A cotação do petróleo cedeu nesta segunda-feira e retornou aos US$ 48 o barril, após ter operado acima dos US$ 50 em parte da semana passada. A commodity perdeu força com o aumento das incertezas no mercado internacional. Os investidores estão de olho na declaração do Fed na quarta-feira que poderá indicar quando haverá um aumento da taxa de juros dos EUA.
Ainda no cenário internacional, os recentes dados da China ainda inspiram dúvidas aos analistas sobre a capacidade do país em manter o crescimento e, por consequência, a demanda por petróleo. Na próxima semana, os britânicos irão às urnas para confirmar a permanência ou optar pela saída do Reino Unido da União Europeia. Pesquisas apontam para a vantagem dos que querem que o país deixe a união.
Nos fundamentos, a segunda semana consecutiva de aumento no número de sondas em operação nos EUA chamou a atenção e revive o medo de uma retomada dos produtores do país, o que aumentaria a sobreoferta. Segundo levantamento da Baker Hughes, entraram em atividade mais três sondas, o que elevou o número para 328. Apesar de baixo em relação ao recorde de 1609 em outubro de 2014, o aumento pode indicar uma nova tendência no mercado de perfuração.
No gráfico diário, percebemos como os preços encontram-se em um canal de alta, com a formação de topos e fundos ascendentes. Após a formação de nova máxima nos 51.50, pode até ser considerada normal uma correção até o próximo suporte em torno dos 47.00. O que poderá merecer destaque, será um possível teste destes 47.00 e se o nível terá força suficiente para conter a queda e rebater o Mercado para cima novamente. Se perder este fundo, poderemos ter novas mínimas até os 42.50.
Por Rodrigo Rebecchi (Equipe Youtrading)