SA:BIDI4) (possível oferta nos EUA).

Conclusão

A aprovação da reforma da Previdência, a melhora da percepção do risco Brasil e o “re-rating” das empresas brasileiras já está no preço das ações (Ibovespa acima dos 100 mil pontos), ou seja, o investidor já está disposto a pagar mais pelos ativos das empresas brasileiras na Bolsa, o que explica a alta de 14,88% do Ibovespa no acumulado de 2019.

O que não está no preço das ações é a melhora no crescimento do lucro das empresas na Bolsa. Alguns setores apresentarão crescimento muito superior à média do PIB do Brasil e da Bolsa e algumas empresas irão se destacar em termos de crescimento de lucro líquido.

Os meus setores favoritos na Bolsa são: financeiro (bancos), construção civil, varejo, locação de veículos, transportes e infraestrutura.

O Ibovespa está sendo negociado a 12x o múltiplo preço/lucro (P/L), um pouco acima da sua média histórica (11,3x).

O valor de mercado das empresas (preço das ações) é determinado por duas variáveis: qual múltiplo P/L o mercado está disposto a pagar, relacionado com percepção de risco e; com o crescimento de lucro líquido das empresas no futuro.

Quanto maior for o crescimento dos lucros, maior será o potencial de valorização das ações. Por essa razão, acredito que as ações Small Caps deverão ter excelente retorno em 2019.

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