Últimas Notícias
Garanta 40% de desconto 0
👀 Invista igual ao Warren Buffett e lucre +174.3% acima do badalado S&P 500 Aproveite desconto de 40%

Renda Fixa: Queda das taxas de juros com redução dos níveis de inclinação da curva

Por Luís LisboaRenda Fixa30.10.2023 09:54
br.investing.com/analysis/renda-fixa-queda-das-taxas-de-juros-com-reducao-dos-niveis-de-inclinacao-da-curva-200460514
Renda Fixa: Queda das taxas de juros com redução dos níveis de inclinação da curva
Por Luís Lisboa   |  30.10.2023 09:54
Salvo. Ver Itens salvos.
Esse artigo já foi salvo nos seus Itens salvos
 
 
USD/BRL
+0,01%
Adicionar/Remover de uma Carteira
Adicionar aos favoritos
Adicionar posição

Posição adicionada com êxito a:

Dê um nome à sua carteira de investimento
 
CL
-0,45%
Adicionar/Remover de uma Carteira
Adicionar aos favoritos
Adicionar posição

Posição adicionada com êxito a:

Dê um nome à sua carteira de investimento
 

Principais Notícias para o Mercado de Renda Fixa

A semana na Renda Fixa foi de queda das taxas de juros com redução dos níveis de inclinação da curva amparada pelo avanço da pauta econômica no Congresso, a leitura positiva do IPCA-15 de outubro e o alívio dos juros dos Treasuries. O spread entre os contratos para janeiro de 2025 e janeiro de 2029, que na sexta-feira anterior (20) era de 54 pontos, fechou em 38 pontos.

Os principais vetores que influenciaram o fechamento da curva de juros foram:

  • a aprovação na Câmara do Projeto de Lei (PL) que modifica a tributação dos fundos de alta renda (exclusivos e offshore), uma das propostas que visa a aumentar a arrecadação de impostos e melhorar a questão fiscal, 

  • a leitura benigna do quadro de inflação no Brasil. O IPCA-15 de outubro veio em linha com a mediana das estimativas, com destaque para a desaceleração na inflação de serviços. Núcleos e serviços subjacentes, aos quais o Banco Central dá especial atenção, surpreenderam para baixo, endossando a visão de que há tranquilidade para o Copom seguir reduzindo a Selic em 0,50 ponto porcentual nos próximos meses,

  • a queda das taxas dos Treasuries após indicadores mostrarem alta de preços mais contida nos EUA. Dados publicados pelo governo americano apontaram que a economia do país cresceu 4,9% no terceiro tri em relação ao trimestre anterior, em base anualizada, e que mesmo assim o núcleo da inflação medida pelo índice de gastos com consumo (PCE) desacelerou de 3,7% para 2,4% na mesma base de comparação, 

  • os números do Governo Central em setembro. Após quatro meses no vermelho, as contas voltaram a registrar superávit primário, de R$ 11,548 bilhões, acima da mediana das expectativas, de saldo positivo de R$ 10,505 bilhões, 

  • a consolidação das expectativas de manutenção dos juros nos EUA na super quarta-feira, 1º de novembro, 

  • e a notícia de que a China pretende canalizar bilhões de dólares para governos locais investirem em infraestrutura. 

Fizeram o contraponto ao fechamento da curva de juros:

  • as declarações do presidente Lula. O chefe do Executivo disse que dificilmente o Brasil cumprirá a meta de zerar o déficit primário em 2024, definida no texto do arcabouço fiscal e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, relativizando ainda o impacto negativo de um déficit entre 0,50% e 0,25% do PIB. Houve piora na precificação da curva a termo para a taxa terminal da Selic, 

  • a aprovação no Senado do PL que prorroga a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia e que dificulta o ajuste fiscal em função das perdas de receita,

  • a piora do temor de escalada do conflito no Oriente Médio, à medida que os laços do Hamas e do Irã têm se tornado mais claros,

  • o dado de atividade acima do esperado nos EUA. O aumento nas vendas de moradias novas em setembro muito acima do esperado reforçou a percepção de resiliência da economia e o "higher for longer" para a política de juros do Fed,

  • e as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, alertando que o aperto da liquidez global, em meio aos juros mais altos pagos nos EUA, pode afetar economias emergentes de "forma mais severa", tornando mais difícil a "lição de casa" de países emergentes.

Fatores que foram considerados de menor potencial para influenciar o movimento da curva de juros:

  • o resultado da arrecadação de impostos em setembro, de R$ 174,3 bilhões, em linha com a mediana das estimativas, de R$ 174,8 bilhões, uma queda real (descontada a inflação) de 0,34% na comparação com o resultado de setembro do ano passado. Este é o quarto mês consecutivo de queda na arrecadação federal,

No Relatório de Mercado Focus (30), a expectativa para o IPCA deste ano voltou a melhorar. A projeção para a inflação oficial em 2023 passou de 4,65% para 4,63%. Um mês antes, a mediana era de 4,86%. Para 2024, foco da política monetária, a projeção piorou de 3,87% para 3,90%. Há um mês, a mediana era de 3,87%. A mediana supera o centro da meta (3,00%), mas está dentro do intervalo de tolerância superior, que vai até 4,50%. 

A conferir:

No Brasil

  • a decisão de política monetária. Prevalece a aposta de novo corte da Selic pelo Copom em 0,50 ponto porcentual, de 12,75% para 12,25%. A expectativa é pela sinalização no comunicado de cortes da mesma magnitude nas próximas reuniões ou alteração no ritmo das reduções,

Nos EUA

  • a decisão de política monetária. O Fed deve manter os juros inalterados na faixa de 5,25% a 5,50%. Após a reunião, haverá entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell, 

  • o relatório oficial de emprego (payroll) referente a outubro na sexta-feira (3),


No Mundo

  • os desdobramentos da guerra Israel-Hamas após a última operação terrestre ampliada de Israel em Gaza.

O dólar no mercado à vista encerrou a sexta-feira (27) cotado a R$ 5,0131, acumulando queda semanal de 0,36%, após atingir R$ 5,1622 no fechamento da primeira semana de outubro com as incertezas sobre os juros nos EUA e o início da guerra entre Israel e o grupo palestino Hamas.

Os principais fatores que influenciaram o preço da moeda americana foram:

  • as falas do presidente Lula admitindo que dificilmente o Brasil atingirá a meta de zerar o déficit primário em relação ao PIB em 2024, na contramão do previsto pelo arcabouço fiscal e como proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A leitura do mercado para a fala do presidente foi de um sinal de enfraquecimento de Haddad e disposição para ampliar os gastos,

  • o agravamento das tensões no Oriente Médio, 

  • a divulgação do superávit primário de R$ 11,548 bilhões do Governo Central em setembro,

  • a inflação do PCE em setembro e seu núcleo dentro do previsto e abaixo das taxas registradas em agosto, reforçando a aposta de manutenção da taxa básica americana em novembro,

  • a aprovação de medidas arrecadatórias propostas pelo governo no Congresso,

  • e prorrogação da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia no Senado.

Agenda de eventos e indicadores econômicos

Segunda-feira (30): 

  • Brasil - FGV: IGP-M de outubro, Sondagem do Comércio e Sondagem de Serviços em outubro, BC: Relatório Focus, Caged: Geração de emprego formal em setembro,  

  • Zona do euro - Comissão Europeia: índice de confiança do consumidor (final) e Índice de sentimento econômico de outubro,  

  • Alemanha - Destatis: CPI de outubro (preliminar), 

  • China - NBS: PMI industrial e PMI de serviços em outubro, 

Terça-feira (31): 

  • Brasil - IBGE: Pnad Contínua de setembro, CNI: Indicadores Industriais em setembro, FGV: Indicador de Incerteza da Economia em setembro, Tesouro: Leilão de LFT para 1º/9/2026 e 1º/9/2029 e de NTN-B para 15/8/2026, 15/5/2033 e 15/8/2050, 

  • EUA - Deptº do Trabalho: Índice de Custo de Emprego no 3º tri, ISM/Chicago: PMI de outubro, Conference Board: índice de confiança do consumidor em outubro,  

  • Zona do euro - Eurostat: PIB (preliminar) do 3º tri e CPI de outubro (preliminar), 

  • Alemanha - Destatis: vendas no varejo em setembro,  

  • China - S&P Global/Caixin: PMI industrial de outubro (final), 

  • Japão - Banco do Japão (BoJ) divulga decisão de política monetária, S&P Global/Jibun Bank: PMI industrial de outubro (final), 

Quarta-feira (1º): 

  • Brasil - FGV: IPC-S de outubro, IBGE: Pesquisa Industrial Mensal em setembro, S&P Global: PMI industrial em outubro, Tesouro: Leilão de LTN para 1º/4/2024, 1º/10/2025 e 1º/7/2027 e de NTN-F para 1º/1/2029 e 1º/1/2033, BC: Índice Commodities Brasil de setembro e Fluxo Cambial semanal, Secex: Balança comercial mensal de outubro, BC anuncia decisão da Selic, 

  • EUA - ADP: relatório sobre criação de empregos no setor privado em outubro, S&P Global: PMI industrial de outubro, ISM: PMI industrial em outubro, Deptº do Trabalho: Relatório de abertura de vagas (Jolts) em setembro, Deptº do Comércio: Investimentos em construção em setembro, DoE: estoques de petróleo na semana até 27 de outubro, Fed divulga decisão de política monetária, coletiva de imprensa com o presidente do Fed, Jerome Powell, 

  • Reino Unido - S&P Global/CIPS: PMI industrial (final) de outubro,  

Quinta-feira (2): 

  • Brasil - Dia de Finados, feriado nacional (mercados fechados),  

  • EUA - Deptº do Trabalho: pedidos de auxílio-desemprego na semana até 28 de outubro e número de pedidos de auxílio-desemprego continuados na semana até 21 de outubro, Dept°. do Comércio: encomendas à indústria em setembro,  

  • Zona do euro - S&P Global/HCOB: PMI industrial de outubro (final),

  • Alemanha - S&P Global/HCOB: PMI industrial de outubro (final), 

  • Reino Unido - BoE publica decisão de política monetária, seguida de coletiva de imprensa, 

  • Mundo - S&P Global/JPMorgan: PMI global industrial de outubro,  

  • China - S&P Global /Caixin: PMI composto e PMI de serviços de outubro (final), 

Sexta-feira (3): 

  • Brasil - Fipe: IPC de outubro,  

  • EUA - Dept°. do Trabalho: relatório mensal de empregos (payroll), Taxa de desemprego e Salário médio por hora de outubro, S&P Global: PMI composto e PMI de serviços de outubro, ISM: PMI de serviços, Baker Hughes: poços de petróleo em operação, 

  • Zona do euro - Eurostat: Taxa de desemprego em setembro,  

  • Reino Unido - S&P Global/CIPs: PMI composto e PMI de serviços de outubro (final),

Fonte: Broadcast 

Renda Fixa: Queda das taxas de juros com redução dos níveis de inclinação da curva
 

Artigos Relacionados

Renda Fixa: Queda das taxas de juros com redução dos níveis de inclinação da curva

Adicionar comentário

Diretrizes para Comentários

Nós o incentivamos a usar os comentários para se engajar com os usuários, compartilhar a sua perspectiva e fazer perguntas a autores e entre si. No entanto, a fim de manter o alto nível do discurso que todos nós valorizamos e esperamos, por favor, mantenha os seguintes critérios em mente:

  • Enriqueça a conversa
  • Mantenha-se focado e na linha. Só poste material relevante ao tema a ser discutido.
  • Seja respeitoso. Mesmo opiniões negativas podem ser enquadradas de forma positiva e diplomática.
  • Use estilo de escrita padrão. Incluir pontuação e letras maiúsculas e minúsculas.
  • NOTA: Spam e/ou mensagens promocionais ou links dentro de um comentário serão removidos.
  • Evite palavrões, calúnias, ataques pessoais ou discriminatórios dirigidos a um autor ou outro usuário.
  • Somente serão permitidos comentários em Português.

Os autores de spam ou abuso serão excluídos do site e proibidos de comentar no futuro, a critério do Investing.com

Escreva o que você pensa aqui
 
Tem certeza que deseja excluir esse gráfico?
 
Postar
Postar também no :
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Obrigado pelo seu comentário. Por favor, note que todos os comentários estão automaticamente pendentes, em nosso sistema, até que aprovados por nossos moderadores. Por esse motivo, pode demorar algum tempo antes que o mesmo apareça em nosso site.
 
Tem certeza que deseja excluir esse gráfico?
 
Postar
 
Substituir o gráfico anexado por um novo gráfico?
1000
A sua permissão para inserir comentários está atualmente suspensa devido a denúncias feitas por usuários. O seu status será analisado por nossos moderadores.
Aguarde um minuto antes de tentar comentar novamente.
Anexar um gráfico a um comentário
Confirmar bloqueio

Tem certeza de que deseja bloquear %USER_NAME%?

Ao confirmar o bloqueio, você e %USER_NAME% não poderão ver o que cada um de vocês posta no Investing.com.

%USER_NAME% foi adicionado com êxito à sua Lista de bloqueios

Já que acabou de desbloquear esta pessoa, você deve aguardar 48 horas antes de bloqueá-la novamente.

Denunciar esse comentário

Diga-nos o que achou desse comentário

Comentário denunciado

Obrigado!

Seu comentário foi enviado aos moderadores para revisão
Cadastre-se com Google
ou
Cadastre-se com o e-mail