Maioria das tarifas de Trump não é legal, decide tribunal de recursos dos EUA
- O preço do bitcoin recuou após realização de lucros, depois de atingir o pico de US$ 124.447.
- As especulações sobre corte de juros pelo Fed e as tensões envolvendo Trump aumentam a pressão de venda sobre ativos de risco.
- A demanda institucional segue consistente, mas o redirecionamento de fluxos para Ethereum tem pressionado a captação dos ETFs de bitcoin.
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No início de agosto, o bitcoin atingiu um recorde histórico de US$ 124.447. Em seguida, recuou quase 12%, refletindo tanto a realização de lucros por parte dos investidores quanto o fechamento de posições alavancadas. Ao mesmo tempo, declarações de Powell em Jackson Hole sinalizaram a possibilidade de um corte de juros pelo Fed em setembro, mas esse movimento já havia sido precificado. Assim, as altas pontuais se transformaram em oportunidades de venda, mantendo a pressão sobre a criptomoeda.
O grande foco do mercado segue sendo a política monetária do Federal Reserve. Embora Powell tenha sugerido um corte de juros, o embate entre o presidente Trump e o banco central tem reduzido o apetite por risco. A pressão de Trump por um corte imediato, sua tentativa de influenciar o conselho do Fed e os questionamentos sobre a independência da instituição aumentam a preocupação com potenciais efeitos de longo prazo na economia dos EUA.
Apesar de o pleito de Trump coincidir com a expectativa de mercado, esse cenário gera pressão vendedora sobre ativos de risco. Paralelamente, o ouro acumula alta de 4% no mês, reforçando seu papel defensivo, enquanto o bitcoin cai 5% no mesmo período, evidenciando a fragilidade da confiança dos investidores.
Demanda institucional e fluxos de ETFs
Do lado institucional, a demanda permanece consistente. Os fluxos positivos em ETFs de bitcoin indicam que a confiança não desapareceu. Ainda assim, observa-se forte movimentação de capital de curto prazo para Ethereum e Solana. Nos últimos cinco dias, ETFs de Ethereum captaram US$ 1,83 bilhão, contra apenas US$ 171 milhões em ETFs de bitcoin, um redirecionamento que gera pressão adicional sobre o BTC.
Dados on-chain mostram que cerca de 90% da oferta atual de bitcoin continua no lucro. Este patamar é relevante porque, historicamente, quando a fatia de oferta lucrativa cai abaixo de 90%, costumam surgir períodos de correção. Permanecer acima desse nível é essencial para que o preço tenha chance de retomar os recordes anteriores.
No mercado de opções, o nível de US$ 116.000 foi identificado como ponto de “máxima dor”, sugerindo espaço para movimento de alta caso o preço se mantenha em zonas de suporte relevantes.
Perspectiva técnica do bitcoin
Do ponto de vista técnico, o bitcoin testa o suporte de US$ 109.700 no gráfico diário, próximo ao limite inferior do canal de baixa que se acentuou nesta semana. Caso perca esse nível, o próximo suporte crítico está em US$ 106.000, que também corresponde à linha de base do canal de alta de longo prazo no gráfico semanal.
Historicamente, esse limite foi testado três vezes, todas seguidas por fortes recuperações. Num cenário otimista, se o bitcoin recuar para a região de US$ 106.000 e houver entrada consistente de compradores, o preço pode rapidamente buscar a faixa de US$ 115.000, a linha superior do canal de baixa no gráfico diário, e, em seguida, retomar o pico recente em torno de US$ 125.000.
Numa visão mais ampla, a retomada do canal no semanal poderia marcar o início de uma nova tendência de alta, com alvo potencial em US$ 150.000.
Por outro lado, em cenário negativo, a faixa de US$ 106.000 a US$ 102.000 será crucial. Um rompimento dessa região, confirmado por fechamento semanal, pode levar o mercado a uma correção mais ampla, com o bitcoin recuando para a zona de US$ 93.000–US$ 95.000 ou, em horizonte médio, até a casa dos US$ 70.000.
No momento, a perspectiva de curto prazo segue frágil. O comportamento da criptomoeda é influenciado tanto pelas decisões de juros do Fed e pelas tensões políticas com Trump, quanto por fundamentos estruturais como a demanda institucional e os dados on-chain. Assim, os recuos atuais podem representar pontos de entrada estratégicos, especialmente em torno do suporte de US$ 106.000, cujo rompimento ou defesa será determinante para um possível novo ciclo de alta no último trimestre do ano.
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